Sexta-Feira, 23 de Maio de 2014 - 09:26 (Colaboradores)

PORTO VELHO HÁ DÉCADAS CONTINUA SEM SANEAMENTO BÁSICO E INFRA-ESTRUTURA PARA GANHAR VISIBILIDADE

Nesse leque negativo de suposto crescimento a partir do advento da construção das usinas, embora não seja preciso considerar esta Capital como a pior de todas, ‘recebeu milhões de compensações e dinheiro a rodo do Governo Dilma no governo de Roberto Sobrinho’.


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Porto Velho/RONDÔNIA – Ainda falta muito para que a cidade de Porto Velho saia do ranking das piores capitais brasileiras. O índice das melhores e piores do Brasil é medido, desde a ditadura militar de 64, pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE] e órgãos privados similares.

Sobre, a Capital rondoniense amarga também índices considerados inaceitáveis quanto à alta de políticas estratégicas voltadas para o saneamento básico, segurança, saúde, educação e cidadania, diz o gráfico e publicitário Henrique Ferraz, a 30 anos nesta parte da Amazônia.

CIDADE VIROU TÁBUA DE PIRULITO - Entre as mazelas mais visíveis da cidade, ‘continuamos como uma das capitais menos bem colocada em ranking que vai do saneamento a baixa avaliação do processo de crescimento e expansão das cidades brasileiras, afirmam fontes de instituto de pesquisa local.

- A questão é para onde, pra quê e para quem foi o dinheiro, diz a acadêmica do Serviço Social, Francisca da Silva, 52 anos.

A rigor, o município de Porto Velho é considerado por seus moradores, e com o coro fortíssimo dos turistas e visitantes, respectivamente, como ‘uma cidade de buracos incontáveis, tudo dentro de crateras mal comparadas a Lua’.

Em um rápido giro pelas vias da cidade, é possível se deparar com valas imensas, além de buracos menores em um turbilhão de furinhos no asfalto e nas estradas de chão. Isso ocorre, sobretudo, na área central e principais ligações do centro com as zonas Sul, Norte e Centro Leste.

Lista os buracos, redes de escoamento pluvial não construída e a ausência das secretarias de Obras, de Serviços Básicos, bem como da de Planejamento que não faz a revisão do Plano Diretor de 2011-14, ‘é um assunto recorrente desde as gestões passadas’, denuncia uma fonte do Conselho da Cidade que pediu anonimato.  

Contudo, apesar dos milhões injetados pelo Governo Federal na prefeitura e na CAERD [Companhia de Águas e Esgoto de Rondônia], Porto Velho, até 2013, apenas 34,77% da população de 435 mil, contaria com água tratada. 

- Os financiamentos nessa área foram feitos sempre fora da receita própria gerada no município, apesar da arrecadação estimada de 32 milhões, em média, atesta outra fonte anônima do Conselho das Cidades com assento na SEMPLA [Secretaria Municipal de Planejamento].

A geografia de Porto Velho, para consultores independentes ligados à Força Sindical, nesta Capital, ‘não é tão complexa, como sempre dizem gestores da prefeitura e do Palácio Presidente Vargas’.

TRABALHADORES ABREM O BICO - Segundo o presidente da entidade, Francisco de Assis, ‘o nosso processo de crescimento sempre tem ocorrido sem um planejamento adequado’, acarretando conseqüências drásticas ao meio ambiente urbano’.

Ele disse ainda que, ‘o poder público rondoniense sempre ignorou a potencialidade dos efeitos nocivos que a água não tratada, esgotos não construídos e a falta de um aterro sanitário, podem causar ao bem-estar físico, mental ou social da nossa população’.

E aponta os buracos, valas e crateras espalhadas pela malha viária urbana e da periferia da Capital Porto Velho, ‘como o pior retrato de uma Capital relegada ao abandono proposital pelo poder público e mal gestores de plantão’, arrematou o sindicalista.

XICO NERY é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos

Fonte: XICO NERY

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