Segunda-Feira, 12 de Setembro de 2016 - 09:22 (Colaboradores)

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QUESTÃO ÉTICA - Por Max Diniz Cruzeiro

Quando tinha 16 anos comprei um jogo da Atari e a fita dava pane seguidamente após o uso.


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Lembrança: Quando tinha 16 anos comprei um jogo da Atari e a fita dava pane seguidamente após o uso. Então pedi ajuda para um amigo que me convenceu em abrir o dispositivo para passar uma solda, a fim de evitar o constrangimento do fabricante e o retorno do material para o fabricante, mas ao efetuar o procedimento a fita voltou a funcionar novamente parando o funcionamento definitivamente. Então não tendo como recorrer fui até a venda e solicitei substituição, depois de 3 fitas diferentes o material ficou sem uso até que o aparelho foi abandonado e recolhido pelo depósito de lixo. Detalhe o consumidor era humilde e tinha dificuldades financeiras para arcar com os custos de transporte para trocar o material o que o levou a recorrer ao amigo para assim evitar o deslocamento que resultaria na ampliação dos gastos desnecessários. A violação da fita gerou raciocínios subversivos de que a vítima, pelo material estar danificado, transferiu a capacidade de reparação e culpa, onde  a responsabilidade passou a recair sobre o consumidor em vez de estar ancorada no sentido do vendedor e o fabricante. A transferência da culpa por ter ajudado o consumidor recaiu através de alguns pensamentos para o amigo que incentivou a abertura do lacre da ficha. O vendedor se ressentiu quando encaminhou o produto para o fabricante e recebeu a informação de que o produto estava violado (Fato observado quando o consumidor se encontrou meses depois com o vendedor que cobrou esclarecimentos apenas através da expressão de repúdio pelo olhar bravio).

De quem é a culpa em relação a atitude do consumidor: do amigo, do consumidor, do vendedor ou do fabricante?

Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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