Quinta-Feira, 12 de Outubro de 2017 - 12:38 (Colaboradores)

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POLÍTICA & MURUPI: POBRES BANQUEIROS BRASILEIROS - POR LEO LADEIA

Apesar de alta para o mundo estará baixa para os níveis brasileiros. Foi-se o tempo em que bancos financiavam gastos do governo, com a garantia de recebimento com os juros na lua.


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1-Penas alternativas I

Com 563526 encarcerados e 147937 em prisão domiciliar o Brasil tem o terceiro maior número de presos do mundo. Segundo o CNJ há um déficit de 373.991 vagas em prisões e se computarmos o número de mandados de prisão em abertoo totaliria para 1.089 milhão de presos.

E o que pode fazer um juiz? Fechar os olhos e mandar mais presos para o xadrez; ordenar a soltura ou aplicar penas alternativas? Não é simples e os juízes percorrem estes caminhos todos os dias, mas aquilo que o povo detesta é quando uma pena alternativa deve cumprida por um político.

2-Penas alternativas II

O que fazer com oscondenados da Lava Jato? Ou com os condenados não pela justiça, mas pela opinião pública, quando ainda na fase de investigaçãoforam expostos na mídia? Como não há no CPC as penas bizarras como morte, desterro, prisão perpétua, etc., o povo continuará vendo as necessárias, legais e lógicas penas alternativas, como leniência, inclusive do STF. Pontos como impunidade, falência do sistema prisional e descaso com a rés pública são basilares num debate que se impõe quando se observa esta sede do povo pelo linchamento moral e físico. Há algo aí... 

3-Pobres banqueiros brasileiros

Os seus bancos brasileiros vão encarar uma turbulência forte em função da queda nos juros já em 2018 que acena para taxa real de 2,6% ao ano. Apesar de alta para o mundo estará baixa para os níveis brasileiros. Foi-se o tempo em que bancos financiavam gastos do governo, com a garantia de recebimento com os juros na lua.

A agência Moody’s reavaliou de “estável” para “negativo” o futuro dos bancos no Brasil e os banqueiros ricos vão querer ajuda tirando dinheiro do povo e aqui a porca torce o rabo pois oconto do vigário do Proer começa a ser preparado. É como se o agiota fosse tomar dinheiro emprestado do pai de família que vive encalacrado porque deve ao agiota.

4-Ibama na berlinda

O fortíssimo setor ruralista do Congresso pediu a cabeça de Suely Araújo, presidente do Ibama desde junho de 2016 e ligada ao “marimbondo de fogo”, senador José de Ribamar Sir Ney”. Suely está no Ibama por azar da sorte. Temer carecia de nomes femininos e bingo! Suely foi um achado. Os ruralistas reclamam que Suely atrapalha seus negócios. De minha parte se a Suely resolver o caso da licença para a BR-319 ela pode ficar até que o Ibama acabe ou seja reestruturado.

5-Guerra é guerra

Por 39 votos a 8 o Senado Federal aprovou o projeto que põe a Justiça Militar como responsável por julgamento de crimes de militares contra civis quando em missões de GLO - Garantia da Lei e da Ordem como ocorre agora na Favela da Rocinha no Rio de Janeiro com as Forças Armadas em missão contraquadrilhasdo tráfico de drogas. Também estão incluídas situações em que o militar esteja cumprindo tarefas ordenadas pelo presidente da República ou ministro da Defesa e ações que envolvam a segurança de instituição ou missão militar. Será que o caminho é este?

6-Quarta do peixe

É pouco provável que o tema “As 1001 Noites de Aécio” vire enredo de escola do Rio de Janeiro, mas no STF a bateria arrasa e o samba segue mais atravessado que boca de bagre.

Ninguém se engane não é Aécio o relevante. A luta que se trava envolve conceitos de imunidade e impunidade ou se querem, a luta é sobre a tendência brasileira de se prender peixinhos e soltar os peixões, inovação do ministro Barroso para o pensamento popular e escrachado do Zé de Nana que do alto da sua vida anárquica e irresponsável diz: “no Brasil só é preso preto, pobre e prostituta”.

leoladeia@hotmail.com
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Fonte: Leo Ladeia/NewsRondônia

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