Terça-Feira, 27 de Setembro de 2016 - 11:07 (Colaboradores)

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SÚPLICA - Por Max Diniz Cruzeiro

Súplica é uma relação de gestos que se constrói para pedir algo que pretende possuir de que o sujeito acredita necessitar em que a expressão do verbo, contido na fala ou murmúrio indica a forma de comunicação estabelecida com quem se acredita ser detentor da solução de um problema.


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Súplica é uma relação de gestos que se constrói para pedir algo que pretende possuir de que o sujeito acredita necessitar em que a expressão do verbo, contido na fala ou murmúrio indica a forma de comunicação estabelecida com quem se acredita ser detentor da solução de um problema.

A boca é o templo. E por meio dela a súplica visa canalizar o templo com o intuito de se chegar a realização de algo percebido que possa servir para sanar determinada deficiência que o indivíduo pressente, ou por meio de uma privação, de uma falta, ou de uma busca em que se procura por algo indefinido que na visualização projetiva de quem não é possuidor, ela já esteja incorporada e que apenas precisa sair da instância mental para ser elemento real que complementa o indivíduo que dela venha a necessitar.

Sendo a boca a razão de intermédio, em que sinaliza a angústia daquilo que se precisa, é sensato pensar que é uma medida que visa uma explicação em que se pressupõe um mérito ou um merecimento da coisa, em que o sujeito pede com o intuito de convencer quem dispõe de condições para realizar seu pedido.

Então este diálogo interno que se trava não pode ter contradições, mas o sujeito sabe que o contraditório se mostra dentro do intelecto toda vez que ele tenta se conectar com forças criacionistas e sua própria consciência se mostra alvo das contradições em que as solicitações na forma de súplica se configuram diante do desejo de satisfazer as suas necessidades.

Muitos buscam através da súplica um tipo de comunicação em que o martírio se torna uma moeda de troca em que o sujeito oferece como atributo a ser observado primitivamente como merecimento.

Essa relação meritocrática se apoia na construção de um diálogo em que a boca é o órgão em que o pacto espiritual se estabelece.

Assim, o indivíduo busca meios através de princípios ligados a Fé e a Honra de demonstrar que verdadeiramente é capaz de cumprir acordos pessoais que sua mente sinalizou edificar dentro dos parâmetros de comprometimento dos conteúdos acordados a fim da obtenção da graça que é objeto de desejo de quem pede.

Sob o ponto de vista desta lógica, o verbo é a emanação daquilo que é santificado, e sendo santificado, há que se incorporar elementos no sentido concordante com as forças que regem a natureza, onde a decidia, o vazio, e o caos não podem se incorporar dentro do indivíduo comprometido em administrar o conceito de universalização ou espiritualidade.

Então o indivíduo parte do conceito de que será testado de forma progressiva e se corresponder à medida que o pacto espiritual ou acordo espiritual for sendo construído em que as atitudes indicar concordância com as fontes criadoras então o indivíduo é de fato capaz de realizar aquele conteúdo objeto em que sua súplica fora observada pelo Criador.

Embora siga conceitos com elos primitivos, a súplica é uma forma simples e honesta de demonstrar humildade diante de símbolos espirituais, como por exemplo de manifestação divina, que tem por seu objetivo base estabelecer uma ponte, como canal de comunicação que tem como serviço ajustar uma demanda de atividades consciencionais ao sujeito que carece de auxílio.

Se observado que o núcleo essencial do indivíduo é a configuração de seu pensamento, o modelo adotado por esta civilização de interação com a força criadora é de fato a forma de expressão que as vias ambientais desencadeiam do plano interno do indivíduo para a sua projeção externa.

Então é a boca, na imagem verbalizada, o conceito universal, para esta localidade, que verdadeiramente importa do campo de vista espiritual, apesar de que as verdades se constroem e se solidificam a partir dos contextos internos em que as causas são fundadas na formação de uma razão que se apreende daquilo que provém das emanações de uma força viva que incorpora pulsões de vida sobre os corpos, como uma identidade a ser definida dentro das variações em que o sujeito se permite represar a fim de que sua cristalização, como história de vida, passe a se fundamentar em uma verdade singular que somada a muitas outras construções do saber e do entendimento são definidoras de como o indivíduo irá se relacionar com o mundo.

Partindo do pressuposto que a súplica é um direito verbalizado de todo o indivíduo que almeja ser orientado em alguma situação em que seu entendimento seja incapaz de se guiar por uma solução prática por um conflito em que o indivíduo esteja passando em torno de sua existência, então conforme os regramentos de cada crença é o indivíduo apto a se organizar para que sua vontade volte novamente a ser estabelecida em um princípio que denote um entendimento que o faça sentir valorizado dentro de sua linha semântica de pensamento racional.

Como direito todo indivíduo é capaz de acionar por meio de uma súplica um elo que o interliga com seres mais inteligentes, e vir a condicionar sua afetação nos moldes que desejar para a cristalização de suas necessidades.

Porém fatores resistivos, e de conectividade podem servir para afastar a ajuda “Divina” pela falta de argumentos definidores que sejam fieis à verdadeira necessidade que o indivíduo venha a necessitar para o desenvolvimento de sua vida, e que não faz parte do conhecimento da real necessidade do próprio indivíduo.

Razão que muitos acreditam se sentirem abandonados diante das Forças Criadoras, e buscam subterfúgios através de segmentos da população secularmente abastecidos de informações em que os fatores de conexão são evidentes.

Portanto a coisa verbalizada no uso correto da construção causal da necessidade requer que o indivíduo tenha muito consciência e ser humilde o suficiente para saber canalizar níveis distintos de solução e optar por aquele conteúdo que mais adaptável for, para o desenvolvimento do indivíduo.

Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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