Segunda-Feira, 03 de Junho de 2013 - 10:36 (Colaboradores)

VOCÊ SABE POR ONDE ANDA O EX-MINISTRO DA AGRICULTURA WAGNER ROSSI? – POR DANIEL MARTINS

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pediu demissão do cargo após uma série de suspeitas de irregularidades na pasta e se tornou o quarto ministro a deixar o governo de Dilma Rousseff.


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Vamos continuar mostrando para você, por onde anda cada um dos ex-ministros do primeiro ano do governo Dilma Rousseff. E Hoje vamos falar do ex-ministro da agricultura Wagner Rossi.

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pediu demissão do cargo após uma série de suspeitas de irregularidades na pasta e se tornou o quarto ministro a deixar o governo de Dilma Rousseff.

Em sua carta de demissão, Rossi ataca a imprensa e afirma ter sido alvo de "uma saraivada de acusações falsas".

"Durante os últimos 30 dias, tenho enfrentado diariamente uma saraivada de acusações falsas, sem qualquer prova, nenhuma delas indicando um só ato meu que pudesse ser acoimado de ilegal ou impróprio no trato com a coisa pública", afirma.

Na época, Segundo um assessor da vice-presidência que pediu para não ser identificado, Rossi procurou o vice-presidente Michel Temer, seu padrinho político, e disse que levaria a carta de demissão para a presidente Dilma Rousseff.

O assessor afirmou que os dois foram até o gabinete da presidente e o então ministro formalizou sua decisão.

SUSPEITAS

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar as denúncias de suposta corrupção no ministério. Há suspeitas de direcionamento de licitação e pagamento de propina.

Os problemas do ministério começaram desde que o ex-diretor financeiro da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Oscar Jucá Neto, irmão do líder no governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), afirmar que "há bandidos" no órgão e sugerir que o ministro Wagner Rossi participava de esquemas de corrupção.

Após nova reportagem da revista "Veja", desta vez sobre a atuação de um lobista no ministério, o então secretário-executivo da pasta, Milton Ortolan, pediu demissão do cargo.

A situação do ministro se agravou após Israel Leonardo Batista, ex-chefe da comissão de licitação da Agricultura, afirmar em entrevista àFolha que o Ministério da Agricultura foi "corrompido" após a chegada de Wagner Rossi à pasta.  “Segundo Batista, o ministro colocou pessoas no assinar o que não devem”.

Outra denúncia que atingiu o ministro foi à revelação, pelo jornal "Correio Brasiliense", de que Rossi e um de seus filhos, o deputado estadual Baleia Rossi (PMDB-SP), viajaram várias vezes em um jatinho pertencente a uma empresa de agronegócios.

PERFIL

Wagner Gonçalves Rossi, 68, ocupava o cargo de ministro da Agricultura desde 1º de abril de 2010, ainda durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi mantido no governo pela presidente Dilma Rousseff.

Antes de chefiar a pasta, entre junho de 2007 e março de 2010, foi presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), órgão ligado ao ministério.

Administrador de empresas com pós-graduação em economia e educação, Rossi foi eleito para seu primeiro cargo político em 1983, como deputado estadual pelo PMDB.

Depois de cumprir um segundo mandato na Assembléia Legislativa de São Paulo, foi eleito deputado federal pelo Estado, cargo para o qual foi reeleito outras duas vezes.

Rossi também ocupou cargos no governo do Estado de São Paulo antes de ir para a administração federal.

Foi secretário dos Transportes, de Infraestrutura Viária, de Educação, de Esportes e de Turismo. Também no governo paulista, presidiu a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).

Como todos os ex-ministros, depois que deixou a pasta ele teve paz e não foi mais lembrado nem pela mídia e, muito menos pelos órgãos que estavam investigando, mas segundo informações colhidas pelo Blog do Daniel, Wagner Rossi está se preparando para as eleições do ano que vem, provavelmente ele colocará seu nome a disposição do povo, a Polícia Federal não se pronunciou com relação ao desfecho das investigações e o Ministério Público não conseguimos contato com os responsáveis. Wagner ainda mantém seu nome no PMDB-SP e cumpri agenda como membro da legenda.

Fonte: Daniel Martins

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