Domingo, 02 de Outubro de 2016 - 09:08 (Colaboradores)

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PORTO VELHO: A CIDADE ONDE O MUNDO SE ENCONTROU

Da união dos povos as novas ramificações genealógicas. Se comparado desde a época do descobrimento o sangue português domina, mas também do ‘reino de castela’, com os espanhóis.Com a epopeia trazida pela Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) o mundo habita nesta terra.


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Com 102 anos completados hoje Porto Velho no norte brasileiro é uma das cidades que mais cresce e se desenvolve. Mas também é uma capital que retrata o cenário da falta de administração pública. De governantes que pouco se importaram com o seu bem principal que é o povo portovelhense.

Nascida de uma obra ousada que foi a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré continua um cenário de ciclos, agora com a construção das usinas do rio madeira.

Em plena Floresta Amazônica está Porto Velho, á terceira maior capital do Norte brasileiro. É a única sede de estado a fazer fronteira com um país, no caso a Bolívia. Por trás da arquitetura moderna de hoje ainda estão os traços do passado.

Das glorias com a construção da Estrada de Ferro. O berço próspero de onde tudo começou. É um município rico em fauna e flora. O cenário amazônico foi eleito pelo pastor evangélico do maranhão.

Da união dos povos as novas ramificações genealógicas. Se comparado desde a época do descobrimento o sangue português domina, mas também do ‘reino de castela’, com os espanhóis.Com a epopeia trazida pela Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) o mundo habita nesta terra. Povos que chegaram aqui em busca de encontrar o tão famoso tesouro do eldorado.

“Porto Velho assim como as cidades em geral é formada por muitas pessoas de culturas diferentes. E o processo histórico de formação da cidade trás uma questão especifica. A questão que ela é formada por migrantes que vem chegam aqui com a sua bagagem cultural para somar”, declarao sociólogo, Rafael Ademir.

De extensão territorial Porto Velho está no topo. É a maior capital brasileira. Conta com uma área de 34.090,926 km².  É tão grande que países como Bélgica e Israel simplesmente caberiam aqui dentro facilmente. É uma terra desbravada pelas bandeiras dos sertanistas. Em 1939 o português raposo Tavares navegou na companhia de 1 mil homens pelas águas do rio madeira com destino ao Pará. A intenção era expandir as fronteiras brasileiras frente aos domínios espanhóis. E de desbravadores vive essa terra.


foto: gente de opinião

No século XX ‘um mundo de homens’ sucumbiram suas vidas para abraçar uma causa. Construir em meio à floresta amazônica aquilo que foi considerado uma das maiores loucuras daquele período, que foi erguer no meio do nada uma ferrovia ligando porto velho à cidade de Guajará-mirim. Mas a resistência trouxe diversas mortes.

Dizem aproximadamente oito mil á de mil no total. E escondida sobre uma cortina verde e agora marrom por conta das queimadas ateadas no local do cemitério da Candelária, os desbravadoresainda tentam se manter presentes. Difícil saber pelo mato que toma conta é até quanto tempo. O local está abandonado. Por meio da lei 757, do dia 02 de outubro de 1914 foi assinado pelo governador do amazonas,Jonatas pedrosa a criação do município. Mas a instalação só aconteceria dois meses depois, em janeiro de 1915. “Acabando isso aqui acaba a cultura, a história e acaba também o passado de Porto Velho”, lamenta, o artesão Carlos Machado ao presenciar a cena de esquecimento dos desbravadores.

Do chão a cidade edificou-se em apenas uma década. Com as usinas de santo Antônio e Jirau bilhões de reais aterrissaram por aqui. Mas não houve planejamento por parte dos munícipes que focasse no desenvolvimento da cidade, que apesar do crescimento ainda precisa resolver um dos seus principais gargalos, presentear a população com qualidade de vida.

Em bairros da zona leste e da zona sul as regiões mais populosas da capital existem ruas onde o esgoto das casas ‘passeia’ a céu aberto diante dos olhos da própria população. São nestes bolsões que estão jogados fora o dinheiro público. Obras inacabadas, divididas entre a prefeitura e o governo do estado.

O brasileiro precisar participar do processo eleitoral da sua cidade, não somente no dia da eleição. É preciso participar de grupos de reunião do seu bairro, da sua igreja da sua comunidade que fazem com que os políticos possam atender as demandas e anseios da população”, comenta o desembargador Walter Waltenberg.

O Brasil acompanha um cenário de escândalo que vem abalando os poderes constituintes. Nas ruas o povo exige a prisão de políticos pegos na lava jato da polícia federal. De norte a sul a voz dos brasileiros ecoa por justiça. Na balança ás eleições de 2016 chega para colocar políticos nas mãos de quem tem o poder do voto para mudar, exigir e mandar.

Fonte: NewsRondônia

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