Terça-Feira, 04 de Outubro de 2016 - 09:38 (Colaboradores)

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SERENiDADE - Por Max Diniz Cruzeiro

A Serenidade é reflexo de um estado inconsciente que inclina o indivíduo para uma agitação que é contida por um reflexo consciente de tranquilidade na imagem de um sujeito que tem sua memória pacificada


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A Serenidade é reflexo de um estado inconsciente que inclina o indivíduo para uma agitação que é contida por um reflexo consciente de tranquilidade na imagem de um sujeito que tem sua memória pacificada, onde circunvizinham outros elementos igualmente nobres refletidos em estados inconscientes calcados na observação em que os outros indivíduos deixam transcorrer apenas elementos incapacitantes ou conflitantes que são colocados à luz do reflexo consciente do outro. Sendo assim, a serenidade é o reflexo de um pensamento que capacita o sujeito em termos de realce junto aos demais indivíduos dispostos num mesmo georreferenciamento do espaço ao deixar transparecer uma tranquilidade que supera outros ao estabelecer o equilíbrio presente no ambiente.

Esta lógica extraída do Xadrez Lacaniano configura uma forma clássica para demonstrar aplicação para uma estratégia de comunicação em que se privilegia os elementos formadores de um circuito lógico de pensamento que conceitua o objeto (Serenidade) na observação dos aportes que são necessários para que sua construção adquira um status de nomeação.

Serenidade se inscreve numa lógica de comparação entre lógicas de discursos diferenciados, em que o princípio de afetação é uma métrica que permite comparar atitude entre seres, e a partir da constatação de níveis que se concentram em diferentes posicionamentos é possível estabelecer como parâmetro uma hierarquia que permita a um observador nomear pessoas como se fossem pontos fixos em uma escala, em que serenidade se apresenta como uma dimensão que se escalona dentro de uma base que é construída dentro deste sentido como sendo um efeito pacificador de um modelo dinâmico dimensional.

O que podemos concluir diante desta lógica é que a serenidade perde seu caráter perpétuo quando todos os indivíduos de um agrupamento perdem o efeito comparador. Razão que um termo de normalidade passa a identificar todos os indivíduos como pertencentes a um padrão de comportamento, onde a perda do referencial conflitante desloca a métrica do conhecimento para outros paradigmas tornando o conceito de serenidade estéril do ponto de vista racional.

A serenidade pertence a um status cujo referente é seu tempo. Da mesma forma que a plasticidade conceitual se projeta sobre outros conceitos abstratos razão que os efeitos passados sofrem influência da cultura e deslocamento de afetações dos seres uns inseridos sobre os outros.

Assim como os aportes, como por exemplo: tranquilidade, agitação, memória pacificada, observação, elementos incapacitantes e elementos conflitantes, também são estruturas relativas e por terem efeitos quantificadores servem a sua aplicação e ao seu tempo.

Então há que se pensar como algo que se sustenta temporariamente em que atributos conceituais elevam outros enquanto os pressupostos que sinalizam sua base conceitual ainda são válidos dentro da construção da estratégia de nomeação em que a coisa recebe um status na forma de uma identidade que a confere vida diante de um processo de laceamento cultural que constrói os vínculos quantitativos e qualitativos necessários para a construção da verdade, como alicerce do sujeito pensante. Que será o argumento pelo qual ele irá abastecer sua vontade para que esta flua como uma identificação de sua personalidade como sendo algo incorporado que a substancia.

E uma vez substanciando ele é capaz de gestar níveis de afetação em que o conceito laceado: serenidade; é capaz de se incorporar ao reproduzir estados e fenômenos capazes de transmissão motora na forma de expressão que irá canalizar um estilo de agir do sujeito que se substancia na construção da verdade que ele foi capaz de fabricar dentro de si mesmo.

Verdade esta que nunca é homogênea em relação a outro indivíduo. Mas que o senso comum da transmissão de ideias permite a indivíduos que estão inseridos em uma linguagem uniforme, a aproximação do sentido que irá conferir o laço com a realidade grupal ao qual o indivíduo se insere.

A serenidade, portanto, do século XXI, é um agir dentro de escalas de temperança, em que a observação do outro em estado de intranquilidade, permite observar um laceamento que pacifica através da expressão corporal, principalmente ligada a expressão da face, em que o indivíduo sereno é capaz de transmitir a partir de seus atos, em que uma ausência de preocupação predomina sobre a transparente psique do indivíduo que está sereno, porque este raramente se enraivece (observado do ponto de vista de quem se ressente), raramente é capaz de sair de um interagir de um impulso reativo, também observado a partir da observação de outros em escala de comparação a ele associado.

Em que se estabelece uma divisória entre serenos e intranquilos, onde a relação somente existe porque um está fundamentado no outro. Numa estratégia de manutenção de um sentido que se forjou com um saber calcado numa experiência que pode ter sido construída ou não através de uma experimentação com vínculo direto ou transversa através de um instrumento mnêmico (como um livro por exemplo).

Onde a lógica de construção diferencial sustenta toda uma estrutura linguística, que sofre deformações, mutações e transformações nos seus fundamentos no decorrer do tempo. Porque pessoas estão sempre em progressão de conhecimento, e que, portanto, os seus fundamentos passam ser guiados por estratagemas cada vez mais complexos, em que processos de incorreção, elevação de sentido e mutação do sentido original decorrem de fatores de deslocamento cultural que são diretamente influenciados pelas alterações ambientais. Portanto o mesmo homem que era sereno há 2000 anos atrás, não assume o papel e a postura do homem de 1500 anos atrás, que difere do homem de 1000 anos atrás, e que o homem do agora não mais se assemelha com o mesmo homem que foi ao incorporar o conceito no dia de ontem. Uma demonstração reduzida de como as coisas permutam sem sequer nos darmos conta dentro dos processos de arqueamento de nossa memória.

Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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