OS NÚMEROS SÃO UM ALENTO, MAS O INVESTIMENTO NO SETOR, EM PORTO VELHO REPROVA AS AUTORIDADES - News Rondônia É o que você acompanha na terceira e última parte da série saneamento básico, entre o investimento e a corrupção.

Porto Velho,

Sexta-Feira , 20 de Maio de 2016 - 09:46 - Colaboradores


 


OS NÚMEROS SÃO UM ALENTO, MAS O INVESTIMENTO NO SETOR, EM PORTO VELHO REPROVA AS AUTORIDADES

É o que você acompanha na terceira e última parte da série saneamento básico, entre o investimento e a corrupção.

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Aproximadamente dez anos os portovelhenses deveriam está usufruindo do sistema de saneamento básico, como água tratada nas residências, além do esgoto tratado, sem que seja despejado no Rio Madeira como acontece atualmente. Mesmo com prazo de entrega das obras de saneamento básico para 2017, a população já não enxerga com tanto crédito as autoridades. É o que você acompanha na terceira e última parte da série saneamento básico, entre o investimento e a corrupção.

Quando o assunto é desvio de verbas públicas Rondônia tem especialista. Nos últimos cincos anos, o Estado foi cenário para uma enxurrada de crimes, o principal deles o do ‘colarinho branco’.A mais nova manchete é a falta de seriedade dos governantes com as políticas públicas. “O saneamento básico interfere diretamente nos índices de mortalidade da população infantil. Além de aumentar a expectativa de vida interfere diretamente na qualidade de vidas das pessoas”, comenta o procurador da república, Raphael Bevilaqua.

Os números comprovam: O Estado de Rondônia foi classificado como o 3º que mais gasta. O 5º com menor investimento por habitantes do Brasil, em 2014 foram apenas R$ 19 milhões. Rondônia também é campeão quando o índice é perdas, (50,3%) ficando na 8º colocação. Cabe a presidente da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia, (Caerd) administrar o que foi considerado como o maior aporte para uma obra pública no Estado. São mais de meio bilhão de reais, destinados a construção daquilo que deveria ter sido entregue aos moradores de Porto Velho há quase dez anos: O sistema de captação de água e esgoto.

Segundo a presidente da Caerd, Iacira Azamor, estão disponíveis os recursos para o chamado ‘Sistema Sul’. De acordo com ela, “em ‘maio’ começariam as obras definitivas”.

 

Segundo uma publicação da Revista Exame de fevereiro de 2016, em 2014, a ampliação da rede de água cresceu apenas 1,5%, enquanto a coleta de esgoto elevou a 3,7%, um comparativo com 2013. Em termo de habitantes, os serviços atingem apenas 46,7% dos populares na área urbana. 

Sendo assim a chamada ‘universalização’ de água e de esgoto só seriam alcançados daqui a exatos 35 anos. Muito aquém da meta estipulada pelo Plano Nacional de Saneamento, para 2033. “Saneamento básico são obras de longo prazo, ou seja, não tem retorno eleitoral curto. Então se alguém tem um mandato de quatro anos não terá resultado eleitorais. O que vai acontecer é um monte de obra, um monte de problema que as pessoas não verão á curto prazo”, enfatiza o procurador da República.

Em Porto Velho, a rede de ampliação do sistema de abastecimento de água teve início em 2009. Em mãos, o presidente do bairro carrega um ofício protocolado no Ministério Público Estadual (MP/RO) onde os moradores exigem o reinício das construções de saneamento. “Estamos aqui sofrendo as consequências. Nós aqui do bairro Eldorado, contribuímos para o índice do Brasil como cidade sem saneamento básico. O que é uma pena. Temos dinheiro em caixa que não são investidos”, lamenta o presidente do bairro Eldorado, Lima Neto.

E oito anos se passaram desde o começo das obras. No bairro Eldorado está o rastro daquilo que foi deixado pra trás pela empresa vencedora do certame licitatório, mas uma a abandonar obra pública, pela metade, em Porto Velho. O presidente afirma que tanto descaso no bairro resultou em denúncias ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público Federal, que exigem a retomada das obras de saneamento básico. Mas de acordo com o morador, o processo tem resultado em ações contra o não cumprimento das obras pelo Estado e o município de Porto Velho.

Em abril do ano passado o governo assinou uma ordem de serviço para execução do esgoto sanitário Sul e Leste. Quarenta e três bairros da cidade estão listados para serem atendidos. Próximo de fazer aniversário, o empreendimento anunciado pelo governo ainda não disse ao que veio. Para o procurador da República, Raphael Bevilaqua do Ministério Público Federal (MPF/RO), os recursos que envolvem obras de grande magnitude, como as de saneamento básico são objetos de disputa a todo custo pelos governantes por uma série de motivos.

É justamente essa falta de resposta dos administradores públicos que pesa contra eles mesmos no crivo da população. E quando essas respostas chegam são meramente vazias, intercaladas e como novas promessas eleitoreiras. “O que o povo daqui realmente deseja não é nem o fato de ter novos administradores, mas sim que esses respeitem Porto Velho como a população os respeita quando aportam por aqui no intuito de ganhar a vida”, finaliza a recepcionista Marcilene Barbosa.

 

Em Porto Velho, a rede de ampliação do sistema de abastecimento de água teve início em 2009. Em mãos, o presidente do bairro carrega um ofício protocolado no Ministério Público Estadual (MP/RO) onde os moradores exigem o reinício das construções de saneamento.

“Estamos aqui sofrendo as consequências. Nós aqui do bairro Eldorado, contribuímos para o índice do Brasil como cidade sem saneamento básico. O que é uma pena. Temos dinheiro em caixa que não são investidos”, lamenta o presidente do bairro Eldorado, Lima Neto.

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Fonte: NewsRondônia

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