Terça-Feira, 18 de Outubro de 2016 - 20:26 (Colaboradores)

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TROCA DE PREFEITOS EM QUATRO CAPITAIS DO NORTE DESTACA INSATISFAÇÃO DOS MORADORES

Eleitores de 18 capitais e mais 55 municípios voltarão às urnas no próximo dia (30) deste mês para escolher seus prefeitos. Na Região Norte, moradores de quatro capitais também retornam as urnas. O anseio de ‘mudança’ é um reflexo da falta de compromisso de políticos com a população, que clama até hoje por melhorias básicas. Só para você ter uma ideia: metade dos dez municípios com os mais baixos indicadores de água tratada está na Região Norte.


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Após o resultado do primeiro turno das eleições de 2016, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que á população de 18 capitais e 55 cidades terão que retornar as urnas, no dia 30 deste mês.

No norte brasileiro, dos sete estados que compreendem a região, os moradores de Manaus, Macapá, Belém e Porto Velho também irão voltar as suas sessões.

“Quando você participa efetivamente das reuniões politicas no seu bairro, no seu município, seu Estado ou país automaticamente estará ampliando e muito as suas chances de escolha e de participação," comenta o desembargador e vice-presidente e corregedor do (TER), Walter Waltenbergue.

No Norte a corrida pelas quatro prefeituras está assim: em Belém no Pará, o atual prefeito Edmilson Rodrigues, do (PSOL) concorre à reeleição com Zenaldo Coutinho (PSDB).

Em Manaus a sede do estado do amazonas é disputada pelo atual prefeito, Artur Neto (PSDB) e Marcelo Ramos (PR).

Já em Macapá, Amapá Clécio Luís, do partido (Rede) busca a reeleição enfrentando Gilvan Borges (PMDB).

E aqui em Porto Velho em Rondônia o palácio Tancredo neves, é disputado pelo ex-promotor de justiça, Hildon chaves (PSDB) de 48 anos e o deputado estadual, Léo Moraes (PTB) um jovem de 32 anos.

Mas o regresso às urnas pelos moradores das quatro maiores capitais do norte do país deixa no ar um ‘tom’ de desabafo: os ‘amazônidas’ como são chamados os nortistas estão insatisfeitos com seus políticos. É que a maioria integra um circulo ‘vicioso’ da velha politica coronelista. Na região Norte a mudança de mandatários significa o clamor de moradores que há décadas sofrem nas mãos de políticos maus administradores.

Numa pesquisa feita pelo instituto trata Brasil aponta porto velho na 98ª posição, entre os 100 maiores municípios brasileiros onde o sistema de coleta de esgoto é praticamente inexistente. Aqui somente 2,7% dos 511 mil habitantes têm acesso ao serviço de saneamento básico. Já Manaus apenas 9,9% dos moradores. Macapá foi classificado com o terceiro pior serviço de saneamento do norte. Em Belém apenas 10% do ‘belenenses’ tem acesso a saneamento. 

No norte também estão localizados os dez municípios com os mais baixos indicadores de água tratada. Um terço da população, por exemplo, de porto velho que equivale a 31,43%, dispõe de água potável. Mas percorrendo as zonas sul e leste, os dois principais setores da capital de Rondônia não é difícil compreender a pesquisa.

Nas ruas o esgoto que deixa as casas passeia a céu aberto. Nestes locais também estão obras abandonadas, por este descuido, governo do estado e a prefeitura, dividem a responsabilidade. Humilhação é o pensando expresso pelo vigilante, Maciel Gomes. “Me sinto lesado. Pagamos nossos impostos que é um absurdo e recebemos de retorno ruas esburacas e obras abandonas pelas próprias autoridades em frente das nossas casas”, denuncia o vigilante.

Fonte: Emerson Barbosa

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