Segunda-Feira, 23 de Outubro de 2017 - 10:12 (Artigos)

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SORORIDADE E O PODER DA MULHER - Por João Antonio Pagliosa

Elas foram à luta, acreditaram em seu potencial e venceram… São exemplos de garra e de tenacidade!


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No último dia 18 de outubro participei de evento destinado a incentivar a participação de mulheres na política.

Ouvi algumas mulheres incríveis, várias delas pioneiras em suas atividades profissionais; mulheres que não se intimidaram em ocupar espaços até então reservados exclusivamente aos homens, muito menos se sentiram inferiores, e elas honraram com brilhantismo o gênero feminino.

Elas foram à luta, acreditaram em seu potencial e venceram… São exemplos de garra e de tenacidade!

Eu nunca ouvira a palavra sororidade, entretanto, sua etimologia vem de soror, que significa irmã. Portanto, sororidade é a qualidade de ser irmã, ou irmandade.

Constatei forte irmandade entre as mulheres participantes do evento “Mulher e Poder”, notadamente quando argumentavam sobre a necessidade de mudar de forma radical a participação feminina na política de nosso país.

Pasmem, o Brasil dentre todos os países da América Latina, em participação de mulheres na política de seus países, só perde para Belize. Perdemos feio para nações pouco expressivas como Bolívia, Paraguai, Equador, Honduras e Venezuela. Uma vergonha!

Óbvio que será preciso muita ação. Óbvio que será preciso que um grande contingente de mulheres se filie a partidos políticos e se lance candidatas já no próximo ano. É preciso levantar a bandeira do  “Empreendedorismo Rosa”, isto é, um movimento que levante a autoestima das mulheres, que as façam fortes e destemidas. Que as encorajem!

As mulheres precisam ser educadas para ter coragem de enfrentar deigual para igual, nosso mundo ainda tão machista. Elas precisamolvidar estigmas que roubam sua confiança, do tipo: Ah, mas isso écoisa de menino…

Tais estigmas precisam ser repensados e reposicionados e achei legalouvir alguns depoimentos da Coronel  Audilene Dias Rocha, do Alto Comando da Polícia Militar do Paraná.

Decididamente mulher está longe de ser sexo frágil.

É certo que as mulheres tem menos oportunidades que os homens, assim como é certo que ganham menos que os homens para exercer funções semelhantes, porém isso ocorre essencialmente porque a maioria das

mulheres se julga inferior. Ora, elas precisam acreditar mais nelas próprias, e então potencializar este padrão em outras mulheres.

Ocorrerá efeito em cascata… O que é muito desejável…

As mulheres precisam ainda, parar de se vitimizar, e a menina Malala Yousafzai deve ser exemplo de  coragem porque não se intimidou no enfrentamento de filosofias arcaicas e injustas vigentes no Paquistão.

Esta garota transformou comportamentos milenares porque seus pais a educaram enaltecendo o valor da vida humana, e ninguém pode aceitar arbitrariedades em desfavor de princípios elementares da dignidade

humana. Hoje Malala tem apenas vinte anos de idade, mas é reconhecida mundialmente e ganhou o Prêmio Nobel da Paz!

O papel da figura masculina dentro dos lares precisa sem dúvida, ser revisto. É preciso impor mais respeito à mulher e a sua feminilidade. Frases do tipo “segure sua cabritinha porque meu bode está solto” é de uma

tacanhez à toda prova, e um sinal claro que nossa sociedade precisa progredir muito.

É preciso mais responsabilidade nas nossas comunicações em sociedade.

Afinal, sabemos todos que não há nenhuma ação transformadora no mundo que não tenha a mão de uma mulher.

E é fundamental que a mulher não se exponha demasiado… É fundamental que a mulher se dê o devido respeito, não aceitando as mesmices do cotidiano e ocupando espaços nas hierarquias de nossas   organizações. E claro, fazendo por merecer porque é a meritocracia que cala as vozes ferinas.

No Estado do Paraná, 52% dos eleitores são mulheres e há muita mulher competente para se lançar na batalha por votos. Há apenas que ousar…

Há apenas que entender-se cidadã que colabora no desenvolvimento desta nação, pois caso não surjam novas alternativas, as velhas raposas continuarão mui faceiras e confortáveis. Do jeito que elas gostam…

Dentre tantas histórias edificantes que ouvi, destaco a fala da Conselheira do CNJ, Desembargadora Maria Tereza Uille Gomes, além do depoimento corajoso da Desembargadora Joeci Machado Camargo, do Tribunal da Justiça do Paraná. São Mulheres Guerreiras!

Parabéns Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, por sediar e organizar tão proveitoso evento. Parabéns mulheres destemidas!

Encerro recordando Cora Coralina: “A verdadeira coragem é ir atrás de seus sonhos, mesmo quando todos lhe falarem que é impossível.”

 

Por João Antonio Pagliosa

 

Curitiba, 23 de outubro de 2017.

Fonte: 010 - João Antonio Pagliosa/NewsRondonia

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