Quinta-Feira, 03 de Maio de 2018 - 17:56 (Economia)

L
LIVRE

PORTABILIDADE NO FINANCIAMENTO DA CASA PRÓPRIA PODE REPRESENTAR QUEDA NA TAXA DE JUROS

Com o anúncio da Caixa Econômica Federal da redução de até 1,25 ponto porcentual das taxas de juros de crédito imobiliário, pode ser uma boa alternativa negociar.


Imprimir página

Muita gente não sabe, mas mesmo depois de firmado contrato de financiamento habitacional com um banco é possível transferir a dívida para outra instituição financeira, desde que o pedido seja feito pelo comprador. Mas quando isso se torna viável? Essa é questão a se discutir.

Com o anúncio da Caixa Econômica Federal da redução de até 1,25 ponto porcentual das taxas de juros de crédito imobiliário, pode ser uma boa alternativa negociar. “Com a queda dos juros, surge para o mutuário a oportunidade de mudar de instituição financeira e buscar uma taxa mais atraente”, conta o Diretor executivo do escritório de representação da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) em Rondônia, José Carlos Lino Costa.

Arcar com os custos da eventual mudança e não olhar apenas para as taxas pode resultar em uma economia que ultrapassa os R$ 60 mil. “Vale lembrar que parte da parcela paga refere-se a juros que são pagos à instituição. Logo, se há possibilidade de obter uma nova taxa mais atraente, obviamente haverá uma prestação mais baixa e mais acessível”, completa José Carlos Lino Costa.

Para se ter uma ideia da economia que pode ser feita, o diretor da ABMH explica como é realizado o cálculo dos juros. “Quando falamos em portabilidade do financiamento, devemos observar, principalmente, taxa de juros, e a razão disso é bem simples: basta multiplicá-la pelo tempo de contrato para saber o que isso vai representar de lucro para a instituição financeira durante o período de vigência do contrato.”

De acordo com José Carlos Lino Costa, não existe disposição em lei que imponha um limite máximo de juros a serem cobrados pelas instituições para financiamentos habitacionais, por isso é que se tem uma taxa flutuante que varia de banco para banco. “Também pesa nesse quesito o perfil do mutuário e os pontos (score) que ele possui com a instituição financeira. Logo atrás vêm os seguros, que, em alguns casos, pode representar um percentual bom na parcela e a taxa de administração.”

Portanto, aos mutuários que não se sentem satisfeitos com a taxa de juros que pagam este é o momento de buscar novos ares. “O mercado está favorável a esta pesquisa e uma melhor condição poderá ser apresentada dependendo do contrato que foi fechado anteriormente”, finaliza o diretor da ABMH.

Fonte: 015 - Assessoria

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias