O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de recuperação expressiva nesta terça-feira (10). O índice Ibovespa, da B3, encerrou a sessão aos 183.447 pontos, com alta de 1,4%, o melhor desempenho diário desde o final de fevereiro. O movimento foi sustentado principalmente pelo setor bancário, que compensou a queda das ações da Petrobras no pregão.
No mercado de câmbio, o dólar comercial apresentou volatilidade, mas fechou em leve queda de 0,15%, cotado a R$ 5,157. Durante a tarde, a moeda chegou a atingir a mínima de R$ 5,13, mas o ritmo de descida foi contido por preocupações geopolíticas. Investidores reagiram a rumores sobre a possível instalação de minas por parte do Irã no Estreito de Ormuz, ponto vital para o escoamento global de energia.
A cotação internacional do petróleo foi o grande destaque do dia, registrando um recuo de 11%. O barril do tipo Brent fechou negociado a US$ 87,80. A queda acentuada ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o conflito no Oriente Médio estaria próximo de um desfecho. Apesar da sinalização otimista, Trump alertou que qualquer tentativa de bloqueio ao Estreito de Ormuz resultaria em uma resposta militar sem precedentes.
O reflexo direto da queda do óleo foi sentido nos papéis da Petrobras. As ações ordinárias da estatal recuaram 0,19%, enquanto as preferenciais fecharam com queda de 0,53%. Analistas apontam que, embora o cenário externo ainda apresente riscos elevados, a expectativa de uma resolução diplomática para a crise energética trouxe o fôlego necessário para os ativos de risco no Brasil.










































