Domingo, 19 de Junho de 2011 - 08:41 (Colaboradores)

SAUDADE DOS ÍNDIOS DE ANTIGAMENTE, por Emerson Barbosa

Tenho que admitir, tal situação me deixou perplexo! Quem neste momento ler este informe deve esta imaginado a mesma coisa que eu, ao ouvir a reivindicação feita pelos indígenas


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Índio da aldeia Karintiana
 
 
 
Nessas minhas andanças como repórter pela Amazônia ocidental brasileira, um fato inusitado me chamou atenção.
 
 
Certa vez uma manifestação de uma etnia indígena muito conhecida em Rondônia pedia que a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) providenciasse a limpeza ao redor das malocas. Na Amazônia, a maioria dos índios moram em casas comuns construídas nas reservas pela Fundação. É parte de mais uma modificação atribuída ao “branco” na cultura indígena brasileira.


Tenho que admitir, tal situação me deixou perplexo! Quem neste momento ler este informe deve esta imaginado a mesma coisa que eu, ao ouvir a reivindicação feita pelos indígenas. "Índio preguiçoso não faz ‘p’ nenhuma e, ainda não tem coragem de cuidar da limpeza da própria casa"!
 
 
Parece até irônico, mas isso é parte da cultura deles. Não esqueça que também temos um pé na aldeia.Os índios de hoje, sequer lembram aqueles de quando Cabral aportou aqui no Brasil.
 
Mas a situação não é nem a ponta do iceberg do que vem acontecendo com os índios da região Norte. A ociosidade e a influência com o homem urbano vêm fazendo com que muitos índios da região de Guajará-Mirim, interior de Rondônia, se tornem dependentes do alcoolismo e de substancias entorpecentes, como, a cocaína. Guajará-Mirim concentra a maior população indígena do Estado, com quase 5 mil índios.
 
Foto: Ronaldo Nina
http://emersonb2010.blogspot.com/

Fonte: Emerson Barbosa

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