Quinta-Feira, 07 de Julho de 2016 - 14:55 (Dica de Leitura)

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SONO DA MORTE: ESTRANHA EXPLICAÇÃO QUE TENTA ENCOBRIR A VERDADE REAL

Como a Perícia poderia explicar o sono da morte? Como assim?


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Um laudo pericial deve ser emitido no prazo de dez (10) dias, segundo o Código de Processo Penal, que diz no seu artigo 160. “Os peritos elaborarão o laudo pericial, onde descreverão minuciosamente o que examinarem, e responderão aos quesitos formulados. (Redação dada pela Lei nº 8.862, de 28.3.1994)

Parágrafo único. O laudo pericial será elaborado no prazo máximo de 10 dias, podendo este prazo ser prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos. (Redação dada pela Lei nº 8.862, de 28.3.1994).”

O que mais intriga em relação à morte do servidor da SEDUC é a condescendênciado Estado em solucionar um caso que vem se arrastando há três anos e meio. Como efeito cascata, a ineficiência da Perícia ficou patente, tendo em vista que somente um ano após o evento morte e há exatos dois anos e três meses, um laudo da reconstituição foi enviado à Polícia.  Como se pode observar, o prazo legal estabelecido em lei não foi observado. Na verdade, durante todo esse tempo seria possível à confecção de mais de noventa (90) laudos.

Outro aspecto intrigante se refere às versões sobre como teria morrido o servidor público da SEDUC, dentro de um barco locado pelo Estado para transportar materiais escolares à localidade de Nazaré, na noite do dia 15 de janeiro de 2013.

A tripulação já disse de tudo: que a vítima tinha ingerido bebida alcóolica; que tinha surtado (mas deixou um lado da sandália, um celular, a mochila, a carteira com documentos); que tinha visto uma mulher lhe chamando para pular no rio; que tinha se acidentado; que tinha deitado na proa do barco; que tinha o piloto e também o dono do barco (não relacionado na listagem da Marinha) ouvido um barulho parecido estouro de pneu (será que não foi um tiro?); que a vítima tinha se suicidado.

Como uma perícia séria poderia fundamentar suas teses em versões hilárias e esdrúxulas?

Agora, um vídeo revela a mais nova e inusitada versão, a do sono da morte. Nesta mais nova tentativa de explicar o inexplicável, o personagem carimbado, diga-se de passagem, apresenta uma desculpa de que vinha, juntamente com a tripulação em completa e perfeita união, durante a viagem de regresso, não relatando nenhum surto, nenhuma situação de embriaguez, nenhuma visão do além, nenhuma estória para boi dormir. Mas, estranhamente, ele afirma que todos dormiram no barco e em dado momento veio um despertamento, um susto. Mais uma inverdade, criada para tirar o foco do verdadeiro motivo da morte do servidor: queima de arquivo.

Como a Perícia poderia explicar o sono da morte? Como assim?

Se todos estavam dormindo (os relatos de moradores de Nazaré são de que os próprios moradores carregaram sozinhos todos os materiais deixados às pressas às margens do rio Nazaré até a Escola; enquanto os servidores da SEDUC e a tripulação se apressaram no regresso a Porto Velho, no final da manhã do dia 15/01/2013); como podem dizer tantas versões diferentes sobre a morte da vítima?

Todos estavam realmente dormindo o sono da morte? Onde estava o comandante? Quem viu a vítima caindo no rio? Se o dono do barco diz que estava lá, na cabine de comando junto com o prático, como não viram a vítima na proa do barco e não adotaram medidas de segurança? Se todos estavam dormindo, exceto o dono do barco e o prático, como podem afirmar que a vítima surtou? Como podem afirmar que a vítima se acidentou? Como podem afirmar que a vítima estava embriagada se jantaram juntos e estavam em união? Por que não comunicaram a família de imediato já que ficaram até o outro dia (16/01/2013) esperando a Marinha?

Afinal de contas, ZÉ RAIMUNDO disse para o repórter em 2013 que a própria viúva contou que o servidor da SEDUC fez uma ligação da localidade de Nazaré para ela e falou que chegaria a Porto Velho às 22 horas do dia 15/01/2013, só não sabia responder o porquê dela não ter comunicado a não chegada dele aos familiares naquela noite e ter ficado calada até receber a notícia da morte no dia seguinte. 

Fonte: Orlandino Silva

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