Quinta-Feira, 17 de Novembro de 2011 - 07:37 (Colaboradores)

RONDÔNIA ALÉM DA BR-364, por Emerson Barbosa

São Lugares de pessoas simples e hospitaleiras. Na linguagem do matuto: “É bom por de mais da conta”. É Terra de estreito e campos verdejantes, onde a semente é dúvida pela manhã, mas estrela à tarde ao germinar a economia. É lugar de clima ameno e morros altos


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O estado de Rondônia é mesmo merecedor do título de ‘Terra de Bandeirantes’. Pessoas que chegaram aqui atraídas por conta dos famosos ciclos e nunca mais se foram. Constituíram famílias, e com muito trabalho conquistaram seu pedaço de terra. A BR-364 que corta todo o mapa rondoniense antes era o caminho da prosperidade, mas ao logo dos anos outros percursos foram desbravados. É como diz a letra do hino de Rondônia escrita por Joaquim de Araújo Lima e melodia de José de Mello e Silva, “Somos destemidos pioneiros”.

E somos mesmo, a soma de tanta garra do rondoniense é atualmente o sucesso deste estado. 

A BR-364 já não é mais a vedete, apesar de continuar sendo o portão de entrada.

As chamadas (RO) têm participação e acesso, são largas e dão estrutura aos moradores destas localidades. São Felipe D’Oeste nasceu da invasão da fazenda de mesmo nome e fica na (RO-491) via em perfeito estado de trafegabilidade. A rodovia interliga São Felipe á Parecis na RO- 429.

São Lugares de pessoas simples e hospitaleiras. Na linguagem do matuto: “É bom por de mais da conta”. É Terra de estreito e campos verdejantes, onde a semente é dúvida pela manhã, mas estrela à tarde ao germinar a economia. É lugar de clima ameno e morros altos.

Quem disse que uva só nasce em terra fria é porque ainda não conhece a propriedade de seu Atílio Pauleto que produz praticamente toda à uva Niágara que consumida no estado. “Esse sujeito é louco!”, diziam os agricultores já radicados ao saberem da intenção de Renê de plantar uvas às margens da rodovia RO- 010 que liga Rolim a Pimenta Bueno.

A uva é doce e sai do campo direto para o consumidor. O rancho é ponto de parada para quem passa pela região. E olha, vale mesmo à pena. O kg é vendido a R$ 5,00.

Hoje a realidade é bem diferente: solo corrigido e mecanizado, irrigação, tecnologia e a produção de 30 toneladas/ano nos 3 hectares da sua propriedade são insuficientes para abastecer o mercado local.“Estamos produzindo ao máximo e não conseguimos suprir a demanda, nem dá para fornecer para a capital”

Rondônia é mesmo um estado de encantos e formas. De dentro do carro ou do alto as terras que Rondon (Cândido Mariano da Silva Rondon) fez questão de demarcar canto a canto é futuro e presente juntos, alguém aposta o contrário?

Fonte: Emerson Barbosa

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