Quinta-Feira, 26 de Junho de 2014 - 19:54 (Colaboradores)

RETENÇÃO DE RECURSOS DO ESTADO E DA UNIÃO AMEAÇA SUFOCAR CIDADES DA FRONTEIRA BI-NACIONAL

A população fala em esperar uma definição do Palácio Presidente Vargas, sede do polêmico “Governo da Cooperação”, centrado que é na base dos programas do PMDB subscrito pelo Vice-Presidente Michel Temer e as presidências do Congresso.


Imprimir página

Guajará-Mirim/AMAZÔNIA BRASILEIRA - A brava gente desta parte do Brasil começa, agora, a contar, em definitivo, os prejuízos e o acertos do pós-cheia dos rios da região com uma certa dose de ironia e saudosismo dos anos em que a economia local era considerada a segunda maior deste Estado.

A população fala em esperar uma definição do Palácio Presidente Vargas, sede do polêmico “Governo da Cooperação”, centrado que é na base dos programas do PMDB subscrito pelo Vice-Presidente Michel Temer e as presidências do Congresso.

- O quadro vivenciado pelos nacionais é assustador, afirmam políticos e empresários.

O NOVO ELDORADO NÃO ACONTECEU - O sonho do deslanche econômico-social da Pérola do Mamoré, embalado muitas vezes por imigrantes libaneses e os nacionais, continua não sendo realizado pelos mandatários, revela uma alta fonte da seção local da Secretaria Regional do Governo.

Nos anos 1910-12, “a história era bem outra”, recorda a mesma fonte.

O Estado do Amazonas foi o principal beneficiado com a arrecadação advinda dos tributos relativos e similares do fabrico da borracha para Manaus, Belém e depois a Europa e Estados Unidos.

O antigo Território Federal tomou novo encorpamento com o advento da Primeira Grande Guerra [1915-19]. Nesse período, surgia nas florestas em pé a figura dos primeiros Arigós na base territorial dos rios Jacy-Paraná e Madeira. Na inicial dos anos 1935-39, ‘começa pra valer o ciclo da borracha nesta parte da Amazônia Brasileira’.

Chegada ao fim a Segunda Grande Guerra [1939-45], com a capitulação dos nazistas liderados pelo austríaco Adolph Hitler, ainda em território francês e soviético, a economia de Guajará e região, ainda assim, dera um grande salto rumo à estabilidade com a “industrialização” do látex a partir dos anos 70.

MONTADOS SOBRE O OURO BRANCO - Foi um ciclo de mudanças, já dizia em 2006, Inácio Louzada Ernandez, 73 [brasiguaio que migrou ao Departamento BENI, Bolívia], ao se reportar sobre o período que exauriu seringais e acelerou a inclusão de pequenos investidores do ramo verejista e atacadista, dentre os quais contemporâneos de Wilson Rodrigues Barbosa, este com negócios nos três lados da fronteira do Brasil [Guajará-Mirim/Nova Mamoré], Bolívia [Guayaramerín] e Peru [Cobija-Acre].

NOVO SUFOCO FINANCEIRO - A brava gente guajaramirinse, apesar da falta de definição do mandatário Confúcio em liberar o dinheiro das emendas, sobretudo de opositores a seu governo, “resiste ao tempo de sua própria história”.

- Nem mesmo com apoio dos trabalhadores que ajudaram a erguer a cidade dando suor, o sangue e o maior dos ciclos econômicos [Borracha] da hoje Rondônia, o progresso tem dado às caras por aqui, diz Louzada.

A união dos povos que aqui vivem e moram é o ponto fundamental para que as mudanças aconteçam, acreditam os moradores do isolado distrito do IATA – que se dar ao luxo de ter um suposto Núcleo de Extensão da UNIR [Universidade Federal de Rondônia], mas que só desperdiçou dinheiro público.

Porém, analistas mais à esquerda admitem, contudo, que “a motivação para o [des] progresso desta mesorregião rondoniense à falta de definição dos governos em liberar projetos estratégicos [essenciais] aprovados há décadas, inclusive no atual governo e não executados”.

ROSÁRIO DE PROMESSAS - Com a situação à beira do caos, Guajará enfrenta uma das piore crises de sua história e sua gente não suporta mais esperar pela definição das promessas feitas pelo atual governador na campanha de 2010, quando assumiu compromissos ousados, entre os quais, o da ponte bi-nacional, fortalecimento da Área de Livre Comércio [ALC], incentivo ao agronegócio, iniciais à industrialização, apoio quadrienal ao festival folclórico e fomento pleno às cadeias sociais e econômicas.

Contados os prejuízos causados pela enchente histórica deste período, ‘não só Guajará-Mirim, mas Nova Mamoré e distritos similares, “não teria como pagar contas ou mesmo manter o nível de atendimento mínimo estabelecido pela Defesa Civil Nacional aos desabrigados rurais e urbanos”, prevêem as mesmas fontes.

Fontes dos grupos políticos entre opositores [fora do Governo desde 2011] e situacionistas [2011-14], disseram a este site que, “a cota do endividamento dos municípios atingidos pela enchente e pelos impactos deixados pelas usinas é a mais alta desde a crise o petróleo nos anos 70”.

O GRANDE SALTO - Para que este município [Guajará] saia do prejuízo, não só por causa da cheia dos rios, “seria necessário, na inicial, de 20 a 30 milhões de reais dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional, com auxílio direto ainda do Projeto Calha Norte que não tem liberado quase nada no atual exercício fiscal”.

COM MENOS PODER DE FOGO - Também com arrecadação escassa, o município de Nova Mamoré pode não ter liberado recursos previstos no orçamento do Estado às emendas parlamentares até o final do mandato do atual Governo. Sem elas [emendas] e parte das cotas do ICMS e dos novos convênios, “a prefeitura não teria como pagar as contas e as folhas até a eleição”, afirmam fontes da Câmara de Vereadores.

Por serem administrados por prefeitos opositores, Guajará-Mirim e Nova Mamoré, parte dos vereadores e assessores destes dois municípios já admite, contudo, que, “a retranca nos repasses atribuídos ao Governo da Cooperação, em litígio aberto com o deputado Hermínio Coelho, há muito viria ameaçando sufocá-los financeiramente” como uma maneira de pressionar políticos e partidos Não-Aliados a uma possível submissão”, uma suposta ação do Núcleo Duro do Governo, o temido NDG.

De acordo com parte da mídia local, “as Câmaras e as Prefeituras das duas cidades deixam a desejar nos itens Projetos Estratégicos de Desenvolvimento Vertical, ou seja, elaborariam projetos fora da sistematização dos programas de Aceleração do Crescimento [PAC 1 e 2]”.

O maior desafio das duas mais importantes cidades da fronteira Brasil/Bolívia, na opinião de antigas lideranças “é quanto a definição de quem o povo irá eleger e/ou reeleger este ano”.

A maioria ouvida por este site, disse que iria desistir da reeleição de políticos carreiristas já conhecidos e submeteria seus critérios às propostas trazidas pelos novos, que nunca ocuparam o inquilinato do Palácio Presidente Vargas, da Assembléia e do Congresso Nacional’.

Fonte: XICO NERY -NewsRondônia

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias