Quinta-Feira, 27 de Julho de 2017 - 16:14 (Meio Ambiente e Ecologia)

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SUSTENTABILIDADE: MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE PROMOVE OFICINA COM TÉCNICOS DA SEDAM PARA O PROJETO PAISAGENS SUSTENTÁVEIS DA AMAZÔNIA

Na Amazônia, segundo o analista ambiental do MMA, Leonardo Correia, quatro estados foram contemplados – Acre, Rondônia, Amazonas e Pará. Oficina semelhante à que está sendo realizada em Porto Velho, no Hotel Rondon, até sexta-feira (28), já foram realizadas no Amazonas e Acre.


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O Ministério do Meio Ambiente (MMA) está promovendo oficina para 40 profissionais da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)  com o objetivo de aprimorar e consolidar o planejamento do projeto “Paisagens Sustentáveis da Amazônia,” iniciativa definida no ano passado,  financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), com implementação do Banco Mundial.

Na Amazônia, segundo o analista ambiental do MMA, Leonardo Correia, quatro estados foram contemplados – Acre, Rondônia, Amazonas e Pará. Oficina semelhante à que está sendo realizada em Porto Velho, no Hotel Rondon, até sexta-feira (28), já foram realizadas no Amazonas e Acre.

“O projeto tem a preocupação  de se utilizar espécies nativas da Amazônia para ampliar a cadeia produtiva da atividade extrativista da castanha, do açaí, da copaíba, por exemplo, com definição de plano de negócios para a comunidade beneficiada”, explica Leonardo. É seu objetivo também fortalecer a cadeia do pescado praticada por populações tradicionais.

Fomentar atividades econômicas alternativas junto à população que vivem no entorno de unidades de conservação para evitar desmatamento nas áreas protegidas é o alcance maior do projeto. Segundo o coordenador de Unidades de Conservação da Sedam, engenheiro florestal Denison Trindade Silva, o plano de ação das atividades que serão desenvolvidas será elaborado para atender famílias de 22 Reservas Extrativistas (Resex) de Machadinho e Floresta Estadual de Rendimento Sustentado (FERS) localizada em Porto Velho.

A oficina é parte do processo de consolidação do projeto, que envolve também outros dois países, Colômbia e Peru, e recursos da ordem de U$ 65 milhões para garantir estratégias do GEF de melhorar a sustentabilidade do sistema de áreas protegidas no bioma Amazônia, reduzir ameaças à biodiversidade, recuperar áreas degradadas, desenvolver planos comunitários de extração da madeira e fortalecer políticas voltadas para conserva ação e recuperação.

“As estratégias e ações prioritárias serão definidas no decorrer da oficina, considerando que não podem fugir da realidade local. Vamos validar o processo, e acredito que a execução do projeto comece no ano que vem, após assinatura do contrato pelo governo brasileiro”, disse Leonardo Correia.

Para Rondônia, do total de recursos serão destinados R$ 14 milhões, dos quais R$ 4 milhões para o fomento das atividades alternativas, muitas já executadas em unidades de conservação de uso sustentado, com o objetivo de reduzir a pressão por desmatamento nessas áreas, e R$ 10 milhões serão utilizados na contratação de profissionais para análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O coordenador de Unidades de Conservação Denison Trindade disse que uma possibilidade também de aplicação no fomento é o Sistema Agroflorestal (SAF) para agricultores familiares do entorno das áreas protegidas. “Muitas pessoas veem as unidades de conservação como um obstáculo ao desenvolvimento, a sua atividade. Precisamos investir e mostrar que há possibilidades de gerar renda sem gerar mais desmatamento”, diz.

METODOLOGIA

Da oficina participam profissionais da Coordenadoria das Unidades de Conservação e da Coordenadoria de Geociências, responsável pela implementação do CAR e dirigida pelo engenheiro florestal Arquimedes Longo.

A consulta Marisete Catapan media as atividades da oficina, com metodologia para formatação do projeto em Rondônia, definição de metas, atividades e resultados a partir dos Padrões Abertos para a Prática de Conservação, um conjunto de regras para o ciclo de produção de projetos, com gestão adaptativa, isto é, os padrões não devem ser seguidos ao pé da letra mas como um guia para as ações que se destinam à conservação.

Os Padrões Abertos para a Prática Conservacionista foram desenvolvidos pela Aliança para Medidas de Conservação (CMP), consorcio de organizações conservacionistas, cuja missão é melhorar práticas de proteção da biodiversidade. Da equipe do MMA em Porto Velho faz parte também o diretor do Departamento de Conservação de Ecossistemas Carlos Scaramusa e coordenador de Projetos Rodrigo Vieira.

Fonte: 010 - secom/gov-br

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