Segunda-Feira, 31 de Julho de 2017 - 15:27 (Artigos)

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VIOLÊNCIA NO CAMPO - Por Agnaldo Nepomuceno

A modalidade de crime mais praticado é o roubo de animais e implementos agrícolas. Os assaltantes agem geralmente na madrugada, rendendo a família, matando os animais e transportando em caminhões.


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Infelizmente os moradores do campo não têm mais a tranquilidade de deitar e dormir como antes. A onda de violência que assola as cidades chegou na zona rural do estado de Rondônia, deixando as famílias assustadas e sem muito o que fazer, vez que o poder público, se mostra incapaz de controlar a ação dos criminosos que, na calada da noite, praticam crimes nas propriedades rurais.

A modalidade de crime mais praticado é o roubo de animais e implementos agrícolas. Os assaltantes agem geralmente na madrugada, rendendo a família, matando os animais e transportando em caminhões. As características do campo são favoráveis a este tipo de crime, isto é, não há vizinhos próximos, não há telefone, não há policiamento e, via de regra, não há armamento para defesa.

É lamentável que o trabalhador que produz e carrega este Estado nas costas por meio do pagamento de impostos, não tenha a segurança necessária para deitar e dormir tranquilo. Hoje o homem do campo vive com medo e pede, em vão, socorro as “autoridades competentes”.

Vivemos uma inversão de valores, o Estado proíbe o homem de bem, honesto e trabalhador de ter uma arma para a própria defesa e de sua família, contudo, este mesmo Estado não é capaz de impedir que criminosos tenha todo tipo de armamento e dele faça uso contra as famílias ordeiras e trabalhadoras.

Os trabalhadores rurais não podem ter nem uma espingarda velha para matar um animal selvagem, mesmo que seja para a sua alimentação, pois se o IBAMA ou algum outro órgão de fiscalização ambiental flagrar, as consequências serão drásticas. Por outro lado, o bandido possui até armas de guerra, com as quais amedronta, mata rouba, desonra.

Nunca ouvi ninguém dos “direitos humanos” se pronunciar na defesa do homem e da mulher de bem, que trabalha e vive de acordo com a lei. Nunca vi ninguém dos “direitos humanos” se posicionar na defesa das vítimas, da família das vítimas, em face das barbáries cometidas por bandidos contra os trabalhadores honestos do campo. Que direitos humanos são estes? Que só defendem os direitos dos desumanos.

A culpa não é da polícia e nem do judiciário. A culpa é da maioria dos legisladores federaisque não entenderam a necessidade de elaborar leis mais severas contra os malfeitores da sociedade de bem. Quando é para aprovar leis que favorecem bandidos ou destrua a família brasileira vota a favor, contudo quando é para votar leis severas contra criminosos, tem medo e não o fazem.

Infelizmente o quadro é dramático. O Estado não cumpre o seu papel na defesa das pessoas de bem, e ainda impede que elas tenham meios necessários para sua autodefesa. É como se o Estado amarrasse uma das partes para a outra bater livremente. Está tudo errado, pois são as pessoas de bem que estão sendo amarradas para os bandidos baterem.

Precisamos que nossos representantes federais tenham coragem de aprovar leis realmente severas capazes de punir exemplarmente os criminosos, inclusive, os de colarinhos branco. As pessoas de bem não aguentam mais, clamam, pedem socorro, sentimos impotentes, desamparados diante da violência e da corrupção que tomou conta do país.

Fonte: 010 - Agnaldo Nepomuceno

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