Terça-Feira, 21 de Maio de 2013 - 10:43 (Colaboradores)

PF CAÇA E PRENDE POLÍTICOS E SERVIDORES LADRÕES NA FRONTEIRA DE GUAJARÁ E BOLÍVIA

Era o inicio de toda uma história de enriquecimento de políticos ligados ao grupo dominante do Parlamento Mirim da principal fronteira bi-nacional, atesta um dos repórteres ameaçado por Dr. Célio, vereadores e empresários que financiaram por duas três vezes as campanhas do vereador, só agora preso pela Polícia Federal.


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Nova Mamoré, Rondônia – Na Operação 8666, da Polícia Federal, nesta segunda-feira [20], foram presos 19 acusados de envolvimento em desvio de dinheiro público por meio de fraudes em licitações nesta cidade da BR$ 425, de Guajará-Mirim [fronteira bi-nacional] e na Capital Porto Velho.

As prisões, as buscas e apreensões foram determinadas pela Justiça Federal e levou à prisão o ex-prefeito Atalíbio Pegorine e o ex-presidente da Câmara de Guajará-Mirim, o ex-protético e vereador reeleito Dr. Célio Targino de Melo, do PP [Partido Progressista] aliado do ex-governador e senador Ivo Narciso Cassol.

O trio Dr Célio, Atalíbio e Dercio Kher [ex-chefe de Gabinete da Prefeitura de Guajará-Mirim], respectivamente, comandou o município por quatro anos [2008-12]. No período, pelo menos dois deles [Dércio e Dr. Célio] já vinham sendo acusados de, supostamente, estariam na mira do Judiciário rondoniense.

Na Câmara, sob a presidência do pepista Dr. Célio Targino de Melo, o periódico de caráter independente ‘AMAZÔNIA NEWS, O JORNAL’ denunciou o parlamentar em um esquema de diárias milionárias, entre as quais, em viagens pagas ao grupo que liderou à Capital, Brasília e ao vizinho Estado do Acre.

Era o inicio de toda uma história de enriquecimento de políticos ligados ao grupo dominante do Parlamento Mirim da principal fronteira bi-nacional, atesta um dos repórteres ameaçado por Dr. Célio, vereadores e empresários que financiaram por duas três vezes as campanhas do vereador, só agora preso pela Polícia Federal.

SOBRE A 8666 – A operação foi deflagrada depois de quase um ano de investigações que apontou sem muitas surpresas às comunidades e ex-vereadores locais, o trio de políticos e uma conhecida claque de empresários em contratos fraudados por licitações viciadas em obras públicas com o município de Guajará-Mirim, a cantada e decantada ‘Pérola do Mamoré’.

Das licitações dirigidas, a Polícia Federal investigou e prendeu Atalíbio, Dr. Célio Targino de Melo e Dércio Kher Marques. O trio, agora, irá responder por receber por ‘reformas’ ao Posto de Saúde Carlos Chagas e da Creche Municipal, dinheiro saído do Projeto Pro-infância, do Governo Federal.

De acordo com ex-aliados dos três presos pela PF, ‘investigados advogados, policiais civis, advogados, engenheiros e arquitetos’. O rosário de crimes não é crime não pequeno, revelou a fonte anônima deste site de notícias, cujo teatro de operações alcançou o município de Nova Mamoré, onde a PF investigou e prendeu servidores do INCRA local.

DO PAU AO BRASIL - Aqui, as prisões aconteceram sem muita resistência dos acusados por se tratar de uma cidade interligada com o município-Mãe, Guajará-Mirim. Cinco servidores da unidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária foram presos acusados de fraude em licitações em obras do Projeto de Assentamento ‘Pau-Brasil’.

MODUS OPERANDI – Há quase duas décadas, as fraudes em licitações realizadas por gestões na cidade de Guajará-Mirim e pela Câmara de Vereadores sempre estiveram sob suspeitas por parte do Judiciário Federal, além do volume de operações de combate ao narcotráfico, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica, contrabando de mercadorias, armas e munições na fronteira de Rondônia e Bolívia.

Em Guajará-Mirim, ‘os nomes envolvidos em escândalos de corrupção e até crimes comuns são os mesmos, só mudam os endereços’, ironiza um temido policial civil já aposentado que prefere ignorar o nome. Ele, contudo, admitiu, ‘não ter prendido altos empresários, vereadores corruptos, acusados de pedofilia e narcotráfico por causa da ação de forças ocultas nos idos de 2003-10’.

O fio da meada, segundo ele, ‘sempre esteve do outro lado da fronteira’. Segundo ele, brasileiros com negócios nos dois lados da fronteira [Brasil-Bolívia], geralmente com ligações com grupos bolivianos, ‘financiam campanhas em nossa cidade’. Na Câmara, corre à boca pequena, que ‘Dr. Célio e seus antecessores quitariam dividas de campanhas com obras’.

Atalíbio Pegorine, oriundo do ramo gráfico e imobiliário, segundo a mesma fonte, ‘surpreendeu por ter sido encaminhado por condutas adversas da que tem habilidade’. O mentor político do agora preso ex-prefeito, disse a fonte a este site, ‘nada mais, nada menos, do que Ivo Cassol, do mesmo partido que Dr. Célio Targino de Melo’, este auto-determinado pregoeiro da ética na política até a sua prisão pela PF. Ele arrematou, para denunciar o triste histórico policial e político da cidade de Guajará-Mirim e região.

Xico Nery é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos.  

Fonte: Xico Nery/newsrondonia

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