Terça-Feira, 12 de Julho de 2016 - 19:51 (Colaboradores)

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VILA PRINCESA QUER AMPLIAR DIREITOS E SAIR DA EXCLUSÃO DAS AÇÕES GOVERNAMENTAIS

O Governo não amplia os serviços essenciais desde a ocupação ostensiva há ao menos vinte e cinco anos. De lá para cá, diz o presidente da Associação do bairro, o agricultor Francisco Fontinele, ‘convivemos com a forte ameaça de doenças e sem saneamento’.


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Porto Velho, Rondônia – Ao menos há duas décadas e meia, cerca de 400 famílias da Vila Princesa lutam pela ampliação de direitos visando à melhoria de vida e execução de projetos anunciados por sucessivos governos, como a implementação de uma Estação de Tratamento de água potável 100 por cento.

Segundo os moradores, ‘a solução cabe à Prefeitura e ao Estado’. Eles disseram que ‘estamos sendo obrigados a conviver com a falta da presença do poder público na área da saúde, educação, segurança, transporte e inclusão nos programas sociais’.

O Governo não amplia os serviços essenciais desde a ocupação ostensiva há ao menos vinte e cinco anos. De lá para cá, diz o presidente da Associação do bairro, o agricultor Francisco Fontinele, ‘convivemos com a forte ameaça de doenças e sem saneamento’.

- São nas áreas críticas, onde as ruas sob a poeira forte e a falta de rede de esgotos sanitários avançam mais, desabafou o veterano líder comunitário Francisco.

Além do lixão a céu aberto, com a coleta diária de material reciclável aleatório, os moradores passaram a arrancar o sustento fora do bairro com viração em pequenos comércios de rua [ambulantes], capina de quintais e frentes de serviços improvisadas. Parte das mulheres acorda cedo, tomam o ônibus no primeiro horário, salvam a vida como diaristas.

Com as novas investidas de políticos governistas sobre o bairro, acata de votos não construídos durante o mandato que se finda, os moradores passaram a ser visitados à qualquer hora do dia. Nenhum deles, sobretudo os da base aliada do prefeito e do governador, ‘conseguiu amenizar os dias difíceis de nossas vidas’, alerta Francisco Fontinele.

De acordo com o líder comunitário, ‘foi preciso mexer com o povo de uma igreja e pessoas de fora da comunidade para que chegasse à FUNASA e rogar para que técnicos dessa autarquia nos ajudem na construção de um novo poço e inspecione o antigo’.

O objetivo é combater a existência de focos de doenças e evitar a contaminação do lençol freático, ele alertou. Além disso, ‘a Associação pretende, a partir de agora, pela primeira vez, intensificar a luta pela defesa dos direitos de todos os moradores’.

- Será ótimo a FUNASA dentro da Vila Princesa, acredita Francisco. E com a presença dos técnicos do órgão, por aqui, teremos a certeza de que, pelo menos, água boa iremos tê-la em um novo poço, indispensável à vida para todo mundo acredita Francisco, outra vez.

Em linhas gerais, ele acredita que a ausência da Prefeitura e do Governo do Estado, ‘trata-se de um clima muito esquisito no ar, já que a responsabilidade primeira de garantir pavimentação, saneamento, energia, saúde, segurança e educação de qualidade, é deles sempre de nos ajudar’.

SITUAÇÃO ATUAL - Ouvido por este site de notícias, o pastor Pedro Evandro Correia, da Assembléia de Deus, em cinco anos de convivência e pastorado, disse que ‘além da água potável, aqui, luta-se pelo reforço da segurança na comunidade e seu entorno’. Além do saneamento imediato das áreas críticas que avançam para fora da BR-364.

Segundo ele, ‘cerca de 1000 pessoas ainda vivem sem água até para escovar os dentes ou tomar’. Nesse campo, a demanda nunca foi atendida pelas autoridades. Também foram tomadas providências de avisar os ex-secretários de Saúde [Município e Estado]. Porém, não retornaram com as soluções que tanto os mais vulneráveis são penalizados, diz o professor Ernanes Pinheiro.   

XICO NERY – Direto Ao Ponto

Fonte: XICO NERY

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