Terça-Feira, 27 de Fevereiro de 2018 - 13:52 (Colaboradores)

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RONDÔNIA SE DESTACA NO RANKING DA INDECÊNCIA DOS ‘PENDURICALHOS’ DO JUDICIÁRIO

Os valores correspondem a gastos com verbas extras pagas a juízes, como auxílio-moradia, alimentação, saúde, transporte e educação.


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Lá está, em mapa divulgado pelo jornal O Globo no dia 23 de fevereiro, Rondônia em quinto lugar entre os estados que mais gastaram com o pagamento de ‘penduricalhos’ aos juízes.

Os valores correspondem a gastos com verbas extras pagas a juízes, como auxílio-moradia, alimentação, saúde, transporte e educação.

Detalhe: gastos referentes só ao último dezembro.

O que choca, além dos valores exorbitantes, é a comparação de Rondônia (6,1 milhões) com o Rio de Janeiro (6,9 milhões).

Aqui vivem pouco mais de 1,7 milhão de rondonienses.
No Rio, são quase 6,5 milhões.

As informações são do Conselho Nacional de Justiça que passou a obrigar o fornecimento dos dados, embora Alagoas, Pará e Rio Grande do Norte não constem no mapa.

Por e-mail, a assessoria do CNJ informou a este blog:

“Olá, Luciana.

A partir da planilha que contém a remuneração dos magistrados do TJRJ em dezembro de 2017, é possível verificar o total de 1.273 magistrados. No caso do TJRO, a planilha indicou haver 207 magistrados.”

Chico Marés publicou no Metrópoles no último dia 26, que “R$ 145 milhões. Esse é o valor que o estado de Rondônia vai desembolsar para pagar auxílio-moradia retroativo a 83 magistrados ativos e inativos que conseguiram garantir o direito ao benefício depois de acordo firmado com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO). A negociação, encerrada em 2014 e avalizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, garante, em média, R$ 1,7 milhão a cada magistrado. Isso é o equivalente a 29,3 anos do auxílio-moradia atualmente repassado aos magistrados do estado, de R$ 4,9 mil.O valor corresponde a auxílios-moradia que deixaram de ser pagos há mais de 25 anos, em dois períodos: entre dezembro de 1986 e abril de 1987 e de 1989 a 1993.”

Não bastasse a imoralidade reclamada pela maioria da população brasileira, padecem de lógica os valores e a distribuição dos privilégios.

Fonte: Luciane Oliveira / NewsRondônia

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