Quinta-Feira, 02 de Novembro de 2017 - 08:39 (Colaboradores)

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QUAL SERÁ A PRÓXIMA AÇÃO PARA IMPEDIR AS OBRAS DO HEURO?

PERGUNTINHA:Você está torcendo para que 2017 passe correndo ou fica tomado pelo suor do medo, só de pensar o que o 2018 pode trazer para a vida de todos nós, brasileiros?


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De onde virá a próxima tentativa para impedir que o Hospital de Urgência e Emergência de Porto Velho, o Heuro, seja, enfim construído? Sim, porque até parece que há um complô, uma engendração do destino e do que Jânio Quadros chamava de “forças ocultas”, para que o novo Hospital, projetado e prometido por Confúcio Moura há tanto tempo, nunca saia do papel. Primeiro, quando o hospital era orçado em 48 milhões de reais, o Tribunal de Contas do Estado apontou “indícios” de superfaturamento. Dois anos depois da obra parada, além de não ser comprovada qualquer irregularidade (algum dia alguém provará que houve ilegalidade na concorrência e faturamento excessivo?), o preço da obra saltou para 76 milhões de reais. A quem se deve responsabilizar por esse absurdo, pelo aumento de  28 milhões de reais? Quem vai devolver, ao contribuinte rondoniense, todo esse dinheiro a mais que terá que ser gasto para se fazer a mesma obra, aquela com “indícios de superfaturamento”? Todos sabemos a resposta. Depois, apareceu um vereador indo à Justiça, para que a obra do Heuro não andasse, porque não teriam sido seguidos os ritos de “audiências públicas”, aquelas que não servem para nada, a não ser encantar burocratas. Isso também foi corrigido. A penúltima foi a falta de alvará da Prefeitura de Porto Velho, que emitiu agora o documento de Licença de Obra para que o Estado, finalmente, possa começar a construir o novo Hospital. Haverá ainda questiúnculas, certamente, como um tal de estudo de impacto de trânsito. Será considerado que o Heuro terá 250 vagas para veículos, enquanto o João Paulo II, por exemplo, tem apenas sete? Se o bom senso e a preocupação real com a população prevalecerem, claro que esse obstáculo será ignorado. Mas estamos em Porto Velho, em Rondônia, onde a meta parece ser não deixar as coisas acontecerem.

Quem acha que é exagero o que se está comentando, que pegue o exemplo do Espaço Alternativo. Ou da Rodoviária, que nunca sai do papel.  Ou dos viadutos, que levaram anos para recém começarem se tornar realidade. Ou da iluminação da BR 364. Ou da iluminação da ponte sobre o rio Madeira, no bairro da Balsa. Ou das melhorias na praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. E as obras de água e esgoto, de mais de 700 milhões de reais, paradas por uma suspeita de irregularidade jamais confirmada? Dá para se escrever uma pequena enciclopédia de tudo o que Porto Velho não recebeu, em função disso tudo. Espera-se, enfim, que a partir de agora, se pense realmente no que um Hospital de Pronto Socorro, novo e com mais de 250 leitos poderá significar não para os egos pessoais de alguns, mas para toda a coletividade. Que volte a valer o espírito de comunidade e que se quebrem os espelhos onde os egos são ampliados e inflamados. Só isso já resolve metade dos problemas... 

ARES INTERNACIONAIS

Por falar em Confúcio Moura, ele gostou de ir ao exterior falar sobre questões ambientais, sobre projetos de sustentabilidade e sobre a produção sustentável do Estado, em plena Amazônia. Depois de participar de uma conferência mundial na Indonésia, em setembro, vai novamente falar perante plateia de vários países, sobre o nosso crescimento e as questões da região da maior floresta do mundo. O Governador vai comandar uma delegação que, junto com outros representantes dos Estados da região norte, vão falar sobre temas ambientais e de desenvolvimento sustentável, que tanto interessam ao mundo.  O secretário de meio ambiente do Estado, coronel Vilson Sales, que acompanhará Confúcio na viagem, informa que “Rondônia logicamente vai mostrar uma imagem positiva do que temos realizado. Vamos apresentar muitos dados sobre nossos produtos sustentáveis, como a soja, café, cacau, madeira e vários tipos de minérios”. O secretário de comunicação do governo, Domingues Junior, acrescenta ainda uma frase que sintetiza a intenção da comitiva rondoniense: “vamos mostrar a verdadeira Amazônia, para uma Europa que pensa que nos conhece”. 

NEGÓCIOS NA CHINA

Não é só Confúcio. O prefeito Hildon Chaves também põe o pé na estrada (ops!  Nos ares...) e viaja ao exterior, exatamente para a China, nesta sexta. Junto com ele vão a primeira dama, dona Ieda; o presidente da Federação das Indústrias, a Fiero  e também presidente da Agência Municipal de Desenvolvimento,  o empresário Marcelo Thomé; o superintendente da Fiero, Gilberto Batista e o diretor do Sebrae, Samuel Silva de Almeida. O Prefeito lidera o grupo que, a convite dos chineses, que pagaram todas as passagens, vai participar da Feira China/América Latina/Caribe, que ocorrerá na Província de Guandong, entre 9 e 11 deste mês, ou seja, de quarta a sábado da semana que vem. Como material promocional, a Prefeitura de Porto Velho vai apresentar vídeos, mostrando as principais atividades econômicas, ações de crescimento sustentável e projetos e realizações na área de turismo, principalmente em termos de pesca. Hildon fica fora do país até depois do dia 14. Até lá, quem comanda a Prefeitura é o vice, Edgar Tonial, o Edgar do Boi.

MÚLTIPLAS ETNIAS

Você sabia que Rondônia é uma terra de migrantes de todos os recantos do país. Mas sabia também que há, nesse Estado abençoado, milhares e milhares de imigrantes, gente que veio de uma centena de países e que aqui fincou raízes? Muitos deles se tornaram pequenos e médios empresários, alguns poucos grandes, atuando em vários setores. Além de algumas dezenas de famílias de bolivianos, que atravessam a fronteira e só voltam à sua terra para visitar, porque fixaram suas vidas deste lado da fronteira, temos, por exemplo, numa pesquisa feita entre empreendedores, 25 cidadãos japoneses; 28 chineses (eles estão chegando!); 76 portugueses; nove afegãos; nove cubanos; 20 norte americanos; 40 peruanos; 22 argentinos; 14 franceses e por aí vai. Temos ainda britânicos, chilenos, colombianos, cubanos, dinamarqueses, canadenses, uruguaios er venezuelanos. Também estão representados em Rondônia países pouco conhecidos, como por exemplo do Principado Catalão de Andorra, na Espanha. Mas temos também sírios, judeus, salvadorenhos, sul-africanos, suíços, paraguaios. É provavelmente uma das maiores amálgamas de raças de todo o país. E vem muito mais gente, ainda...  

DOCUMENTOS AOS  RICOS

A regularização fundiária em Porto Velho não está chegando só às áreas mais pobres da zona leste, por exemplo. O pessoal da grana, da classe média alta e mais rica, começa também a ser beneficiada com o programa. Os estudos para que os moradores dos bairros centrais, formando o que se chama de Figura A (Arigolândia, Panair, Pedrinhas, Olaria, Triângulo, entre outros), já estão em andamento. As equipes da Semur, secretaria comandada pela competente Márcia Luna, já estão nas ruas, cadastrando os moradores dos bairros. Começou pelo Panair. A partir do dia 10 próximo, o trabalho se estende à Arigolândia e assim será sucessivamente, até que tudo seja formalizado, para que os moradores recebem o título de propriedade da área. O problema da Figura A se estende por mais de um século. Só agora, uma negociação entre a União e a Prefeitura da Capital, que envolveu muitas lideranças políticas, enfim resolveu o embroglio. Já em relação às regiões consideradas mais pobres da Capital, o programa de regularização da Prefeitura continua também com toda a força. 

DERROTA DOS TAXISTAS

O projeto que pretendia o controle do Estado sobre os serviços de transporte prestados através de aplicativos, foi, no final, uma vitória dos que defendem o Uber, o 99, o Cafiby e outros assemelhados. Os taxistas acabaram não conseguindo a vitória que queriam. Detalhes fundamentais do projeto original (placa vermelha para quem não é táxi; obrigatoriedade do motorista ser o dono do veículo e controle do serviço pelas Prefeituras), não foram aprovados. Taxistas de Rondônia e de todo o Estado estão extremamente preocupados, porque têm perdido cada vez mais espaço aos concorrentes, embora continuem sendo obrigados a pagar pesados impostos e a ter cumprir várias obrigações e  responsabilidades perante as secretarias de trânsito das Prefeituras, coisa que seus novos concorrentes não precisam se preocupar. É uma concorrência desleal. Aos taxistas resta agora brigar contra as leis municipais, que os trata com dureza e arranca deles tudo o que podem, em termos de tributos e taxas,  enquanto os donos de carros de aplicativos não têm responsabilidades nem semelhantes. Ou, que larguem seus táxis e vão trabalhar como Uber, como muitos já estão fazendo. Por que, do jeito que as coisas estão, a maioria dos taxistas não sobreviverá no mercado. 

GALINHAS AMARELADAS

Não se pode dizer que o golpismo não é uma especialidade brasileira. Tudo parece ter um pouco de corrupção; de levar vantagem; de ludibriar para ganhar uns trocos a mais. Muitas vezes os golpistas são os mesmos que vão estão nas redes sociais criticando que o país é corrupto e que toda a culpa é dos políticos. Claro que a classe política tem muita culpa, mas não em tudo. Exemplos é o que não faltam, para serem citados. Um dos últimos veio de Boa Vista, capital de Roraima. Ali, um grupo de feirantes vende galinha caipira falsa. Isso mesmo! Eles compram um tipo de tinta e de corantes, para pintar as galinhas comuns de amarelo e vendê-las como se fosse frango caipira, que custa bem mais caro. Dá para acreditar numa coisa dessas? Feirantes, gente geralmente vitimas em tudo, aplicando um golpe contra a saúde pública, para ganhar alguns reais a mais. É criativo, mas é criminoso. Todos os que foram flagrados, perderam suas concessões na feira da cidade. Bem feito! 

PERGUNTINHA

Você está torcendo para que 2017 passe correndo ou fica tomado pelo suor do medo, só de pensar o que o 2018 pode trazer para a vida de todos nós, brasileiros?

 

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Fonte: Sergio Pires/newsrondonia

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