Sexta-Feira, 05 de Agosto de 2016 - 10:18 (Colaboradores)

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POKÉMON GO GERA PREOCUPAÇÕES ENTRE PAIS E AGENTES DE SEGURANÇA

Pokémon Go tem como objetivo capturar criaturas, utilizando um mapa que mistura o mundo real com o virtual.


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O JOGO - Pokémon Go chega ao Brasil, no entanto todo cuidado é pouco, para que momentos de prazer não se tornem momentos de dor. Após muito tempo de espera, e com a expetativa causada pelo lançamento do jogo em outros países, o Pokémon Go ganhou diversos adeptos no Brasil em poucas horas.

O Pokémon Go é inspirado no desenho animado de mesmo nome, gerou ansiedade de fãs, com espera de mais de um mês entre o lançamento internacional e o definitivo acionamento dos servidores brasileiros. O aplicativo populariza de vez a chamada realidade aumentada.

Assim, ao apontar o telefone para os locais que realmente existem, aparecem na tela, sobrepostos à imagem do cenário, os personagens do jogo – que só existem nesse ambiente virtual. A graça, no caso, está em colecionar os bichos. O jogo funciona em tablets e smartphones que rodam os sistemas iOS e Android.

Como qualquer jogo ou tecnologia, e é preciso tomar cuidado para que pessoas mal-intencionadas não o engane ou até aconteçam acidentes.

Nos países em que foi lançado, tem sido relatado diversos acidentes dia após dia e tem causado muita dor de cabeça para os usuários e para as autoridades policiais.

Recentemente três adolescentes estavam jogando Pokémon Go, em um parque em Londres, quando de repente foram assaltados à mão armada e forçados a entregar os seus celulares aos ladrões.

No início de julho um australiano viciado no jogo, foi demitido de seu serviço porque ficou revoltado quando teve que ser transferido para Cingapura pela empresa em que trabalhava, ele queria jogar Pokémon Go, mais no país em que foi transferido o jogo ainda não estava ativo.

A polícia, usou a cartilha para dar duas dicas importantes aos pais. A primeira pede aos pais que falem com seus filhos sobre as pessoas estranhas que possam aparecer quando eles estiverem jogando e pede que os pais imponham limites de até onde os filhos podem ir.

São sete dicas importantes, onde pede que os jogadores usem bom senso no momento que estiverem jogando e que estejam em alerta e atentos ao seu redor.

segunda e terceira dica, é para que os jogadores prestem atenção aos locais onde estão indo, e que não dirija ou ande de bicicleta enquanto esteja usando o aplicativo Pokémon Go. "Você não pode fazer duas coisas de maneira segura ao mesmo tempo", diz a cartilha.

Já a quarta dica, pede que os jogadores não entrem em áreas de propriedade privada ou qualquer área que normalmente não iria se não estivesse jogando.

quinta e sexta dica, alerta aos jogadores que pessoas mal-intencionados podem usar a sua localização para te atrair a PokéStops e armar emboscadas, por isso o ideal é sempre levar um amigo quando estiver jogando.

Já na sétima dica, alerta aos menores de idade que peçam aos pais se podem sair de casa e que os comunique imediatamente se algo anormal acontecer.

Dicas para os pais dos jovens que jogam Pokemón Go

Um dos conselhos mais dados pelas mães na vida real é também necessário neste jogo que mistura o real com o virtual. A brincadeira tem pontos especiais chamados “PokéStops” – em que se adquire bônus e itens especiais do game – e ginásios Pokémon, em que há batalha dos monstrinhos. Nestes locais, há acúmulo de pessoas mexendo em seus celulares. “Os criminosos podem se aproveitar disso para roubar as vítimas. Por isto, caso não possa supervisionar a criança, sempre a oriente a sair em grupos de amigos”, sugere Nelson Barbosa, engenheiro de segurança da Norton.

Este é um cuidado que deve ser tomado por todos que decidem se divertir com o jogo. No Brasil e em outros países, diversos casos de assaltos, atropelamentos e quedas já foram noticiados.

Com as crianças o perigo é maior, pois elas tendem a se distrair com uma diversão mais facilmente. Peça para seu filho não jogar enquanto estiver atravessando a rua e sempre ficar atento ao redor.

Como com qualquer uso de tecnologia, as crianças devem ter um tempo estipulado para jogar. Neste tempo, os pais podem até acompanhá-lo dando uma volta pelo bairro para capturar os monstrinhos.

Outro limite que deve haver é o de lugar. É importante orientar a criança, caso ela tenha permissão para sair sozinha, até onde ela pode ir. Se tiver muito distraída com o jogo, ela pode acabar se perdendo e não saber voltar para a casa.

Como você provavelmente não vai poder estar com seu filho em todos os momentos que ele estiver jogando, uma alternativa é instalar aplicativos de rastreamento de localização. Existem diversas opções nas lojas de aplicativos de sistema Android ou iOS.

O “Lure” é um artifício do Pokémon Go que serve para atrair os monstrinhos a lugares específicos. Quando um jogador utiliza o item, os usuários próximos conseguem ver e se aproveitar deste recurso, indo até o local para capturar mais Pokémons. Através deste recurso é possível que criminosos o usem para atrair as vítimas a um local. Oriente seus filhos sobre este perigo e defina um local seguro para que eles possam brincar tranquilamente.

Além de perigo para a criança, o joguinho popular pode causar danos a sua conta bancária. Como diversos jogos, o Pokémon Go oferece compras dentro do aplicativo e é necessário que os pais supervisionem isso. Nos celulares com sistema iOS existe um recurso chamado “Pedir para Comprar”, que irá alertar sempre que alguém da família tentar comprar ou baixar algo e lhe pedirá permissão. Já para dispositivos Android, há a opção de autenticação para compras dentro dos aplicativos. Para seu controle, mantenha sempre estas opções ativadas.

No Brasil - Com o lançamento do Pokémon Go no Brasil, que permite a caça dos personagens através da tela do celular, a Polícia Militar de Minas Gerais, por meio da página PMMG Mirim, no Facebook, fez um alerta para os jogadores que se arriscam nas ruas. Em outros países, onde o aplicativo já foi lançado, foram registradas ocorrências de roubos de celulares e atropelamentos na caça aos personagens. Com isso, a PMMG já orientou os comandantes do batalhões a providenciar segurança para os locais onde as pessoas caçam Pokémon.

Fonte: José Carlos Paim

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