Sexta-Feira, 10 de Junho de 2016 - 17:38 (Colaboradores)

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UMA PONTE NO ESCURO – UM PERIGO CONSTANTE

Dnit previa abrir processo de licitação para iluminação no final de abril a Fecomércio já doou projeto no valor de R$ 200 mil em novembro de 2014.


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A ponte sobre o Rio Madeira em Porto Velho que liga os estados de Rondônia e Amazonas, foi inaugurada em 15 de setembro de 2014, após cinco anos de obras que custaram quase R$ 200 milhões. O ministro dos Transportes à época Sr. Paulo Sérgio Passos, oficializou a liberação da passagem e, durante a solenidade, assinou também uma ordem de serviço para a retomada da construção dos viadutos do trecho urbano da BR-364, na capital.

A ponte que liga RO ao AM tem 900 metros de extensão e 35 metros de altura e a população aguardava com ansiedade o fim das obras, já que a ponte significa uma redução no tempo de viagem para quem sai de Porto Velho com destino a Humaitá (AM).

A construção foi de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e deveria impulsionar o desenvolvimento regional, diminuindo o custo de transporte e proporcionando a integração da Região Norte com outras partes do país.

Leitores, ouvidos pela coluna “Espaço Livre”, relatam que, mesmo após denúncias aos órgãos responsáveis, nada foi feito quanto á iluminação do local, moradores dos bairros próximos à ponte e a população em geral que tem passado pelo local, reclamam da falta de iluminação pública sobre a Ponte do Rio Madeira que dá acesso aos bairros do outro lado do Rio e é caminho para Humaitá (AM ).

De acordo com os populares, o local sofre desde a inauguração com a escuridão e mesmo com as várias reclamações dos moradores para o poder público, o caso continua sem providências. A falta de iluminação na ponte tem contribuído para a insegurança de quem reside ou transita pela mesma.

Qualquer um que tope fazer a travessia de 1km da ponte sobre o Rio Madeira coloca à disposição dos criminosos. No período noturno, o breu predomina e quem chega à parte mais alta, no meio dela, consegue ver, de longe, as luzes da capital e um tímido céu estrelado. E o risco não é restrito apenas à segurança das pessoas em terra firme: como a ponte está na escuridão total e sem qualquer sinalização aérea ou fluvial, também fica comprometido o tráfego de embarcações e possivelmente de aeronaves.

Segundo Jeremias Wagmacker de Medeiros, 34, morador no bairro, a falta de luz torna a ponte perigosa. “É uma vergonha ter uma ponte como essa, de grande fluxo de pessoas, carros, motos, bicicletas e outros sem luz até hoje. O perigo é enorme, pois tem ocorrido vários atropelamentos, abrigo para marginais e também assaltos. Depois das 18 horas, muitas pessoas preferem não utilizar a ponte, como os trabalhadores que residem do outro lado, que se deslocam em suas bicicletas”, disse. 

A ponte sobre o Rio Madeira, inaugurada em setembro deste ano, continua sem iluminação em todo o percurso.  A construção é de  quase um quilômetro de extensão e liga Porto Velho a Humaitá (AM).

A superintendência regional do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes do estado (Dnit) em Porto Velho diz que a licitação para iluminação da ponte aconteceria no decorrer do ano da inauguração.

Visitei essa semana pessoalmente no período da noite a ponte e pude constatar que a situação realmente é grave e aumenta o risco de acidentes, por isso é motivo de reclamação de quem precisa passar pela ponte à noite, como pessoas que moram ou têm comércio do outro lado do rio, Trabalhadores, Alunos, Universitários, sitiantes, e até motociclistas e motoristas têm medo de passar no local à noite.

Não é de hoje que se tem discutido a respeito da falta de iluminação da ponte que afeta também a comunidade que fica do outro lado do rio. Os comércios do local fecham suas portas às 18h devido ao perigo constante, relata Sônia Carvalho Almeida 54, comerciante do local, “Não sabemos o que pode ocorrer, já fui assaltada duas vezes, não temos segurança aqui, muito menos uma iluminação descente, está na hora das autoridades olhar por nós, estamos sem apoio do poder público, nós existimos e votamos, e exigimos que os órgãos competentes olhem por nós com mais carinho, porque se essa ponte fosse iluminada, melhoraria nossos comércios, uma vez que receberíamos famílias e visitantes aqui direto”- disse Sônia.

Numa solenidade concorrida em Novembro de 2014, no auditório Francisco Teixeira Linhares, na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, foi entregue à Superintendência de Rondônia/Acre do DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, representada por seu Superintendente Fabiano Martins Cunha, por meio de doação, o Projeto de Iluminação Fotovoltaíca da Ponte sobre o Rio Madeira para que o DNIT, pudesse acelerar o processo de licitação e sua execução.

Na solenidade foi destacado que a parceria se tratava de uma ação do setor privado para promover o desenvolvimento estadual, que teve o apoio do  empresas e pessoas que participaram da elaboração do projeto, sendo de suma importância, por abreviar o tempo de execução da iluminação, para a segurança de todos que transitam no período noturno por necessidade, incluindo-se nisto os transportes de cargas locais e interestaduais.


exemplo de pontes iluminadas

Foi dito à Época que o projeto trás uma tecnologia de ponta, que é a utilização de energia solar fotovoltaica, absolutamente limpa e sustentável que se destaca por estar na vanguarda das ações de responsabilidade ambiental que, deveria ser mais utilizada pelo abundância de sol do nosso país. Ainda que a opção pela luz solar não seja apenas uma questão de custo, mas, também uma questão de exemplo e que estenderia seu uso para as unidades do sistema do comércio.

Manutenção da Iluminação – Lembramos aqui que à época o Prefeito do Município de Porto Velho, Dr. Mauro Nazif, atendendo a solicitação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia – Fecomércio/RO, concordou em repassar ao Município a responsabilidade da manutenção da iluminação a ser instalada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na ponte sobre o rio Madeira, na BR-319.

A decisão atende uma exigência legal da Autarquia para o início da execução da obra, que teve seu projeto doado pela Fecomércio em novembro de 2014.

O anúncio do prefeito foi feito diretamente ao presidente do Sistema Fecomércio, e a gerente executiva, em reunião realizada na Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla), que contou ainda com a participação do presidente da Empresa de Desenvolvimento Urbano (Emdur), Geraldo Martins. “Agradeço prefeito por entender a importância deste projeto, que traz segurança para quem precisa transitar a noite pela ponte, principalmente veículos grandes de transporte de cargas”, destacou Coelho, observando que além disso deixa a cidade mais bonita e moderna, uma vez que o projeto de iluminação utiliza luminárias de LED e é alimentada com energia fotovoltaica (energia solar).

O prefeito Mauro Nazif deixou claro que entende as exigências e é favorável em assumir a responsabilidade pela manutenção da iluminação, uma vez que trata-se de uma ponte numa BR federal, mas contudo em área urbana do Município. Em seu entendimento não há objeção nenhuma, devendo apenas haver orientação técnica por parte do DNIT na redação deste documento e do seu apenso junto ao projeto. Para dirimir esta e outras questões, e visando dar celeridade a execução do projeto, a Fecomércio Rondônia se incumbiu de agendar reunião com o superintendente do DNIT no Estado, o que deve ocorrer na próxima semana.

A iluminação da ponte sobre o rio Madeira hoje é uma necessidade pública e a Fecomércio ao custear o projeto e doá-lo se coloca como parceira e responsável pela sua urgente viabilidade, e os agentes envolvidos, no caso o DNIT e Prefeitura, têm entendido isso e colaborado com a celeridade do projeto. De acordo com as projeções técnicas do projeto, avalizada pelo próprio presidente da Emdur, depois de instalado o sistema de iluminação, a Prefeitura começaria de fato a dar suporte de manutenção a partir do segundo ano, haja vista a garantia contratual pela empresa instaladora. É estimada a vida útil de pelo menos três anos das baterias estacionárias, de 15 anos das luminárias de LED e de 20 anos dos painéis fotovoltaicos.

E Agora? Até hoje nada disso foi realizado, está lá, nua e crua uma bela estrutura sem iluminação e segurança para todos que precisam utilizar tão bela obra pós às 18h, falta boa vontade? Planejamento? Engajamento? Falta gestão? Foi tudo mal planejado?

Corre-se riscos diários ali, assaltos são frequentes, acidentes, desaparecimento de pessoas como já foram noticiados em vários meios de comunicação, acidentes e até suicídios, culpar a quem? De quem é essa responsabilidade? O Tempo Urge e tudo permanece como outrora, reunir forças políticas no âmbito Municipal, Estadual e Federal com certeza trariam bons resultados e beneficiaria não só o turismo como também aliviaria o sofrimento de todos que precisam passar por aquele local.

Quando da iluminação, todas as pessoas que ouvimos disse o mesmo, “...a segurança será inevitável, a começar pelo controle de velocidade, Policiamento no local, guarita na entrada e saída da ponte, e que sirva de ponto turístico para as famílias de nossa cidade que já não tem onde ir por exemplo em um final de semana, são poucas as opções de lazer,  a ponte seria um atrativo à mais, porque daqui de cima,  se contempla boa parte da cidade iluminada à noite e um bom lugar para se tirar fotos, um verdadeiro cartão postal...”- disse Rosemary Senna 28- Turismóloga e que frequenta o local sábado à tarde ou aos domingos à tarde.

Por José Carlos Paim
Professor e Jornalista –MTB Nº 1453/RO

Fonte: José Carlos Paim

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