O volume de vendas do comércio varejista brasileiro registrou alta de 0,4% na passagem de dezembro para janeiro, atingindo o patamar mais elevado da série histórica iniciada em 2000. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (11) pelo IBGE, o resultado iguala o recorde anterior de novembro de 2025 e reverte a retração observada no último mês do ano passado. No acumulado de 12 meses, o setor apresenta expansão de 1,6%.
A alta foi impulsionada por quatro das oito atividades pesquisadas. O destaque positivo ficou com o segmento de artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria, que saltou 2,6% no mês. Setores como vestuário e calçados (1,8%) e hipermercados (0,4%) também contribuíram para o desempenho recorde. De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, a renovação de picos históricos é um sinal de resiliência do consumo, apesar das oscilações econômicas.
Por outro lado, o setor de equipamentos para escritório, informática e comunicação sofreu uma queda brusca de 9,3% em janeiro. O IBGE atribui o recuo à valorização do dólar e ao fim do ciclo de promoções de final de ano. As empresas desse nicho costumam aproveitar momentos de estabilidade cambial para recompor estoques, retraindo as ofertas em períodos de maior volatilidade da moeda estrangeira. Combustíveis e lubrificantes também recuaram 1,3% no período.
No varejo ampliado que engloba veículos, material de construção e atacado — o crescimento foi ainda maior, chegando a 0,9%. Este foi o décimo mês consecutivo de alta para este indicador, sinalizando um aquecimento constante nas vendas de maior valor agregado. A média móvel trimestral aponta uma tendência de estabilidade com viés de alta, sugerindo que o comércio mantém fôlego para os próximos meses de 2026.









































