SENSAÇÃO DE BELOS OLHOS - Por Max Diniz Cruzeiro - News Rondônia Muitas vezes quando nos deparamos com uma pessoa e os olhos se entrecruzam sobrevém uma sensação de conexão como se a alma comunicasse com o outro e por um breve instante duas pessoas se transformariam em um único objeto.

Porto Velho,

Terça-Feira , 04 de Outubro de 2016 - 09:32 - Colaboradores


 


SENSAÇÃO DE BELOS OLHOS - Por Max Diniz Cruzeiro

Muitas vezes quando nos deparamos com uma pessoa e os olhos se entrecruzam sobrevém uma sensação de conexão como se a alma comunicasse com o outro e por um breve instante duas pessoas se transformariam em um único objeto.

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Muitas vezes quando nos deparamos com uma pessoa e os olhos se entrecruzam sobrevém uma sensação de conexão como se a alma comunicasse com o outro e por um breve instante duas pessoas se transformariam em um único objeto. A este princípio denominei como sensação de belos olhos.

É um fluir em que conectivos se fixam na impressão da íris, em que projeções de atributos passam a ser linhas que se fundem elevando o que é comum e afastando o que é dispare entre duas pessoas.

Não tão comum em quem já se relaciona, esta sensação geralmente é mais recorrente entre transeuntes que se encontram pela primeira vez. Em que o nexo causal de ocorrência é bem difícil que se ecloda nova repetição.

Pode parecer um enamoramento, que não é uma fixação em torno dele, mas que transparece uma necessidade de se mostrar por dentro, que não é algo evasivo, mas que torna o outro plano em relação ao contato, em que as partes se somam e ao se conectarem é como se eles construíssem uma história que ainda não foi escrita, e que a partir daquele momento se encontrou a situação ideal para um aceite de algo que se pretende construir em conjunto.

Então um magnetismo pelo outro fitado pode formar neste momento e a partir de impulso gerar todos os outros dínamos de construção do pensamento que irá ser desencadeado para se fusionar mais uma vez as pessoas envolvidas.

Existe uma relação dos olhos como espelhos da alma. E esta relação parte de um desejo que um indivíduo nutre para consumir o Real que está se projetando a sua volta.

Então essa sensação de belos olhos é um consumo que se faz com consentimento, em que o outro se permite repercorrer por alguns segundos a essência que se mostra verdadeiramente diante de sua face.

É como se os olhos se tocassem em um beijo que funde, e recria ao mesmo tempo ambas as almas em dó sustenido.

Onde o desejo do reencontro reaquece, e faz emergir uma necessidade de ter e possuir aquilo que não se contém, sem saber uma sílaba da pessoa em que se encontra.

Porém é uma libido que se fabrica com os olhos, sem afetar os centros sexuais, onde os caracteres exógenos não são excitados, mas que contém uma volúpia difícil de descrever de uma conexão que está inserida na mente, de sistema nervoso central para sistema nervoso central.

E a partir deste planisfério a outra pessoa é completamente nua. E se sabe exatamente o que ela quer... ou o que ela seria capaz de querer se a conexão fosse prolongada.

Não é algo que se imprime com a cor predileta de afeição dos olhos, é algo que se imprime com uma intensidade em que por breves segundos o outro se faz presente na atmosfera interna do indivíduo.

É como se o amor se realizasse, sem se perceber, sem estar apaixonado, porque é ausência de caracteres de identificação. Em que um desejo de reencontro é cada vez mais necessário para se ter certeza que o repercutir é um eixo sincero.

E após o romper na conexão, o encontro de fato começa a ser construído, de uma forma que é inimaginável conceber. Onde o acaso passa a se inserir na permuta do encontro, onde as pessoas passam a ter a oportunidade do deslocamento por áreas em que elas estão mais propensas a se encontrarem, porque isto fortalece o desejo, o desejo de que o sonho da conexão não seja de fato uma sombra de algo que foi perdido e que coexiste apenas uma fina capa da imaginação que não pode ser consumida.

É uma relação em que os papeis passam a ser distribuídos de forma oculta entre sujeitos que são desconhecidos um para o outro.

E uma fé que o objetivo do acoplamento irá novamente ocorrer que forma o laço em que as partes voltarão a se interceptar.

Porque coexiste com o homem uma força da conexão, como se fosse um telefone que de tempos em tempos resolve discar para a pessoa amiga, e este contato é suficiente para que os caminhos venham a se interceptar mais uma vez. Mesmo que a conexão seja algo incompreensível, que não existam telefones de fato, numa troca que é impossível ao homem estabelecer por meio de sua vontade expressa, mas por uma vontade uníssima que está em uma estância acima difícil de ser questionada.

Porque agora as almas passam a se entrelaçarem se tocando de forma anônima onde um conduz o outro para um caminho que o encontro real seja possível se ser fusionado novamente.

Onde o fruto desta relação pode ser uma veia de amizade, um romance, o despertar de um amor no sentido franco carnal, ou a consolidação de uma linda história em que as partes são concordantes no sentido uno do agir.

Uma identidade além de uma divisória hipotética como se algo que transporta estivesse distante e ao mesmo tempo o desejo era que o transporte jamais chegasse para levar para longe o encontro ocorrido.

E quando se lança em direção ao eixo onde está o abismo um despertar no sentido de uma despedida em que os corações ficam vazios de estímulo, porque o distanciamento é inevitável.

Então a expectativa que a história passe a ser construída nutre o desejo para que o reencontro possa ser um dia estabelecido. A fim de sanar o desejo não integralizado com a partida. Num sentido gélido entre quatro paredes que elevam o desterro de quem parte. E a inercia de quem fica projetado ao solo sem que a sensação de belos olhos seja extinta.

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Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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