O documentário “Con(cs)erto de Ferro e Flor”, dirigido por Rafaela Oliveira e produzido pela Conexão Norte em parceria com a Cia de Artes Clandestinos, finalizou suas filmagens e avança para a etapa de finalização. A obra será lançada ainda em dezembro e promete impactar o cenário audiovisual rondoniense pelo seu conteúdo social e sensibilidade artística.
O projeto foi contemplado no Edital Paulo Gustavo de Ji-Paraná – EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 002/2024, destinado à seleção de propostas com recursos da Lei Complementar 195/2022 (Lei Paulo Gustavo) na área do audiovisual. A aprovação possibilitou a realização de um filme que denuncia a violência contra a mulher em Rondônia, ao mesmo tempo em que fortalece a produção cinematográfica local e valoriza profissionais da região.
Com uma abordagem experimental, o documentário combina elementos poéticos, depoimentos e composições sonoras para interpretar a dualidade entre sofrimento e força, destruição e resistência. Inspirado na obra “Céu Rasgado”, da escritora jiparanaense Keila Barbosa, e interpretado pela atriz Andressa Silva, o filme expõe a realidade da violência de gênero em Rondônia — estado que ocupa posição de destaque no país em índices desse crime — e evidencia a resiliência das mulheres que sobrevivem às agressões.
A diretora Rafaela Oliveira destaca que o filme nasceu da necessidade urgente de confrontar essa realidade e abrir espaços de escuta:
“Este documentário é um gesto de cuidado e coragem. Reunimos histórias reais de mulheres que, mesmo atravessadas pela dor, encontram maneiras de transformar suas próprias narrativas. Eu espero que o público sinta não só a força dessas vozes, mas também a responsabilidade coletiva de mudar esse cenário.”

Além do impacto social, “Con(cs)erto de Ferro e Flor” também fortalece o setor audiovisual de Rondônia, gerando oportunidades para artistas e técnicos locais. A equipe envolveu profissionais da cidade em diversas áreas da produção, contribuindo para o desenvolvimento e circulação da mão de obra especializada na região.

Comprometido com a inclusão, o projeto garante acessibilidade por meio de legendas multilíngues, tradução em Libras e audiodescrição. As exibições ocorrerão em espaços preparados para receber pessoas com diferentes necessidades, com rampas de acesso, assentos adequados, locais para cadeirantes e banheiros adaptados. Após cada sessão, o público poderá participar de bate-papos mediado, com presença de intérprete de Libras, favorecendo o diálogo sobre o tema.
O lançamento oficial acontecerá em Ji-Paraná ainda em dezembro, reunindo comunidade, profissionais do audiovisual, instituições e pessoas engajadas no enfrentamento à violência de gênero. A expectativa é que a obra se torne uma ferramenta de reflexão, mobilização e transformação social, reafirmando o papel da arte como força vital para promover mudanças significativas.






































