Quarta-Feira, 25 de Outubro de 2017 - 14:18 (Geral)

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SOLDADOS DA BORRACHA FAZEM ABAIXO-ASSINADO PARA PROVAR QUE EXISTEM NO CASO DA INDENIZAÇÃO NÃO PAGA PELA UNIÃO

Segundo dirigentes da categoria, ‘hoje, foi um dia de coleta de assinaturas, como prova viva de que a luta continua e que nos dará mais força para capitularmos’.


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Porto Velho, Rondônia – Mesmo sem a ajuda do Governo do Estado, membros da bancada rondoniense no Congresso, soldados da borracha e seringueiros que aguardam a indenização do Governo Federal, afirmam que, ‘em nenhum momento, não iremos baixar à guarda pela defesa dos nossos direitos’.

A categoria se reuniu nesta terça-feira (24) para traçar novas estratégias de como encontrar uma saída para o que consideram ‘descaso do governo federal por nada fazer para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgue logo a ação que obriga o Estado brasileiro a pagar indenização assegurada pela Constituição de 1988 e leis variáveis em execução’.


imagem ilustrativa

Lutando sozinhos, soldados da borracha e seringueiros ainda vivos e seus remanescentes, sem acesso aos meios jurídicos e políticos que o governo Confúcio Moura disponibiliza a outras categorias através da Representação, em Brasília, na terça 24, cumpriram mais uma etapa da luta que travam junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) com a finalização de abaixo-assinado.

Segundo dirigentes da categoria, ‘hoje, foi um dia de coleta de assinaturas, como prova viva de que a luta continua e que nos dará mais força para capitularmos’.

   

A demora ocorre por conta e risco da União em Brasília e nos estados, sobretudo por não abrir os arquivos gerais onde órgãos já extintos negam-se dar publicidade dos cadastros feitos durante o processo de vinda aos seringais da Amazônia. No período, o Ministério da Guerra, praticamente, obrigou centenas de nordestinos, que deixaram suas famílias em busca de melhores de vida longe de onde nasceram.

- A maioria não sabia para onde seria mandado nem como iria sobreviver no meio da selva amazônica sob a ameaça de onças, cobras, jacaré, malária, beribere e a febre tifo, diz José Romão Grande, presidente do Sindicato dos Soldados da Borracha e Seringueiros para os estados de Rondônia, Acre, Amapá e Amazonas.

Atualmente, sabe-se, que ‘os próprios arquivos da União e do Estado Maior das Forças Armadas, ao menos 35 mil soldados da borracha e seringueiros, além de parte de suas famílias, que morreram devorados por onças e às doenças tropicais enquanto que em combate apenas 454 tombaram sob os intensos tiroteios e bombardeios italianos.

- A esses, o Exército Brasileiro reconheceu, de pronto, o direito à aposentadoria, indenização polpudas além de honrarias, desabafa José Grande, 93 anos de idade.

Essa medida, segundo o líder dos soldados da borracha e seringueiros amazônicos, ‘beneficiou, ainda, todos os que foram convocados pelo Ministério da Guerra, nenhum deles dos que ficaram no Rio de Janeiro, se quer foram para o campo de batalha em Monte Castelo, na Itália, dando-lhes direito a indenizações polpudas além da outorga em honrarias militares póstumas com a elevação de patentes.

Na Amazônia, ‘a única recompensa dada aos soldados da borracha foi uma representação em dinheiro no valor de R$ 25 mil e 1,2 salários enquanto aos cariocas cerca de 5,2 salários mensais, relata o Vice-Presidente do SINDSBOR, Georges Telles.

Fonte: NewsRondônia

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