Terça-Feira, 04 de Julho de 2017 - 20:34 (Meio Ambiente e Ecologia)

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REFLORESTAMENTO COM PINUS E EUCALIPTO É TEMA DE DIA DE CAMPO EM VILHENA

O evento será efetivado na Fazenda Londrina, a 42 quilômetros do centro de Vilhena, no sentido Pimenta Bueno.


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A implantação de políticas públicas pelo governo estadual, em favor do reflorestamento, poderá transformar Rondônia no maior produtor da região Norte de floresta plantada até o ano de 2020. Pinus e eucalipto são temas prioritários do Dia de Campo, que será realizado no dia 7 de julho, em Vilhena.

O evento será efetivado na Fazenda Londrina, a 42 quilômetros do centro de Vilhena, no sentido Pimenta Bueno. A entrada é franca aos produtores da agricultura familiar, estudantes e demais interessados em conhecer técnicas, benefícios e lucratividade do plantio de floresta.

A proposta do governo de Rondônia neste primeiro momento é incentivar o reflorestamento, especialmente em locais degradados e de solo pobre, como é o caso da região compreendida entre Vilhena e Pimenta Bueno, uma área de um milhão de hectares. De acordo com a fertilidade do solo nas demais regiões do estado, haverá incentivos para o plantio de outras espécies, como a teca, paricá e o mogno asiático, que também são florestas consideradas lucrativas.

“No trecho de Vilhena até Pimenta Bueno, o solo é propício ao bom desenvolvimento do eucalipto e do pinus, madeiras de alta rentabilidade a longo prazo”, explicou o coordenador estadual de Floresta Plantada, o engenheiro florestal Edgar Menezes Cardoso, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), órgão organizador do evento em Vilhena.

POLÍTICAS PÚBLICAS

Para incentivar e alavancar o reflorestamento, o governo estadual está em fase de conclusão de um diagnóstico minucioso sobre o potencial do segmento. Na análise, a Sedam deverá apresentar fatores que viabilizam o negócio, principalmente para o pequeno produtor.

“No diagnóstico vamos apresentar várias viabilidades econômicas do plantio levando em consideração o acesso às linhas de créditos, bem como, as taxas de juros e a carência para o produtor começar a pagar o financiamento”, informou o coordenador da Sedam. Atualmente os juros nos bancos oficiais estão em torno de 5,6% ao ano e a carência é de quatro anos.

O eucalipto começa a ser comercializado no quarto ano após o plantio. “No primeiro desbaste, que corresponde a 30% da lavoura, a madeira já tem valor comercial garantido”, pontuou Edgar Cardoso, acrescentando que está em fase de instalação em Vilhena a primeira serraria voltada a trabalhar exclusivamente com pinus e eucalipto.

Edgar Cardoso assinala, ainda, que do eucalipto até a casca da madeira tem aproveitamento. “Este material poderá ser triturado e/ou decomposto naturalmente servindo de adubação para a própria floresta ou utilizado em outras culturas”.

Fonte: assessoria

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