RONDÔNIA É O ESTADO QUE MAIS MATA NO PLANETA POR CONFLITO AGRÁRIO - News Rondônia Em 2015 Rondônia registou o maior número de mortes no campo em comparação com outros estados brasileiros. Foram vinte e um assassinatos. Nos nove meses de 2016, dos 47 homicídios por conflito agrário no país, 16 aconteceram em solo rondoniense.

Porto Velho,

Terça-Feira , 27 de Setembro de 2016 - 14:25 - Colaboradores


 


RONDÔNIA É O ESTADO QUE MAIS MATA NO PLANETA POR CONFLITO AGRÁRIO

Em 2015 Rondônia registou o maior número de mortes no campo em comparação com outros estados brasileiros. Foram vinte e um assassinatos. Nos nove meses de 2016, dos 47 homicídios por conflito agrário no país, 16 aconteceram em solo rondoniense.

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Espalhados pelos municípios os acampamentos de sem terra denunciam a gravidade do problema em Rondônia. Com dados Comissãoda pastoral da terra (CPT) entidade ligada à igreja católica, são aproximadamente trezentos o número deles em do o Estado. Boa parte está localizada em municípios do centro-oeste e sul. Áreas consideradas epicentros dos conflitos.

Em 2015 Rondônia registou o maior número de mortes no campo em comparação com outros estados brasileiros. Foram vinte e um assassinatos. Nos nove meses de 2016, dos 47 homicídios por conflito agrário no país, 16 aconteceram em solo rondoniense.

Os campesinos foram assassinados a tiros no dia 13 de setembro durante uma emboscada nesta estrada de chão, no acampamento 10 de maio, em alto paraíso a 211 quilômetros da capital Porto Velho. Isaque teve a cabeça destroçada pelo disparo. A terra onde eles viviam era desapropriada, destinada à reforma agrária desde 1995. Por diversas vezes este procurador da república conseguiu fazer com que a justiça suspendesse as liminares de reintegração de posse da área. Ainda assim não foi suficiente para evitar a fatalidade.

“Eram duas lideranças locais do acampamento. Duas pessoas pacíficas. Inclusive da última vez que estava para acontecer à reintegração eles falaram: A gente não vai enfrentar a polícia. Se for para ter reintegração à gente vai sair. Nunca estiveram em conflito grave. Eles não são as primeiras mortes. É apenas a mais chocantes”, declara o procurador república (MPF/Ro), Raphael Bevilaqua.

Se nos cemitérios á quantidade de vítimas envolvidas em conflitos agrários só aumenta, nas prisões o número de assassinos ou mandantes dos crimes se quer chega perto destes números. Sem solução muito dos casos caem no esquecimento. Quem continua vivo hoje precisa se esconder para não acabar sendo a próxima vítima dos pistoleiros. “A maioria dos inquéritos se são finalizados, mas os criminosos não são punidos ou não chegam aos culpados. Outra questão: É vista com a própria morosidade do órgão (Incra) na regularização dos assentados das áreas em conflito”, denuncia a coordenadora da Comissão da Pastoral da Terra.

De acordo com o Incra, Rondônia tem 106 áreas localizadas em situação de disputa agrária. No total são 8.759 famílias acampadas, sendo 25% delas classificadas em alto grau de risco de conflitos graves. Na sede do instituto de colonização e reforma agrária, em porto velho há muito tempo que os processos que exigem a regulação de terras mofam em arquivos que tão cedo serão removidos das pastas. Para o procurador da república o Incra ligado ao ministério do desenvolvimento agrário e o governo têm agido conivente para a chacina no campo. “Uma maior omissão ‘quase’ criminosa acontece por conta do Incra. O governo também tem culpa: “ele deveria debelar (reprimir) os conflitos, a começar mudando o foco de sua atuação, principalmente nos adjetivos usados movimentos sociais, ou pessoas que estejam em situação de vulnerabilidade como criminosos”, declara o procurador da República, Raphael Bevilaqua.

Com uma reforma agrária que não atendea todos, Rondônia virou um cenário minado, prestes a explodir a qualquer hora. No campo a tensão é grande. Nos confrontos armadosfazem vítimas e denunciam o despreparo até mesmo da autoridades para lidar com a situação. Em agosto de 1995 o confronto entre policiais em sem terra na fazenda Santa Elina terminou na morte de 12 pessoas. Até crianças foram assassinadas. O caso é conhecido internacionalmente como o massacre de Corumbiara. E a desordem no campo recai sobre os governos no período da colonização. Durante audiência em Brasília o ex-presidente do Incra admitiu o erro cometido pelo instituto no passado e disse que o órgão busca documentar essas terras para destina-las aos trabalhadores rurais que reivindicam as propriedades.

“Todos sabem que isso não é fácil. O que temos feito é rever os programas de regularização, principalmente aqueles onde o próprio Instituto tem culpa”, disse na época o presidente do Incra, Celso Lacerda numa audiência no senado Federal em Brasília.

Mas a regularização fundiária também é uma linha tênue que encontra divergência até mesmo com o órgão que a defende. Em 2012 o MPF elegeu o programa como umas das maiores ameaçam a Amazônia. Em 2015 a floresta perdeu uma área equivalente a 583 mil campos de futebol em cobertura vegetal. Segundo a Organização das Nações Unidas para agricultura e alimentação, Rondônia este ano não ocupará apenas o primeiro lugar em mortes no campo no Brasil, como também vai configurar o ranking mundial.

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Fonte: NewsRondônia

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