Quarta-Feira, 18 de Outubro de 2017 - 16:59 (Artigos)

L
LIVRE

ROMPIMENTO - Por Max Diniz Cruzeiro

A fase de rompimento é necessária toda vez que não se aprende mais nada além do catalogado. Quando nada além pode ser acrescentado e o outro não tem mais nada a oferecer que sirva de permuta para a geração de um processo de comunicação.


Imprimir página

O rompimento é tornar cindido o que antes era visto de forma contígua em que o laço é desfeito para que cada parte cuide de suas singularidades. É uma fase necessária de um modelo de um processo de comunicação e relacionamento, onde uma pessoa tem após canalizar uma mensagem deve proceder com o distanciamento do elo gerado pela junção entre dois conectivos.

A fase de rompimento é necessária toda vez que não se aprende mais nada além do catalogado. Quando nada além pode ser acrescentado e o outro não tem mais nada a oferecer que sirva de permuta para a geração de um processo de comunicação.

Se o rompimento não for administrado dentro de um ato de comunicação nestes moldes, quando o indivíduo recorre a mesma estrutura de comunicação, então não irá ocorrer processos de inovação e o ciclo de aprendizado ficará completamente prejudicado.

Esse tipo de rompimento que está sendo apresentado é o que permite uma pessoa se identificar com determinada estrutura de comunicação, e no ato de rompimento se interligar a outra estrutura de que também poderá tirar proveito através de um processo de aprendizagem.

Então é um princípio que o objeto anterior acoplado deve ter diminuído a sua importância para que a introdução de novo objeto para ocupar o lugar de origem na etapa de comunicação para que um novo laço possa ser gestado dentro do processo de comunicabilidade.

Essa troca que se exerce é necessária para o desenvolvimento pessoal, como também para o desenvolvimento coletivo, se não tivesse uma forma de romper o laço anterior de uma relação as pessoas ficariam presas umas às outras dentro de poucas reativas reações aos pares.

O rompimento afetivo ou amoroso também pode ser visualizado dentre destes mesmos parâmetros e modelos.

Quando uma relação se esgota todas as tratativas de comunicação é sinal que alguma coisa que movia a sentimentalidade do casal foi perdida no decorrer desta relação.

O rompimento é o estágio em que os pares partem para receberem novas impressões e se encontrarem com o novo para que os seus espectros e objetos de vida possam continuar a prosperar diante de suas reais necessidades.

O substituto candidato a fazer papel do elo rompido deve ter um tempo de latência para o fortalecimento do novo processo de adesão no par relacional, a fim de que a importância do elemento substituto possa superar o efeito de elevação do novo elemento, como sendo essencial e necessário para a rede de comunicação, enquanto o elemento velho é mantido armazenado e arquivado como uma estrutura do passado que deva ser indexável  e ignorada no presente, para o efeito de buscar das informações incorporadas pela lembrança quando requisitadas.

O rompimento desfaz o laço com o presente, mas o laço persiste no passado como um registro mnêmico, e afrouxa a relação de existência deste laço com o futuro do indivíduo, uma vez que ele se apresenta cindido e não mais visualizado como algo contínuo e com influência.

Quando alguma coisa se rompe o que preenche em seu lugar é uma identificação que se torna independente do laço inicial. Pressupõe-se uma necessidade de interligar as informações que foram obtidas no decorrer do laço no relacionamento.

Porém este preenchimento consigo mesmo é um processo provisório, que logo outro laço abastece a imaginação para fazer fluir novamente o pensamento em torno de uma conjuntura que permita o intercâmbio de novas informações. Num processo contínuo de aprendizagem.

O apego ao ato de comunicação, a corporeidade e ao contato direto faz com que as pessoas fiquem temerosas quando a questão é um rompimento.

Porque o apego gera uma dependência em que o indivíduo só consegue se ver sinalizando uma constante absorção, por pressupor que a característica que está sendo acoplada irá fazer um gerenciamento benéfico de sua consciência.

Em que algumas trocas são possíveis no decorrer deste processo para se continuar capturando informações que se crê serem essenciais para o desenvolvimento pessoal ou coletivo.

Porém quando a pessoa é capaz de vencer o medo e descobre que se pode construir também através do rompimento então o processo de descobertas se tornam uma constante e o indivíduo consegue se desenvolver continuamente acoplando e desacoplando por meio do rompimento em outros atos de comunicação e entes relacionais.

Então pode se pensar o rompimento como sendo um novo começo, e não um final em si de um processo extinto. É uma etapa que se permite construir um novo tipo de edificação para um ato de comunicação em que deve ser observado e avaliado em toda a sua extensão.

A vida em grupo exige que os processos de comunicação sejam gerenciados temporariamente, de forma que um indivíduo possa ampliar o seu potencial de interação com outros indivíduos, e sem o rompimento isto não seria possível ou viável em uma sociedade com milhões de habitantes.

Enquanto se é vivo um indivíduo está produzindo informações e capturando, de forma que novas informações somente têm condições de serem percebidas se o indivíduo foi capaz de desacoplar através do rompimento com o elo anterior para que ele possa refletir sobre o na

Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro/NewsRondonia

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias