Segunda-Feira, 26 de Dezembro de 2016 - 11:04 (Pecuaria)

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‘SUPERFIBRAS’: UM NOVO CONCEITO NA NUTRIÇÃO DOS CAVALOS

Após a domesticação, o cavalo passou a ser utilizado em diversos segmentos, desde o trabalho em fazendas, policiamento, equoterapia, lazer e no esporte. O equino é um animal herbívoro não ruminante e sua alimentação é baseada na ingestão de fibras.


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Após a domesticação, o cavalo passou a ser utilizado em diversos segmentos, desde o trabalho em fazendas, policiamento, equoterapia, lazer e no esporte. O equino é um animal herbívoro não ruminante e sua alimentação é baseada na ingestão de fibras. Em virtude do aumento das exigências energéticas dos equinos em trabalho, houve a necessidade do incremento calórico em sua dieta. Primeiramente foi utilizado o amido proveniente dos grãos, mas o excesso deste componente pode impactar em distúrbios digestivos, tais como: cólicas, laminites (inflamações no casco) e miosites (inflamações nos músculos). Com o objetivo de minimizar os riscos destas enfermidades, foram incluídos óleos de origem vegetal, mas seu uso torna-se limitado em grandes quantidades, por causa da baixa palatabilidade.

A nutrição equina avançou na utilização de fibras com melhor composição de carboidratos. A pectina é considerada uma “superfibra”devido às suas características, tais como:

· Rápida fermentação, sendo melhor aproveitada pela microbiota do intestino grosso, gerando alta produção de energia, que é liberada de forma modulada de acordo com a necessidade do animal;

· Maior tropismo pela água, evitando desidratação e melhorando a termorregulação durante atividade física;

· Menor alteração do pH cecal, proporcionando um ambiente favorável ao desenvolvimento das bactérias benéficas produtoras de ácidos graxos voláteis, que são fontes de energia e garantem segurança alimentar.

Os cavalos participam de provas de diferentes modalidades de acordo com as raças e seleção genética. Algumas provas de longa duração podem variar de 40 minutos a duas horas, o que os enquadra nos exercícios predominantemente aeróbicos. Diferentes fontes produtoras de energia são utilizadas durante as provas de resistência: carboidratos, gorduras e fibras, sendo o primeiro responsável pela maior proporção desta geração de energia nos vinte minutos iniciais e os dois últimos são estoques energéticos, que passam a ter maior participação após esse período. O condicionamento físico ideal irá proporcionar o aproveitamento adequado destas fontes, evitando assim a depleção das reservas e consequente fadiga muscular.

No entanto, a “superfibra” também oferece benefícios aos animais submetidos às provas de explosão, pois auxilia na termorregulação dos equinos e diminui a necessidade de inclusão de amido na dieta, fornecendo energia aos cavalos sem o risco de afecções causadas pelo excesso de amido na alimentação.

A Guabi Nutrição e Saúde Animal, com foco na qualidade de vida, no bem-estar e no desempenho do animal, apresenta ao mercado brasileiro de equinos todos os benefícios nutricionais da polpa de beterraba, que é rica em pectina. GuabiTech Beet contém 16% de polpa de beterraba (com maior inclusão do mercado), óleo vegetal, milho laminado e pelete desenvolvido para um melhor desempenho dos cavalos atletas.

Sobre os autores:

Rafael Duarte da Fonseca é médico veterinário e supervisor técnico de Equinos da Guabi.

LuzileneAraujo de Souza é médica veterinária e supervisora técnica de Equinos da Guabi.

Natália Telles  Schmidt é médica veterinária e supervisora técnica de equinos  de Equinos da Guabi.

Fonte: 010 - Lucia Nunes

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