Sabado, 26 de Maio de 2018 - 09:26 (Colaboradores)

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POR DENTRO DA PARALISAÇÃO - O BRASIL PASSA A CONHECER A CATEGORIA MAIS PODEROSA DO MUNDO: OS CAMINHONEIROS!

Tudo que você usa e consome, passa por baixo da lona de um caminhão!


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A greve dos caminhoneiros é legítima. O movimento não é fruto apenas do combustível a preço absurdo ou dos pedágios extorsivos. A bronca é resultante, na verdade, da crise econômica que só não afeta ladrão, especulador e banqueiro. A falta de fretes, com a redução da atividade produtiva, impacta diretamente o bolso do caminhoneiro, principalmente aquele autônomo que arca com todos os gastos. Por isso, a mobilização via redes sociais conseguiu “organizar” uma paralisação. Resultado: "Insatisfeitos, quando se unem, comprovam que têm poder."

É uma greve sem violência. Tirando o desespero de quem enfrentou longas filas em postos de combustível, a paralisação gerou desabastecimento de produtos. Perecíveis podem estragar. Os correios pararam. Mesmo caso de linhas de produção sem peças que não chegaram. Várias cidades encaram falta de transportes. Os reflexos negativos (desabastecimento e carestia) começaram a ser sentidos a partir de sexta-feira e se estende ao longo da semana que vem.

 

Refém do movimento, o governo Michel Temer fez na quinta feira, varais promessas: 30 dias sem reajuste na bomba, 30% do transporte da Conab para cooperativas de caminhoneiros; liberação da cobrança do terceiro eixo suspenso nos pedágios de todo o País para caminhões sem carga; prometendo que a política de aumento/revisão de preços não será mais diária (no mínimo, quinzenal); e confirmando a redução inicial de 10% do preço do diesel pela Petrobrás.

O governo terá de repassar R$ 4,9 bilhões à Petrobrás para arcar com o custo da redução no preço do diesel. A Petrobrás tomou tombo na cotação em baixa de suas ações? Motivo de comemoração para os fundos que vão adquiri-la, brevemente, bem baratinha... Teremos desabastecimento e aumento de preços de produtos básicos? Sem problema... O consumidor para a conta...

No final das contas, como de costume, quem pagará a conta somos nós... Novidade é que a Secretaria Nacional de Segurança vai investigar se o movimento dos caminhoneiros também não foi uma “greve de patrões” (tecnicamente chamada de locaute)... Sendo ou não, o movimento foi o sinal claro de que o Brasil “anda parado”... Mas vêm aí as festas juninas e julinas, além da Copa do Mundo e a eleição fraudável... Se não faltar cachaça e cerveja, tudo segue na costumeira anormalidade...

"Pode até parecer... Porém, o Brasil ainda não está próximo de uma virada radical... Os militares seguem observando, atentamente..."

Fonte: 015 - Carlos Caldeira / News Rondonia

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