Quarta-Feira, 04 de Julho de 2018 - 15:39 (Colaboradores)

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POLÍTICA & MURUPI: LAVA JATO NA ÁREA

É a Operação Ressonância, desdobramento da Fatura Exposta, braço da Lava Jato que mira os contratos celebrados pelo Estado do Rio de Janeiro e o Instituto de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad.


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FRASE DO DIA:

“O Brasil não é o país do resultado. É o país da regra.” – Geraldo Alckmin, inconformado talvez com o “excesso de juridiciação”. 

1-O Congresso ainda respira I

Depois da longa inércia, o Congresso Nacional dá sinais de vida e já respira sem aparelhos. Da Câmara dos Deputados saiu o reclamo contra o STF.

Se der certo o STF só poderá suspender a eficácia de leis com o voto do pleno. É o começo do fim do voto monocrático liminar. Curioso é que se o Congresso aprovar tal lei, o STF pode suspendê-la e creiam, de forma monocrática. 

2-O Congresso ainda respira II

Se numa coisa há um acordar da letargia, na outra idem. A Câmara e o Senado são siameses e agora é a vez do Senado. Pressionado, o presidente Eunício Oliveira mostrou os dentes para as operadoras de planos de saúde. Assinado por quase 50% dos senadores, o requerimento para criar a CPI da ANS-Agência Nacional de Saúde foi entregue há 20 dias.

A ANS autorizou aumento de 10% nas mensalidades dos planos, retroagindo a maio, quadruplicando a inflação desde o último aumento e em paralelo criou as franquias. A briga é boa e deve ocorrer já.

3-Lava jato na área

Vida de um juiz de primeira instância deve ser sofrida. A semente não vinga, põe adubo, rega e replanta... Solto por Gilmar Mendes no ano passado, Miguel Iskin tem nova prisão preventiva. É a Operação Ressonância, desdobramento da Fatura Exposta, braço da Lava Jato que mira os contratos celebrados pelo Estado do Rio de Janeiro e o Instituto de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad.

Jamil que foi preso em abril do ano passado, ficou em recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, em dezembro por força de HC. Além de Iskin, Bretas determinou a preventiva de mais 12 pessoas, a temporária de 9, busca e apreensão em 44 endereços e o bloqueio de bens dos investigados no valor de R$ 1,2 bilhão. Bretas fez um verdadeiro strike.

4-A fatura chegou I

A greve dos caminhoneiros que paralisou o país em maio fez a indústria brasileira ir a 2003, diz o IBGE. A produção industrial teve queda de 10,9% no mês em relação a abril, quando havia subido 0,8% e mostra o pior resultado desde dezembro de 2008 na crise internacional, quando a atividade econômica mundial fez a produção recuar 11,2%. A produção esteve em maio em patamar equivalente a 15 anos atrás e 23,8% abaixo do pico de produção, em maio de 2011. Recuperar tal perda requer tempo, dinheiro e política de governo, tudo que não existe agora.

5-A fatura chegou II

A greve pôs a economia do país de pernas para cima desarticulando o sensível processo de produção seja na indústria de ponta, agronegócio, na indústria pesada de máquinas e serviços, vez que o ramo paralisado é o da logística interna que afetou todos os outros modais.

Pagarão todos. Patrão, dona de casa, empregado, desempregado, exportador, importador, pobre, rico, o morador de rua e por incrível que pareça, o caminhoneiro. A pior parte do tsunami é quando ele passa.

leoladeia@hotmail.com

Fonte: Leo Ladeia/NewsRondônia

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