Sexta-Feira, 22 de Julho de 2016 - 17:58 (Dica de Leitura)

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UMA CIDADE FANTASMA EM RONDÔNIA

A dimensão era tamanha que, hoje, a área de Santo Antônio é ocupada por mais de 100 cidades e vilarejos.


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A apenas 7 km do centro de Porto Velho havia uma cidade que literalmente sumiu do mapa. Santo Antônio do Rio Madeira era, em área, o maior município do planeta até ser anexado em 1945 à atual capital de Rondônia. A dimensão era tamanha que, hoje, a área de Santo Antônio é ocupada por mais de 100 cidades e vilarejos. 

Toda a história está no livro 

"A cidade que não existe mais", de Júlio Olivar. A obra apresenta uma narrativa jornalística e revisita a cidade portuária com seu cotidiano turbulento e sangrento. De quebra, o leitor conhecerá a visão de importantes personagens da história brasileira que passaram por Santo Antônio, a exemplo de Oswaldo Cruz, Ruy Barbosa e Mário de Andrade. 

A vila de Santo Antônio foi fundada por jesuítas no século XVII, mas consolidou-se cem anos depois como vilarejo localizado  ao extremo norte do Mato Grosso, fazendo fronteira com três estados e a Bolívia. Em seu território havia milhares de indígenas, gente do mundo inteiro, os maiores seringais, o Forte Príncipe da Beira e a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. 

Para entender como nasceram os poderes construídos, o comércio, a Igreja Católica, a imprensa, a cultura e quem foram de fato os pioneiros da ocupação de Rondônia, é imprescindível a leitura do livro de Júlio Olivar, à venda nas livrarias de Porto Velho ou pela página do autor no Facebook. 

Atualmente, existem alguns resquícios do que fora Santo Antônio, como por exemplo a capela de 1913 e o obelisco de 1922, que resistem ao tempo. No largo da histórica "igrejinha" também está instalado o Memorial Rondon dedicado à preservação do herói da Pátria marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, aberto à visitação pública de terça a domingo. 

SOBRE O AUTOR - Júlio Olivar é jornalista, pesquisador de história regional, foi secretário de estado da Educação, é o atual presidente da Academia Rondoniense de Letras e superintende estadual de Turismo. Escreveu cinco livros e foi condecorado pelo Governo de Rondônia  como comendador da medalha do mérito Marechal Rondon.

Fonte: Assessoria

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