Quarta-Feira, 29 de Junho de 2016 - 17:39 (Colaboradores)

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ROUBO DE MADEIRAS DAS RESEX CONTINUA ATRAVÉS DA TERCEIRIZAÇÃO DE PLANO DE MANEJO

Sob o olhar complacente da Gerência da SEDAM, pelo menos, entre 15 a 20 caminhões sairiam com cargas de madeiras tiradas das RESEX cujo destino é bastante conhecido nas praças comerciais de Ariquemes, Jaru, Ouro Preto, Cacoal e Ji-Paraná.


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Ji-Paraná, Rondônia – É risível a atuação da parte maior dos órgãos de controle ambiental e da biodiversidade sediados na Capital Porto Velho e suas variáveis no interior do Estado.

A afirmação partiu no final de semana, de um grupo seleto de ativistas sociais e eco ambientais em cima das facilidades que predadores de florestas conseguem em Rondônia, sobretudo junto à secretaria do Desenvolvimento Ambiental [SEDAM] e prefeituras através de escritórios de consultorias pelo interior do Estado.

Não é de hoje que o ‘roubo de madeira’ acontece’, principalmente, em áreas de preservação sob a responsabilidade do Instituto ICM-Bio, Ibama e SEDAM. Só em Machadinho do Oeste [Vale do Jamari], com ao menos 14 Reservas Extrativistas [RESEX] a devastação já atingiria 60% da área total em desfavor dos povos tradicionais da reserva Jacundá e suas variáveis.

Sob o olhar complacente da Gerência da SEDAM, pelo menos, entre 15 a 20 caminhões sairiam com cargas de madeiras tiradas das RESEX cujo destino é bastante conhecido nas praças comerciais de Ariquemes, Jaru, Ouro Preto, Cacoal e Ji-Paraná. E além Brasil.


Roni Carvalho/Diário da Amazônia

A maioria dos madeireiros, supostamente, infratores teriam assento, através de seus sindicatos junto à Federação das Indústrias do Estado de Rondônia [FIERO]. Um dos acusados, entre 2006 a 2014, é o ex-Vice-Presidente [Gestão Baú] daquela entidade patronal denunciado insistentemente pelas comunidades de um suposto calote na aquisição de peças à exportação; com a negativa de pagamento das compensações pelos manejos inspecionados pela SEDAM, na gestao da geógrafa paraense, Maria Nanci Rodrigues da Silva.

O presidente da OSR [Organização dos Seringueiros de Rondônia, à época, Adão Laya, protocolou ofício-denúncia nas representações estaduais da Polícia Federal e do Ministério Público Federal e Estadual, ‘mas não em nada o alerta às autoridades desses órgãos’, atestaria ele após esse gesto cidadão.

Não é só dentro dos ‘porões’ de entidades comerciais e industriais que se escondem os ladrões de madeiras, essências naturais e outros produtos retirados ilegalmente e com bastante voracidade das florestas nesta parte da Amazônia Brasileira.

Na Capital, ‘as porteiras das rodovias 319 e 364 continuam escancaradas’ para quem de forma ilegal e criminosa, queira transitar com carregamentos clandestinos ao Sul e Sudeste do País’, atesta este Repórter, ao denunciar, outra vez, a ausência de um posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal [PRF] no Trevo do Roque e na cabeça da ponte sobre o Rio Madeira.

Em Ji-Paraná, atestam relatórios reservados que este site de notícias teve acesso, ‘as balburdia é tão grande que, toreiros, madeireiros e narcotraficantes chegam a transitar nas regiões dos vales do Jamari e Guaporé, além da Zona da Mata e pela BR- 319 [mesorregião do Sul do Amazonas], com exímia desenvoltura, ‘cientes de que nunca serão incomodados’.

É na região central do Estado e na Ponta do Abunã que a ausência do Estado é mais sentida. Desses dois entes federados pousam sobre a mesa desta Agência de Notícias ‘tristes notícias de que, ao menos 200 árvores são derrubadas em menos de 60 segundos’.

As cidades do entorno de Ariquemes e Ponta do Abunã são os pólos de maior concentração de serrarias e consequentemente, de acordo com relatórios reservados em mãos deste Repórter, ‘as maiores e mais vis irregularidades contra as florestas e seus povos tradicionais’.

- Os povos que habitam essas regiões é tanta que, nem mesmo os indígenas e caboclos em idade avançada, são poupados da voracidade de conhecidos madeireiros e grileiros, atesta o publicitário e gráfico Henrique Ferraz.      

Apesar do suposto silêncio de parte da fiscalização atribuída aos órgãos de controle ambiental e da preservação da biodiversidade [ICM-Bio, Ibama e SEDAM], ‘todas as autoridades acreditadas neste Estado é conhecedora que há esquentamento de madeira ilegal, planos de manejo fantasmas, além de insistentes tentativas de os criminosos de burlar os sistemas de controle oficiais, como o DOF [Documento de Origem Florestal] e serrarias sem licenças de operação’, atesta, outra vez, este Repórter.

XICO NERY – Direto ao Ponto

Fonte: XICO NERY

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