Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017 - 13:46 (Cultura)

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RONDÔNIA - 'O OUTRO BRAÇO DA CRUZ'

Esse é o cenário que irá costurar a trama da nova produção cinematográfica que será transformada em filme em uma série de TV de 16 capítulos resgatando a colonização do norte do Brasil


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Por Ruth Bolognese

As aventuras pelos sertões do Brasil na década de 50 é o pano de fundo para o novo filme e também uma série de TV de 16 capítulos do cineasta Mannaoos Aristides, que vai contar a história da imigração do então Território Federal de Rondônia e do Acre. Entre as levas de imigrantes que se aventuraram para essa região, os paranaenses são maioria.

Manaoos como é conhecido, realizou em 2014 o seriado “A Saga – da terra Vermelha Brotou o Sangue” uma produção independente com 16 capítulos de 1 hora de duração e que contou com mais de 5 mil participantes filmados em mais de 50 locações e em 30 cidades no interior do Paraná.

Uma nova produção em teledramaturgia produzida inteiramente no interior começa a sair da gaveta. Em 1999, sob o título “No linear do Milênio” a produção audiovisual que mescla ficção e documentário, traz a trajetória do estado de Rondônia desde a subida dos imigrantes do sul até a consolidação do estado no norte. Sob novo título, “O Outro Braço da Cruz” ou “Rondônia, Estrelas, Caminhos e Diamantes” a trama traz como pano de fundo, o lado oeste do Brasil nos meados da virada dos anos 50.

As aventuras pelos sertões do Brasil eram assuntos para a imprensa nacional. Entre outros, a Folha de São PauloO Globo e a revista Visão que publicavam relatos das expedições para se chegar ao Território Federal de Rondônia e no Acre. A construção da BR-29 hoje (BR-364), tanto quanto da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é um feito épico na história do Brasil e de efeitos bem visíveis, impactantes e duradouros para a vida dos povos do antigo Território do Guaporé.

Esse é o cenário que irá costurar a trama da nova produção cinematográfica que será transformada em filme em uma série de TV de 16 capítulos resgatando a colonização do norte do Brasil, espaço geográfico que tem hoje os olhos do mundo por suas riquezas naturais, seu solo ainda pouco explorado e povos nativos ainda vivendo nas entranhas de suas selvas.

O norte é o tema que o diretor e roteirista Manaoos Aristides escolheu para realizar nos próximos dois anos em no formato de um seriado e de um longa-metragem. Manaoos como é conhecido, realizou em 2014 o seriado “A Saga – da terra Vermelha Brotou o Sangue” uma produção independente com 16 capítulos de 1 hora de duração e que contou com mais de 5 mil participantes filmados em mais de 50 locações e em 30 cidade no interior do Paraná.

Muitos artistas de renome nacional fizeram parte e assim será também essa nova produção. “A Saga” foi exibida na TV Brasil em três temporadas, atingindo um público de mais de 110 milhões de espectadores. Manaoos já conta com a participação de atores consagrados como: João Vitti, Raymundo de Souza, Igor Rickli, Gabriela Alves, Débora Santos, Dalileia Ayala, Olga Bongiovanni, Emilio Pitta, Denis Derkian, Munir Pedrosa e com elenco de Rondônia e do Amazonas, onde será ambientado. A princípio as cenas serão rodadas em São Paulo, Paraná, Amazonas, Rondônia e em estúdios em Curitiba contando com uma equipe já acostumada com grandes produções no Brasil.

Para o roteiro e o argumento, contou com a participação de Edmar Costa, premiado publicitário do Amazonas (Oana – Publicidade), que antes de falecer de câncer no pâncreas no dia 22 de outubro (2017), deixou alinhavadas com o Manaoos histórias que viveu junto com o coronel Jorge Teixeira. Esses fatos inéditos vão ilustrar como surgiu o estado de Rondônia.

Foi com Edmar Costa que surgiu a ideia de fazer o Território de Rondônia se tornar Estado. Em 1977, o então governador Coronel Jorge Teixeira (Teixeirão) acreditou e os dois se uniram com um trabalho político do coronel e de marketing do Edmar que, além de criar situações e peças publicitárias, também participou de todas as etapas da consolidação do estado, criou e dirigiu um audiovisual sobre o Território e foi com esse trabalho na época que todos os deputados federais em Brasília aprovaram a Lei Complementar numero 41, de 22 de dezembro de 1981 criando assim o Estado de Rondônia.

O coronel Jorge Teixeira foi o último governador do Território de Rondônia e o primeiro governador do novo Estado. Indicado e nomeado pelo General João Baptista de Oliveira Figueiredo, em 1979 assumiu como governador do Território sendo empossado como governador de estado em 29 de dezembro de 1981 governando Rondônia até 1985.

Fatos como do “Bandeirante”, um caminhão Ford F-600, que saiu de São Paulo com 4 toneladas de carga no dia 10/10/59, com geradores de energia para Ilha das Flores e Costa Marques com o objetivo de chegar a Porto Velho (RO) cruzando todo o centro-oeste, quando sequer havia trilhas na selva. Numa viagem inimaginável, o caminhão “Bandeirante” chegou ao destino em 19/11/59, quarenta dias depois. A equipe que realizou essa epopeia era composta de três funcionários públicos: Manoel Bezerra (chefe de gabinete), Bismarque Marcelino (motorista, que “só não passava com um caminhão por onde Deus tivesse dificuldade”) e Ausier Santos (mecânico).

Muitas estórias, muitos personagens, muitas cidades no desenrolar de tramas escondidas entre a ficção e fatos reais de grande importância. Manaoos Aristides, sem seu amigo Edmar Costa, agora terá trabalho em dobro, para fazer esse outro braço da cruz, mas parceiros e amigos para esse projeto não faltarão, pois já se revelou um diretor visionário e paciente, hoje com 70 anos, se comporta como um menino em busca da cena mais emocionante a serem feitas.

Manaoos Aristides, com sua visão televisiva e experiência dramatúrgica, hoje vive com seus personagens rondonienses de onde encontrou o manancial de histórias prontas. As vilas, as cidades seu povo, os fatos, os documentos estão no ar latentes, vibrantes, esperando por alguém que lhes descortine a realidade, o Manaoos Aristides se propõe como fez com a historia da colonização do Paraná. “RONDÔNIA, ESTRELAS, CAMINHOS E DIAMANTES” ou “O OUTRO BRAÇO DA CRUZ”.

Fonte: http://contraponto.jor.br

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