Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017 - 15:06 (Pecuaria)

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PROJETO VAI REDUZIR INTERVALO ENTRE PARTOS EM REBANHO LEITEIRO EM PRIMAVERA DE RONDÔNIA

O Projeto de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) é uma técnica que utiliza medicamentos em dias pré-determinados a fim de promover a sincronização da ovulação das fêmeas bovinas.


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Uma parceria entre a Emater-RO e a Prefeitura de Primavera de Rondônia está viabilizando a inseminação artificial em tempo fixo. A atividade deverá aumentar o número de vacas prenhas do rebanho leiteiro local e melhorar geneticamente o plantel existente. A expectativa é que com a redução de um mês na média de intervalo entre partos (IEP), haja um acréscimo de 5 a 6% na produção leiteira e no nascimento de bezerros.

Com a introdução do IATF no município, o número de vacas prenhas do rebanho deve aumentar e melhorar geneticamente o plantel.

O Projeto de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) é uma técnica que utiliza medicamentos em dias pré-determinados a fim de promover a sincronização da ovulação das fêmeas bovinas. Com a sincronização dos animais não é preciso ficar observando o cio para inseminá-las, diminuindo assim, a mão-de-obra na propriedade e otimizando o tempo do produtor rural que poderá se dedicar a outras atividades.

A inseminação artificial tradicional já traz vantagens, econômica e de qualidade, para o produtor rural, pois permite um maior controle zootécnico e o melhoramento genético com a possibilidade de seleção dos sêmens utilizados. Com o uso do IATF, além não precisar mais ficar observando o cio, o risco de falhas de observação diminui, possibilitando maior acerto nas contracepções, contribuindo no aumento da lucratividade dentro da propriedade.

Segundo informações da Emater-RO local, o município de Primavera de Rondônia possui um grande potencial na produção leiteira. A região conta com um grande número de pequenas propriedades que tem como principal atividade a pecuária de leite, além de contar dois laticínios em atividades que pretendem beneficiar o leite produzido na região.

A escolha de Primavera de Rondônia para iniciar o fortalecer o rebanho leiteiro com a introdução da IATF deve-se, primeiramente, à localização do município. Apesar de estar na região centro sul do estado, distante da capital, o município possui localização estratégica e privilegiada: está perto de grandes centros regionais, o que facilita o escoamento da produção.

A proposta da parceria entre Emater-RO e Prefeitura é, inicialmente, selecionar 30 pequenos produtores rurais com perfil na produção leiteira. Desses 30, serão selecionadas 10 vacas de cada produtor para implantação do projeto IATF, promovendo a sincronização de ciclos entre esses animais.

Ao conseguir que as vacas do rebanho emprenhem mais rapidamente, A Média de intervalo entre partos deverá será menor. Calcula-se que, num rebanho leiteiro, uma redução de um mês na média de IEP produza um acréscimo de 5 a 6% na produção de leite e no número de bezerros nascidos.

Com a introdução do IATF no município, o número de vacas prenhas do rebanho deve aumentar e melhorar geneticamente o plantel. Outro benefício possível é a concentração de partos na época de entressafra leiteira, período esse em que o valor do litro do leite está em alta.

Expectativa de acréscimo de 5 a 6% na produção leiteira e no nascimento de bezerros.

Para conseguir executar o projeto Emater-RO e Prefeitura dividiram tarefas. Caberá à prefeitura custear os protocolos de IATF, as doses de sêmens a serem utilizadas e o material para inseminação. A Emater-RO terá a responsabilizado do acompanhamento de um médico veterinário para assessoramento e orientação sobre o acasalamento correto das vacas de cada produtor. A botija para transporte do sêmen e o nitrogênio líquido para conservá-lo caberá ao produtor rural, além do custeio dos exames de brucelose e tuberculose das vacas destinadas ao processo e qualquer aditivo que demande a fim de obter os resultados desejados.

A princípio a proposta prevê a implantação de um total de 300 animais implantados a um custo de R$ 43.040,00. O alto valor inicial deve-se à aquisição dos equipamentos para o processo de inseminação, mas, com a sequência do projeto este custo poderá ser diluído, já que esses equipamentos têm capacidade de utilização por vários anos.

Fonte: 010 - SECOM - GOV/RO

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