Sabado, 21 de Outubro de 2017 - 19:12 (Geral)

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SEMAGRIC PODE LEVAR COOPERADOS DA COOPER-CUNIÃ A ESTADO DE MISÉRIA POR TRAVAR LICENÇA PARA O ABATE DE JACARÉS

O setor viria sendo travado na secretaria Municipal de Agricultura (SEMAGRIC) por parte da fiscalização municipal. Isso, entre outros prejuízos, ‘vem deixando os cooperados da COOPERCUNIÃ de bolsos vazios’.


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São Carlos, Porto Velho - Com o emprego de sistema de manejo adaptativo para criação e abate de jacarés, o que segundo agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICM-Bio), ‘depende do fluxo e refluxo das águas em período de cheia’, moradores do Lago e Reserva Cuniã estão sendo impedidos de efetuar os abates.

O setor viria sendo travado na secretaria Municipal de Agricultura (SEMAGRIC) por parte da fiscalização municipal. Isso, entre outros prejuízos, ‘vem deixando os cooperados da COOPERCUNIÃ de bolsos vazios’.

A falta de renovação do selo do Sistema de Inspeção Municipal (SIM) pode ocasionar o destrato do contrato entre a Cooperativa e a rede de Supermercado Araújo e levar os abatedores ‘a um profundo estado de miséria’, dizem moradores que foram SEMAGRIC em busca de resposta sobre o caso.

Atualmente, cerca de 100 famílias dependem da pesca e abate de jacarés, a principal fonte de renda das comunidades que integram o projeto de manejo párea abate seletivo de jacarés cuja atividade é desenvolvida na Reserva Extrativista (RESEX) do Cuniã, localizado no Distrito de São Carlos, em pleno funcionamento ao menos seis anos.

A demora na revalidação do SIM, de acordo com técnicos de outros departamentos da prefeitura em São Carlos, ‘há meses é causada por resistência de fiscais em permanecerem na RESEX por um período de 30 dias’, tempo exigido para que a Fiscalização possa atuar durante o período de assistência técnica aos cooperados’.

O Departamento de Fiscalização e do Serviço Veterinário da secretaria de Agricultura do Município, segundo dados obtidos por este site, ‘também te sido motivo de insatisfação por parte da rede de frigoríficos’. A queixa maior, nesse caso, é quanto o pouco tempo de permanência dos fiscais nas linhas de abates.

No caso especifico da RESEX Cuniã, apesar do secretário Evaldo Francisco – oriundo do governo Ivo Cassol -, ter estado na segunda-feira 16 na região, ele transferiu o poder de liberar a renovação da licença, unilateralmente, à chefia da fiscalização e na quinta 19, não recebeu a comissão da COOPER-Cuniã e viajou coincidentemente a Ouro Preto do Oeste, na região central do Estado.

Os pescadores e abatedores de jacarés que atuam na reserva, por imposição das gerências de conservação e preservação do Lago e RESEX Cuniã, ‘não enfrentam, apenas problemas com a não renovação da licença (SIM), mas de sobrevida motivada pelo excessivo controle no uso do solo agricultável’.

Devido à iminência de cometimento de crimes ambientais estão impedidos, depois da criação da RESEX, de ampliarem os domínios das áreas para plantio de mandioca, macaxeira e outros produtos explorados há séculos pelas populações tradicionais.


imagem ilustrativa

Enquanto isso, conhecidos madeireiros e grileiros avançam no desmatamento de forma atípica das florestas ainda em pé no entorno da reerva e do lago nos dois lados da BR-319.

- Uma prova inconteste de que os órgãos de controle ambientais e fiscalização federal têm se mostrados impotentes para conter o roubo da madeira, essências naturais e a pesca predatória’, arrematam antigos habitantes.         

Por conta e risco da secretaria de Agricultura, a Cooper-Cuniã, caso não obtenha o licenciamento para operar obate dos animais dentro do período apropriado, ‘o fornecimento de carne de jacaré já contratada e não entregue, ‘autoriza os cooperados a contar sérios prejuízos’; o que coloca em risco a sobrevivência de todos’, finalizou um dos dirigentes em São Carlos.

Fonte: NewsRondônia

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