Sabado, 17 de Junho de 2017 - 15:48 (Polícia)

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PARA DAR GRANDES BAQUES NO CRIME ORGANIZADO, POLÍCIA FEDERAL DEVE DEFLAGRAR OPERAÇÕES PERMANENTES NA TRÍPLICE FRONTEIRA

O vazio vem de longas datas, desde a época do governador militar, o falecido Coronel - paraquedista Jorge Teixeira de Oliveira, diz um antigo policial civil, hoje, aposentado e ainda temido por mafiosos bolivianos.


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Guajará-MirimRondônia – Há exatamente dois anos e meio, nos idos de 2014-17, Reportagem  do NEWS RONDÔNIA’ atestava um quase vazio nas linhas de defesa do espaço aéreo e terrestre nacional nesta parte da Amazônia Ocidental Brasileira.

- O vazio vem de longas datas, desde a época do governador militar, o falecido Coronel  Jorge Teixeira de Oliveira, diz um antigo policial civil, hoje, aposentado e ainda temido por mafiosos bolivianos.

Ele diz ainda que, ‘por mais que a Polícia Federal faça prisões em série de mafiosos e apreensões de aeronaves na capital e interior do Estado, os tentáculos do narcotráfico colombiano, boliviano, peruano ou paraguaio espalham-se por todo o Vale do Guaporé-Itinez-Mamoré’.

Para alertar a Polícia Federal, Civil e Militar, além das bases militares, atualmente, ativadas em complexos sistemas de vigilância e núcleos de inteligência oficiais, cidadãos comuns, além da mídia nativa, ‘tem cumprido esse papel na busca da experiência dos agentes do Estado’. Mas diante da autoridade policial se sentem criminalizadas e ‘é aí, que as fontes se distanciam das comunidades de informações’, ressalta a interlocutor anônimo ao NEWS RONDÔNIA

Na faixa da tríplice fronteira entre o Brasil, Bolívia e Peru, ‘os tentáculos do narcotráfico, contrabandistas de mercadorias oriundas dos países que integram os Tigres Asiáticos (China, Coreia do Sul e Taiwan sempre foi visível nesta parte da Amazônia’, admitia, em 2006, à Agência AMAZÔNIAS’, um ex-Inspetor de Aduana Nacional fincada na Amazônia.

No dia 8 de março de 1985, o então poderoso Coronel Jorge Teixeira, fora informado pelo também coronel Moacir Coelho, à época, Diretor da Policia Federal, que o seu piloto do avião do Palácio Presidente Getúlio Vargas, Vargas, Floriano Nolasco Júnior, ‘estava envolvido com o tráfico e transporte de ácidos para refino de cocaína na Amazônia’.        

Nos detalhes apresentados ao ex-governador figurou como foco central que Nolasco era sócio do também piloto Marcilon Braga de Carvalho, cuja empresa era a Candeias e Master Taxi Aéreo, que operavam a partir da Capital Porto Velho às fronteiras amazônicas.

Marcilon, à época, com a ‘casa caída – considerada uma verdadeira fortaleza da máfia colombiana - agentes da Polícia Federal, na prisão e apreensão, cerca de US$ 100 mil em notas de 100 e 200, durante a realização da ‘Operação Eccentric’, até hoje considerada uma das mais bem planejadas e operantes de toda a história de luta e glória da PF no Estado de Rondônia, segundo analistas de segurança.

De lá pra cá, em que pese parte da nova safra de agentes se deixe conhecer seus rostos nesta parte da Amazônia, ‘tem sido profícuas as operações deflagradas contra o narcotráfico, corrupção, o tráfico formiguinha listados em crimes de usurpação de bens da União’. Mas, ainda assim, ‘a sociedade das cidades de Vilhena, Pimenteiras do Oeste, Cabixi, Costa Marques, Guajará-Mirim a Epitaciolândia; indo até Cruzeiro do Sul, anda não respira aliviada’, atestam alguns estudiosos do assunto.

Enfim, como a Reportagem deste site de notícias já atesta ao longo de quase sete anos de experiência sobre da suposta fragilidade de planos, programas, missões e operações de combate ao crime organizado e seus tentáculos na Amazônia, e que até o presidente Michel Temer (PMDB), em 2016, ganhou os holofotes da mídia ao defender operações de segurança permanentes nas fronteiras do Brasil e seus vizinhos’.     

XICO NERY, da Fronteira Bi-nacional

Fonte: NewsRondônia

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