USO INDISCRIMINADO DE MERCÚRIO NOS GARIMPOS É DESCARTADO, MAS FALTA UMA LEGISLAÇÃO MODERNA E SUSTENTÁVEL PARA O PAÍS - News Rondônia Grande parte dos governantes do século passado mantinha uma política de tolerância nos garimpos considerados ilegais nos estados brasileiros e, especialmente no Pará, Amazonas e Rondônia.

Porto Velho,

Domingo , 24 de Maio de 2015 - 19:44 - Colaboradores


 


USO INDISCRIMINADO DE MERCÚRIO NOS GARIMPOS É DESCARTADO, MAS FALTA UMA LEGISLAÇÃO MODERNA E SUSTENTÁVEL PARA O PAÍS

Grande parte dos governantes do século passado mantinha uma política de tolerância nos garimpos considerados ilegais nos estados brasileiros e, especialmente no Pará, Amazonas e Rondônia.

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Humaitá/SUL DO AMAZONAS – De tudo o que já foi dito sobre à favor e contra os mineradores, a pecha de que ‘todos eles usam mercúrio e que só ajudam a contaminar a água dos rios os peixes’ a frase, no mínimo, trata-se de um insulto aos trabalhadores e aos cidadãos dessa categoria que não sabem fazer outra coisa, a não ser extrair e despescar o ouro dos garimpos.

Foi no Governo Oswaldo Piana que o garimpeiro, a partir dos anos 1991, passou a ser responsabilizado pela degradação na região de garimpagem.

Para dar conta e achar bodes expiatórios para a situação ambiental negativa nos garimpos, ‘é fácil criminalizar e vilipendiar o garimpeiro, na tentativa vã de eliminar a sua figura’.

Diz o pesquisador, sob a condição de anonimato, que, ‘o uso de mercúrio nos garimpos ilegais, é uma possibilidade visível’. Mas nem todos o utilizam e tudo depende da experiência de cada um, vez que ‘a grande maioria é não-alfabetizada, mas não resiste à aplicação de métodos modernos, que não ao uso tradicional mercúrio indiscriminado.

Grande parte dos governantes do século passado mantinha uma política de tolerância nos garimpos considerados ilegais nos estados brasileiros e, especialmente no Pará, Amazonas e Rondônia. Alguns eram mantidos, igualmente, confinados por não saberem ter o conhecimento total da legislação vigente.

Ele diz, ainda, que, ‘a questão da sustentabilidade ambiental não vogava nos meios acadêmicos com a mesma velocidade que hoje’. O conhecimento sobre tudo dos garimpos, praticamente, ‘era dado a apenas ao achado do metal e em sua posse, o garimpeiro se dirigia à Receita Federal, que o credenciava, mediante o desconto do IUM [Imposto Único Sobre Minerais], a colocar no mercado o fruto de seu achado – o ouro e até o diamante’.

Sobre os danos à natureza, ‘a ação indiscriminada de áreas era contida, às vezes, à bala diante de tanta fofoca de que o outro atingia o bamburro’ [na linguagem de hoje, nada como lavou a égua no garimpo] e o garimpeiro saia da toca e se metia com as prostitutas do Trevo do Roque aos points do SEMA, Arapuca [onde hoje é o Trevo do Roque], o Araribóia, Maria Eunice, Tartaruga, Dona NITA, Taba do Cacique, Copacabana ou Paissandú e outros.

Na atualidade, diz ainda o pesquisador consultado por este site de notícias, com a descoberta de muito ouro na Calha do Rio Madeira feita pelo DNPM [Departamento Nacional de Mineração] e CPRM [Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, atual Serviço Geológico Brasileiro], dito por esses órgãos, botando por terra, demonstrando exclusividade aos garimpeiros pela posse do achado. O que o homem-garimpeiro tinha mais valor e respeito das autoridades, como o ex-governador Jerônimo Santana e até o ex-Governador Ivo Cassol, que não titubeou e concedeu, em 2007, as primeiras licenças de operação para a MINACOOP – Cooperativa de Garimpeiros, Mineração e Agro-florestal.

Outros pesquisadores ouvidos disseram a este site, que, ‘o ouro é produto que desperta curiosidade e inveja’. Segundo ele, hoje, com a repressão, em vez da disseminação dos planos sócio-educativos, os garimpeiros são presos, são espancados, saqueados e desprezados pelo atual Governador, Confúcio Moura, que elegeu o calcário como a prioridade número um da mineração através da CMR – Companhia de Mineração de Rondônia.

De acordo com algumas súmulas e ensaios científicos de parte dessas pesquisas sobre minérios, ainda não divulgadas por razoes óbvias de seus autores, ‘a atividade garimpeira, sobretudo em Rondônia, ‘a presença de mercúrio nos garimpos, devido a inovação e inclusão da sabedoria popular, base de inúmeras pesquisas e produção científica para o setor, ‘tem formado novos mineradores, que não os sem conhecimento’.

- O que não é o caso dos mineradores rondonienses acantonados à jusante e a montante das usinas hidrelétrica de Jirau e São Antônio, arrematou o pesquisador que não teve a identidade revelada por razões óbvias.

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Fonte: Xico Nery/NewsRondonia

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