Quinta-Feira, 30 de Janeiro de 2014 - 17:16 (Colaboradores)

SISTEMA PENITENCIÁRIO E SOCIOEDUCATIVO FIXAM DATA PARA GREVE SE GOVERNO NÃO ATENDER CATEGORIA

O documento prevê, entre outras conquistas, ‘reposição salarial imediata causada pela inflação, aquisição de equipamentos, viaturas, armamento bélico e capacitação profissional’, disse Anderson.


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Os servidores do sistema penitenciário e sócio-educativo do estado de Rondônia decidiram, na quarta-feira 29, dar um prazo final até 17 de fevereiro para que o Estado responda positivamente quanto às reivindicações a categoria.

De acordo com o presidente do SINGEPERON [Sindicato dos Agentes Penitenciários, Sócio-Educadores, Técnicos Penitenciários e Agentes Administrativos], Anderson Pereira, ‘a decisão foi tomada durante Assembléia Geral Extraordinária realizada na sede do Sindicato da categoria’, cujo referendo obteve a aprovação por maioria absoluta’.

Dentre as principais cobranças da categoria, ‘está o aumento urgente do efetivo das unidades prisionais, com a posse de concursados formados na segunda turma do Curso de Formação, a extinção do banco de horas obrigatório e a implantação do adicional de insalubridade para àqueles servidores que ainda não recebem o benefício’, informa o líder sindical.

Além desses pontos prioritários, os servidores cobram ainda do Governo o atendimento da Pauta de Reivindicações entregue pelo Sindicato no dia 4 de novembro de 2013. O documento prevê, entre outras conquistas, ‘reposição salarial imediata causada pela inflação, aquisição de equipamentos, viaturas, armamento bélico e capacitação profissional’, disse Anderson.

O presidente do SINGEPERON repassou, na Assembléia, detalhes das discussões ocorrida na reunião horas antes com os integrantes da Mesa Estadual de Negociação Permanente (MENP), formada por secretários de Estado e a direção da categoria. Na ocasião, ‘o Estado propôs a criação de uma comissão composta por sindicalizados e servidores para elaborar um estudo detalhado da situação funcional de cada servidor dentro de 45 dias’.

- Levamos as discussões para a categoria e esta quer uma resposta mais rápida do Governo, afirmou o presidente.

Sobre a decisão da categoria partir para a greve, ele diz que ‘a orientação passada a todos foi quanto a necessidade de dar esse prazo e oferecer a chance ao Estado de resolver, da melhor forma possível, as questões’. A partir daí, levar as discussões para outro rumo, arrematou.

Segundo o líder sindical, ‘os servidores estão trabalhando no limite nas unidades, devido à falta de efetivo e o perigo iminente da deflagração de movimentos subversivos’.

- A insegurança nas unidades é gritante’, alertou Anderson Pereira.

Um exemplo flagrante de que a situação dentro do sistema estadual está muito complicada, ‘é o caso do Urso Panda, na capital Porto Velho, que só conta com apenas sete agentes atuando na carceragem para controlar 780 presos, numa contrapartida desigual’, finalizou o presidente do SINGEPERON.

Fonte: XICO NERY

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