Sabado, 08 de Outubro de 2016 - 10:18 (Colaboradores)

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TAREFA: REGISTRO INCOMPLETO - Por Max Diniz Cruzeiro

Há que se pensar em um esquema mental que o indivíduo está orientado com o domínio da técnica, não sendo este o motivo para que falhas no decorrer do processo passem a ser observadas.


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Quando um indivíduo se propõe a fazer uma tarefa a falta de experimentação dos procedimentos de rotina pode levar a contextos de falha na execução dos procedimentos até que o sujeito passe a incorporar dentro de si os critérios de controle que ele deve ajustar ao longo do processo a fim de estabelecer a exatidão na execução de um trabalho.

Há que se pensar em um esquema mental que o indivíduo está orientado com o domínio da técnica, não sendo este o motivo para que falhas no decorrer do processo passem a ser observadas.

Existe uma pressão por parte do ambiente para que a produção seja realizada em tempo hábil, geralmente necessário a administração do tempo para que a entrega do produto seja orientada para ser feita dentro da necessidade do serviço.

Outro pressuposto importante é que neste modelo quase que semanalmente as tarefas são remodeladas, o que faz com que o aprendizado passe por uma reconfiguração em que os pontos de controle anteriores passam a serem desnecessários dentro da cadeira de memorização e novos pontos de controle, onde requer do técnico atenção para a elaboração de seu trabalho necessita deste uma alavancagem do seu processo de criatividade para anteceder possíveis bloqueios mnêmicos que possam ocorrer por parte do corpo técnico.

Então atividades mecânicas são lançadas, em que o trabalho é transcorrido num intervalo de 2 à 3 horas de atividade intensa e requer por parte do corpo técnico uma atenção redobrada.

Imaginem um esquema em que as falhas ocorram sempre sobre aspectos diferentes, quase não encontrando repetição sobre o mesmo tipo de ciclo-erro ao qual o indivíduo venha a encarcerar por recorrência o seu pensamento. E inexistem equações de conflito interno, ou seja, não existe resistência para se fazer o serviço.

Uma vez o registro do erro é incorporado na psique do corpo técnico através de repreensão, punição verbal e advertências verbais uma pressão de desequilíbrio dinâmico cerebral irrompe sobre o empregado que não apresenta reação, por estabelecer dentro de si a necessidade de reparação da coisa realizada fora dos parâmetros de trabalho.

Uma pessoa comum fatalmente iria desencadear uma série de raciocínios persecutórios ou de ruptura de comando pelos maus tratos (na visão de quem é supostamente “ofendido”) a fim de evidenciar um mecanismo de autopunição para a falha dos procedimentos laborais ao longo do processo.

Mas em se tratando de um caso real, do ponto de vista clínico de um Neurocientista, os atos que requerem registros que não estão indexados na mente servem para evidenciar falhas no modelo de execução do trabalho.

Imaginem um ambiente em que os recursos computacionais são amplamente complexos, e a elaboração de planilhas deva ser realizada por um profissional especialista em automação, em que critérios de remodelagem de processos onde é necessário refazer algumas rotinas em um tempo curto, projeta uma necessidade de conhecimento do código de elaboração das planilhas, por parte do restante do corpo técnico que manipula as planilhas geradas pelo empregado que as automatiza, que apenas é de expertise do analista que desenvolveu as estruturas para manipulação do corpo técnico.

O tempo curto para a entrega de resultados não permite o aprimoramento constante, então as práticas devem estar segmentadas para que cada um se especialize naquilo que cada um tem de melhor a oferecer para a organização ao qual trabalha.

Outro fator de preocupação dentro deste modelo é o avanço da organização sobre a vida psíquica de seus empregados, numa exigência por resultados que cada vez mais encarcera a visão dos coligados em raciocínios que os aprisionem diretamente as atividades da empresa. O que repercute muito mal na vida pessoal pelo acúmulo de horas de concentração sobre atividades rotineiras afastando definitivamente a conexão do indivíduo dentro dos seus afazeres cotidianos de integração familiar e social.

A grande falha de organizações deste tipo é a transformação da mecanicidade de seus funcionários como peças de funcionamento robótico, onde é exigido sempre que os empregados passem a trabalhar dentro de um padrão de excelência acima do fator de remuneração ao qual a maioria dos funcionários percebem como correspondência do seu esforço…

Os registros incompletos em estruturas de resultados com saídas flexíveis, ou seja, que alternam com frequência os resultados requeridos como produto a ser entregue a uma chefia, sempre tenderão a repercutir dentro de um modelo de trabalho, pois os indivíduos necessitam fabricar as percepções que irão ajustá-los aos elementos de controle essenciais para que as tarefas tenham saídas perfeitas conforme a necessidade do gerenciamento tático e estratégico da organização.

Muitas vezes observado como desídia, prevaricação ou desinteresse, é uma das principais causas de adoecimento mental por parte de empregados em grandes estruturas corporativas que coexiste pressão por resultados.

Ela estabelece no corpo gerencial um vínculo direto com a impressão de falta de profissionalismo do empregado que não consegue corresponder as necessidades empresariais, e, assim sendo, representa nos seguimentos privados mecanismos de grande desempregabilidade de funcionários pela crença de não correspondência laboral.

É a porta de entrada para o absenteísmo, uma vez que ela eleva o nível de estresse funcional em que inúmeros processos de adoecimento passam a influenciar os empregados para a procura de auxílio médico visualizado na elevação de consultas, intervenções médicas que o corpo funcional passa a demandar cada vez mais para a resolução de seus conflitos secundários, sendo as causas primárias ainda persistentes.

Para sanar este tipo de problema somente existem duas vias: a primeira e mais dolorosa é o aprendizado com os erros; a segunda mais sutil e inteligente é a preparação de empregados dispostos a observação das imperfeições ao longo do processo até que a atividade seja aperfeiçoada dentro da lógica de rotina. Porém para atividades que sempre mudam características mecânicas de produção a dependência de processos corretivos em ambientes administrados com pressão por resultados será sempre necessário a visualização de terceiros naquilo que o condicionamento psíquico não for capaz de identificar o tipo de registro que ainda não estava catalogado.

Padrão de autossuficiência laboral na ausência de registros secundários que contribuem para a melhoria e perfeição do trabalho, e mesmo quando raramente são encontrados, não é algo que se mantém ludicamente por muitos anos, logo o declínio das atividades do profissional que entra em vias de envelhecimento passa a colaborar para que o efeito da idade diminua a eficiência e gestão de atividades que a cada nova fase é remodelada por uma necessidade de corresponder a um mercado cada vez mais disputado.

Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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