Sexta-Feira, 20 de Novembro de 2015 - 17:04 (Geral)

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SIMPÓSIO DISCUTE TÉCNICAS E APRESENTA CASOS DE SUCESSO EM MANEJO DE PASTAGEM

O segundo dia de atividade trouxe alternativas para produção de pastagens e suplementação animal.


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O 2.º Simpósio de Manejo Sustentável das Pastagens, realizado pela Emater-RO, Embrapa e Sebrae-RO, trouxe para discussão assuntos de grande importância para quem está pensando em melhorar a qualidade de seu animal. O uso da água, de adubo e de pastagens para produção animal, bem como doenças e pragas foram apresentados por profissionais de larga experiência na área. Casos de sucesso também foram apresentados por agricultores que seguiram à risca as orientações dos extensionistas.

Os trabalhos foram iniciados com a apresentação do palestrante Moacyr Dias Filho, da Embrapa/Belém, que falou sobre o uso de pastagens para a produção animal no Brasil: estado de arte e necessidade de intensificação de forma sustentável. Com mestrado em pastagens e nutrição animal pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e Ph.D em ecologia (ecofisiologia vegetal) pela Cornell University, nos Estados Unidos, Moacyr tem experiências nas áreas de agronomia e zootecnia com ênfase em recuperação de pastagens degradadas.

 

Na sequência, o palestrante Carlos Augusto Brasileiro Alencar, mestre em engenharia agrícola pela Universidade Federal de Viçosa, fez uma apresentação sobre irrigação de pastagens e o uso racional da água. Dr. Cecílio Viega Soares Filho, que hoje atua na Universidade da Flórida, nos EUA, trouxe o tema uso racional de adubação em pastagem. Dr. Cecílio diz que o estado de Rondônia vem passando por um bom momento com crescimento no rebanho da pecuária de corte e leite, no entanto faz um alerta: “as áreas de pastagens de Rondônia apresentam um elevado grau de degradação e necessitam passar por uma recuperação a fim de aumentar os índices de produção de carne e de leite e, consequentemente aumentar a receita do produtor”.

O pesquisador da Embrapa, Pedro Gomes da Cruz, fez uma apresentação sobre doenças e pragas em pastagens, com ênfase na síndrome da morte do brachiarão e alternativas para fugir do monocultivo forrageiro. “Hoje muitas propriedades rurais têm esse problema do monocultivo de forrageiras e pode causar um grande risco no sistema de produção.”

O segundo dia de atividade trouxe alternativas para produção de pastagens e suplementação animal. O especialista em pastagens, Anderson Kull, da Emater-RO, apresentou do sistema misto como alternativa da produção animal em pastagens, enquanto que Dr. Marlos Oliveira, da Unir-RO, falou da suplementação volumosa para o período da seca.

Por fim, Dra. Fabiana Villa Alves, da Embrapa abordou o tema Conforto térmico e bem-estar animal em pastagens: um desafio para a pecuária tropical e o engenheiro florestal Sorrival de Lima discutiu as práticas ambientais na pecuária, adequando-as às normas do novo código florestal.

Casos de sucesso mostram viabilidade do manejo correto
Além de palestras e debates sobre manejo sustentável das pastagens, o Simpósio também trouxe casos de sucesso para que comprovar que a teoria também é realidade na prática.

Foram apresentados três casos de regiões distintas: Parecis, Rolim de Moura e Teixeirópolis. O primeiro caso apresentado foi o do produtor rural Eduardo de Oliveira, morador do quilômetro 05, da Linha 75, no Território Rio Machado, assistido pelo extensionista da Emater-RO, engenheiro agrônomo, Amilton Junior.

O supervisor do território Rio Machado, Genaldo Martins de Almeida Junior, a região é privilegiada. “Dois municípios de nossa região estão entre os dez maiores produtores de leite: Cacoal, em quinta posição, e Espigão do Oeste, em nona”. A escolha do produtor de Parecis foi pelo trabalho e pelo resultado apresentado.

O produtor Eduardo Oliveira trabalha com leite desde os 11 anos, quando ajudava seu pai. Seguindo as orientações do técnico da Emater, ele mudou seu capim piqueteou sua área e aplicou adubo. “O adubo tem custo alto, então eu utilizo a chorumeira que sai mais barato. Também não compro ração, eu mesmo a faço”, conta. Seguindo todas as recomendações ele conseguiu aumentar sua produção, que era de 4 a 5 litro de leite/vaca para 18 litros de leite/vaca e sua renda mais que quadruplicou, passando de R$ 800,00 para R$ 3.500,00/mês.

Assim como ele, os produtores rurais, Abílio Marcos Monteiro, de Rolim de Moura, Território Zona da Mata, assistido pelo engenheiro agrônomo, Isac Fogaça, e pelo médico veterinário Anderson Kull, ambos da Emater-RO, e Marcos Roberto, de Teixeirópolis, na região de Ji-Paraná/Território Central, assistido pelos médicos veterinários Lorena Castro Souza e Amâncio Estevão apresentaram melhorias nas pastagens com conseqüente aumento da produção.

Todos esses casos mostram que é possível, com a utilização de novas tecnologias, recuperar o solo e a produção de leite, que hoje representa cerca de 30% do rebanho bovino e se traduz de extrema importância para a economia do estado.

Fonte: Emater/ro

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