Segunda-Feira, 24 de Outubro de 2016 - 08:48 (Colaboradores)

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RISCO DE VIDA EM CRIANÇAS PEQUENAS - Por Max Diniz

Quanto menor a criança maior a propensão a acidentes domésticos, por isto os pais devem estar sempre atentos aos movimentos dos pequeninos.


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Quanto menor a criança maior a propensão a acidentes domésticos, por isto os pais devem estar sempre atentos aos movimentos dos pequeninos. O interessante é que o processo de desenvolvimento do laço familiar faz com que a criança se vincule com os pais, mais precisamente com a mãe e quase sempre este fenômeno faz com que a criança venha a manifestar o interesse de chamar sua atenção como forma de lazer e diversão.

Porém a criança está com sua capacidade intelectiva em desenvolvimento, e ainda não se apropriou muitas vezes de conceitos que a fazem discernir um agrado ou repreensão por parte dos pais.

Tudo passa a configurar uma grande brincadeira que gera uma ocupação familiar em que a criança se diverte, se zanga ou aborta o conceito quando os fatores de atratividade passarem a migrar para outros objetos e objetivos de entretenimento.

O mundo é nesta fase, geralmente quando a criança atinge um ano de idade, uma grande incógnita. Então a criança está sempre atenta para captar as transformações que estão ocorrendo sobre o ambiente.

Ela nesta altura já possui uma boa bagagem de experimentação das brincadeiras que foi desenvolvida a partir dos pais e parentes, desenvolvida quase sempre numa relação de incentivos e inibições de estímulos que desencadeiam um processo afetivo de dar e receber.

Portanto muito comum que a criança sinta atração pelos objetos que estão dispostos no ambiente onde ela está acostumada a interagir. E sua capacidade de observar os movimentos dos adultos logo ela descobre a brincadeira de introduzir sobre a tomada objetos que fazem conexão com eletroeletrônicos.

Porém muitos pais se esquecem que o princípio da repreensão, muitas vezes pode ser percebido pela criança como um jogo de dar e receber, em que a criança se vê cada vez mais motivada a levar a mão em direção da tomada para fazer com que os pais correspondam em termos de afetação em que é esperado uma elevação do tom de voz, como quem diz para a criança: EU O DESAFIO A COLOCAR O DEDO NA TOMADA.

E a criança visando corresponder a suposta brincadeira que ela não é capaz de perceber como uma advertência começa a se sentir cada vez mais atraída em direção deste perigoso espaço dentro do lar.

Então os pais preocupados pela atração da criança em introduzir o dedo na tomada, começam a vedar as saídas por onde se conduz eletricidade. A criança nesta fase de vida já está acostumada a roer coisas e também a arranhar para tirar pedaços dos alimentos, então ela se esforça para obter contato com aquele material cuja atenção dos pais é percebida toda vez que ela se aproximada.

As vezes uma repreensão mais dolorosa por parte dos pais faz com que a criança entre em surto, em que o choro farto pela angústia de não satisfação dos pais faz com que a criança se sinta desamparada, mas este movimento não é suficiente para conduzir a criança dentro de um modelo de entendimento que a faça perceber que a manipulação daquele conteúdo pode ser maléfica para sua vida.

Portanto há que se pensar em uma alternativa que retire o vínculo e consequente atração da criança pela tomada ou objetos cortantes, perfurantes, ou que o seu contato possa provocar males para os pequeninos.

E sob esta ótica há que se perceber que durante o processo de desenvolvimento infantil muitos objetos que estão presentes no ambiente são muito importantes para os pequeninos, e toda vez que são realçados como uma estrutura de ativação da consciência a criança desperta um pronto interesse por perseguir o seu mimo dentro de sua história de carinho.

São estes objetos transacionais, como ursinho, patinho, bico, frauda, móbiles, coberta, brinquedos, são essenciais para serem aproximados neste momento de tensão para que a criança esqueça a atração que sente pelo objeto que pode ser prejudicial a sua saúde, e venha a se ligar em uma brincadeira lúdica de dar e receber com seus pais por intermédio do objeto transacional.

Portanto compreender este processo é fundamental para que a criança busque o laço familiar com coisas que realmente têm importância acumulativa para elas nesta fase de vida.

E a não incorporação do conhecimento, através da estrutura de aproximação do perigo é fundamental para que a criança passe a procurar pela atenção dos pais em elementos que são fortes na identificação da construção destes laços de família em que o histórico de vida da criança irá sinalizar cada vez mais uma aproximação para com os pais, até que a fase de consciência seja necessária efetuar a explicação como uma instrução de perigo em que a criança entenda.

Este esforço dos pais de corresponder ao desejo e as necessidades dos seus filhos é de vital importância a fim de que a criança tenha a segurança ideal para que o seu desenvolvimento seja pleno e livre de afetações que possam vir a comprometer o seu desenvolvimento nos anos seguintes.

Pais e mães não podem se condicionar a um processo de descoberta de suas funções sem que haja um amparo construído da sociedade, toda vez que o conhecimento for incipiente deve recorrer a livros, ao conhecimento dos pais mais experientes, ao aconselhamento médico e psicológico a fim de que a construção de seu lar esteja voltada para um ambiente que forneça um abrigo seguro, responsável e tranquilo para os pequeninos.

Quando a criança é amparada pelos pais em que ela se sente segura dentro de um ambiente que corresponda as suas expectativas a correspondência satisfatória de sua experimentação conduz ao desenvolvimento de um ser humano pleno de suas faculdades mentais, que sabe orientar o seu desenvolvimento para o exercício pleno e consciente de suas vontades e capaz de se envolver sociavelmente com segurança para si e para toda a sociedade.

Fonte: max diniz cruzeiro

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