Segunda-Feira, 19 de Setembro de 2011 - 07:42 (Espaço do Internauta)

SE PAGA MAIS PRA REPRIMIR DO QUE PRA EDUCAR - por Marcio Felisberto

A cultura do “jeitinho brasileiro”, que nada mais é que a uma forma de corrupção, tem sido uma enfeitada cortina de fumaça na casa de quem pensa que definitivamente se deu bem


Imprimir página

Por Prof. Márcio Felisberto

www.mundocidadania.blogspot.com

 

À medida que os anos se passam e a sociedade avança no tempo, também avança o aumento da criminalidade e das injustiças sociais fomentada pela corrupção e pelo mau emprego do dinheiro público.

A cultura do “jeitinho brasileiro”, que nada mais é que a uma forma de corrupção, tem sido uma enfeitada cortina de fumaça na casa de quem pensa que definitivamente se deu bem, mas no momento em que o vento a sopra apresenta-se por de traz dela uma realidade triste de um Brasil tomado pela falta de oportunidades, redundando muitas vezes na opção pela criminalidade e no barramento da melhoria da qualidade de vida.

Sem sombra de dúvida, a educação é o remédio ideal para essas mazelas sociais, porém esta não é pensada em primeiro plano. A baixa qualidade do ensino público tanto na educação básica como na educação superior, faz com que grande parte da sociedade continue subdesenvolvida e sem perspectivas de uma promissora formação profissional.

Quando se diz que a educação não é pensada em primeiro plano, é claramente porque não há incentivos voltados para sua melhoria e fortalecimento, tais como melhor infra-estrutura e melhores salários para os professores.

Podemos fazer um comparativo simples em relação ao salário de um professor que prestou um concurso público de nível superior com o de um policial que prestou um concurso de nível médio.

O professor tem a missão de educar a criança e o jovem preparando-os para ingressar na sociedade tanto como cidadão como profissional, essencial no progresso e no desenvolvimento do nosso país.

A polícia tem a nobre missão de garantir a segurança e a tranqüilidade dos cidadãos de bem, reprimindo a criminalidade e se posicionando na linha de frente da democracia.

Em todos os níveis a educação é menos remunerada que a segurança pública. Como exemplo pode ser comparado a remuneração a nível estadual de um professor com a de um policial ou então a remuneração a nível federal de um professor de universidade com formação em doutorado que produz intensamente conhecimento cientifico comparado a remuneração dos policiais federais.

Se tivéssemos uma educação de qualidade, certamente os índices de criminalidade e de corrupções seriam bem menores e não estaríamos vivendo essa realidade na qual está se pagando mais pra reprimir do que para educar. Uma educação de qualidade se faz primeiramente com mão-de-obra de qualidade e justamente remunerada.

O trabalho das policias de garantir a segurança pública, frente ao que se paga hoje, está muito longe de ser bem remunerado. Pior ainda fica a situação dos professores haja vista que este é primordial na formação de todos, desde a infância até boa parte da sua vida adulta.

Ao refletir sobre o momento logo vem no pensamento as palavras do sábio Paul Prás Dameier: Nossa educação está analfabeta.

Com as recentes transformações econômicas ocorrendo no mundo e o Brasil querendo caminhar rumo ao desenvolvimento, este que vos escreve acredita que compulsoriamente esta triste realidade que nos acompanha a muitos anos pode estar com os dias contados. Esperança. 

 

Fonte: Prof. Márcio Felisberto

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias