Quarta-Feira, 18 de Julho de 2018 - 10:34 (Colaboradores)

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POLÍTICA & MURUPI: CRIME (MUITO BEM) ORGANIZADO

A bandidagem no Brasil ultrapassou limites e se infiltrou no poder. Calma: não falo da bandidagem de políticos pegos com a mão na massa, mas de quem assalta, rouba, estupra e vive na sombra exclusivamente do rendimento de crimes e delitos.


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FRASE DO DIA:

“(...) Brasil, o mais antigo país do futuro em todo o mundo”. – Jornalista Josias de Souza

1-Regras

Em nota a empresa UBER por seus representantes não nominados, critica a regulamentação da Prefeitura para sua atuação. Em alguns itens como “Burocracia extremamente excessiva”, “Cobrança de taxas desproporcionais” ou “Definição errada sobre as plataformas de tecnologia de mobilidade urbana” assentam-se a irresignação da empresa.

Entendo, mas o caminho é seguir a lei, que é para todos. Autorizar serviços públicos é função do poder municipal. Dura lex sed lex!

2-MDB em chamas

Não foi por falta de aviso. O ex-governador Confúcio, acuado e irritado havia usado o blog para um recado direto à cúpula do MDB: “Acho que este negócio, de puxar o tapete, é pura besteira, pode vir o efeito dinamite, o medo e a dinamite não se combinam. Porque a campanha ainda virá, depois do dia 16 de agosto”.

Hoje, após os áudios, Confúcio voltou ao estilo matreiro: “A minha chapa é para Governador deputado Maurão de Carvalho, para Senadores Valdir Raupp e Confúcio Moura - a Chapa da União.” Cá p’ra nós, o estrago está feito. Será que ainda tem como remendar?

3-Crime (muito bem) organizado

A bandidagem no Brasil ultrapassou limites e se infiltrou no poder. Calma: não falo da bandidagem de políticos pegos com a mão na massa, mas de quem assalta, rouba, estupra e vive na sombra exclusivamente do rendimento de crimes e delitos. A PF saiu à caça do grupo que clona números de telefone para usar em golpes via Whatsapp.

São vítimas os ministros Padilha, Marun e Osmar Terra. Nesta “terra brasilis” onde o “grampo” é praticado por pseudo-autoridades endinheiradas que têm seu próprio serviço de escuta, o tal “Guardião”, tudo é possível e tudo é permitido. É a treva!

4-Cartório fechado

Fui empregado, patrão e independente do lado, sempre crítico ferrenho da Justiça do Trabalho, o monumental cartório gestado na década de 30 e parido em 1941. De lá para cá o cartório que até prestou relevantes serviços cresceu, engordou, ficou caríssimo e não se modernizou. Na escala de aparelhamento do estado está no topo. O fim da Justiça do Trabalho defendido por muitos, ganhou novo alento após a reforma trabalhista que reduziu de forma drástica a indústria das indenizações. Semana que vem, dia 26, no Rio de Janeiro, começa o debate “Justiça do Trabalho e Justiça Federal Juntas” Por mim, passa a régua fecha conta. Mas antes, desce mais uma. É para brindar.

5-Cartórios abertos

Com o fim da Justiça do Trabalho e da contribuição obrigatória aos sindicatos vamos ver os outros cartórios. Não nego a relevância do sistema “S”, braço patronal do trabalho e das instituições como Sesi, Sesc e Senai que captam da folha de pagamentos em torno de R$ 17 bilhões ano. Mas a que custo? Com um orçamento destes largar o osso nem pensar. E vamos combinar: o compromisso com a prestação do serviço como devolução do valor arrecadado pode estar longe do almejado. A guerra se repete nas eleições de cada federação, confederação, sindicato, etc. O osso é gordo!

.leoladeia@hotmail.com

Fonte: Leo Ladeia/NewsRondônia

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