POR QUE OS MÉDICOS CUBANOS ASSUSTAM OS COLEGAS BRASILEIROS? - News Rondônia Na outra ponta da linha, achamos a brasileira Ana Maria, 40, eleita deputada estadual em Rondônia liderando caravanas de nacionais para serem atendidos no Hospital General de Guayaramerín.

Porto Velho,

Segunda-Feira , 27 de Maio de 2013 - 07:34 - Colaboradores


 

POR QUE OS MÉDICOS CUBANOS ASSUSTAM OS COLEGAS BRASILEIROS?

Na outra ponta da linha, achamos a brasileira Ana Maria, 40, eleita deputada estadual em Rondônia liderando caravanas de nacionais para serem atendidos no Hospital General de Guayaramerín.

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Guayaramerín, Amazônia Boliviana [Pando] – ‘Não existe a melhor medicina do mundo’, foi o que afirmou à Agência Amazônia, em 2009, a médica cubana Yasmin Bermudes, coordenadora da equipe que dirigia na vizinha Bolívia, país onde milhares de brasileiros são atendidos na ausência de cuidados no Brasil.

Ela, à época, se referia aos cordões de nacionais com problemas visuais, auditivos, auditivos, dermatológicos, paralisia, ortopédicos, neurológicos aos vitimizados pela Síndrome de Down. Segundo a visão da cubana – que já não se encontra mais nesta Província – ‘os países tem seus bons profissionais médicos e meu país, tem os seus’.

Na outra ponta da linha, achamos a brasileira Ana Maria, 40, eleita deputada estadual em Rondônia liderando caravanas de nacionais para serem atendidos no Hospital General de Guayaramerín. A maioria com problemas de catarata, estomacais, ortopédicos e sintomas avançados de viroses gripais e alérgicas.

ATUALIDADE – Por que os médicos cubanos assustam os colegas brasileiros? A pergunta é geral e não encontra respostas, facilmente naqueles que exercem a medicina pública e ao mesmo à privada. No país, os números de brasileiros que desistiram do SUS [Sistema Único de Saúde] assustam nas filas em frente ao hospital local.

Para o publicitário e gráfico brasileiro, Henrique Ferraz, ex-eleitor tucano [ele diz que votou em José Serra], ‘a resposta é uma só’. Trata-se, única e exclusivamente, ‘que médicos de nosso país ainda relutam reconhecer os valores da medicina cubana na Sudamerica e no mundo’.

Outro profissional da mídia nacional, jornalista Montezuma Cruz, disse em artigos publicados em Rondônia indaga: ‘onde ficou o Juramento de Hipócrates feito pelos senhores médicos brasileiros?’. Ele se refere ao jargão de que, ‘salvo honrosas exceções, médicos formados no Brasil trabalham onde querem’.

E alfinetou: Noventa e nove por cento ignoram carências amazônicas, confundem Rondônia com Roraima, Boa Vista com Porto Velho e Manaus com Belém. Na opinião geral ‘demonstra total desconhecimento das carências em saúde do país’, atesta Ferraz. De outro modo, ‘e os que sabem não se sentem estimulados a trabalhar na região, no entanto, os sábios Conselhos que os amparam fazem vistas grossas’.

Para quem viveu a voracidade dos anos de chumbo protagonizado pelo golpe militar no Brasil, é inaceitável as condições imposta pelo CFM [Conselho Federal de Medicina], supostamente em conluio com os Planos de Saúde que representam até 90% do sistema privado no país.

Segundo disse Montezuma, ‘por acaso alguém já ouviu ou viu campanhas incentivando os recém-formados no Brasil a trabalhar temporariamente em municípios carentes na Amazônia ou no Nordeste, repetindo a saga do Projeto Rondon?’. Talvez, a contratação por programas do Ministério da Saúde tenha suprido parte do enorme vazio de médicos na Amazônia Brasileira’.

Mas por pouco tempo, ele disse.

XENOFOBIA É GENOCIDA – O corporativismo de entidades de classe no Brasil é um assunto recorrente e não ocorre apenas com profissionais médicos. A polêmica aberta pelo CFM [Conselho Federal de Medicina] com a vinda de médicos cubanos para trabalharem em áreas absolutamente carentes do Brasil, ‘não é de hoje que a entidade reage de forma radical’. A medida representa não só um pavor aos cubanos, mas a portugueses e a outros profissionais sob suspeição de não admitirem o Revalida’, denunciam brasileiros anônimos.

Logo após o 11º Encontro Nacional de Entidades Médicas, o documento Carta Aos Brasileiros dizia que ‘os médicos brasileiros entram em estado de alerta permanente em defesa da saúde da população. Menos na Amazônia, lembra Montezuma Cruz.

No documento, ‘os médicos exige a regulamentação, em caráter de urgência, da Emenda Constitucional nº 29, que estabelece a fixação de ações em saúde, a destinação obrigatória de recursos por parte da União Federal, Estados e municípios e, principalmente, quais gastos podem ser efetivamente considerados investimentos no setor’.

Na avaliação geral, a EC 29 é ainda descumprida, no mínimo, por 18 estados e em mais de 2 mil municípios brasileiros. Na Carta, se lê que, ‘os médicos, em sua maioria, moradores em estados do Sul e do Sudeste, postulam a ampliação da residência médica, adequando as vagas existentes às necessidades sociais e técnicas, preservando-se a autonomia da comissão nacional que regulamenta o setor’.

Noventa e nove por cento ignoram as carências amazônicas.

Os médicos brasileiros se recusam a irem à Amazônia, essa é a verdade. Preferem o Sul e o Sudeste para trabalharem, atestam estudos independentes para denunciar que o projeto do ex-senador comunista, Roberto Freire [exc-PCB, PPS e agora no...] foi esquecido nas gavetas do Congresso, além de bombardeado pelo CFM e setores públicos. O projeto obriga que o médico formado passe, pelo menos, um ano trabalhando em município carente, porque io corporativismo não permitiu a aprovação de projetos semelhantes. Formados no exterior, então’.

POLÍLÍTICA BARATA – Não é a primeira vez que o CFM reage com radicalismo à vinda de médicos cubanos à Amazônia Brasileira. Líderes médicos e formandos de centros públicos e privados juntam-se em massa para denunciar acordos internacionais, sobretudo com Cuba. A resistência não seria outra, senão o ‘pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos do modelo adotado na ilha’, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde’.

AUSTERIDADE É PRECISO – Lideres da extrema direita da elite médica brasileira não aceitam nem mesmo a vigência do acordo firmado para celeridade do intercâmbio celebrado com o aval dos princípios da ONU entre países aliados. Afirmam que, ‘o Revalida é preciso’, mas, sobretudo não votariam com o projeto do ex-Senador Roberto Freire [hoje deputado federal por São Paulo] que os obriga, depois de formados, pelo menos, um ano em área de absoluta carência.

- O que estão impondo é uma humilhação ao povo carente e não devemos tolerar isso’, denuncia o publicitário Henrique Ferraz, que se diz indignado com a reação feroz e voraz da elite médica brasileira com a prestação de serviços médicos humanitários cubanos a regiões de absoluta carência e pobreza do país onde nunca aceitarão trabalhar longe dos grandes centros do Sul e do Sudeste. Segundo disse, ‘em troca, a própria ONU, apesar de ser um símbolo para a paz e fomento à erradicação das doenças, da fome, da miséria, da paz e amor entre as nações amigas, bem que poderia entrar no caso. Além da OMS [Organização Mundial de Saúde].

DIREITO DO CIDADÃO – Médicos e estudantes se reúnem em todo o país. A maioria é de centros privados e das Universidades Federais, estas em quase estado falimentar por falta, há anos, de infra-estrutura em medicina e tecnologia. Sobre a resistência do CFM, especialistas ouvidos por este site, afirmam que ‘a suposta xenofobia praticada pela elite médica brasileira é constrangedora’.

Rondônia e Acre são os estados que mais recebem, indiretamente, a ajuda de médicos cubanos sediados nas Províncias de Guayaramerín e Cobija, nos Departamento [Estados] Pando e Beni. Lá, as filas para atendimento de brasileiros, mas parecem filas do SUS [Sistema Único de Saúde]. A confiança da população beneficiada, disseram, pode ser maior do que a dos sábios conselhos que relutam a obrigar seus filiados a irem para a Amazônia e a áreas de absoluta carência em serviços de saúde, já que enxergam apenas o legalismo e ausentes do cumprimento da ‘Carta Aos Brasileiros’, tirada no 11º Encontro Nacional das Entidades Médicas.

Xico Nery é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos

Fonte: Xico Nery-News Rondônia

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