Segunda-Feira, 16 de Março de 2015 - 11:18 (Colaboradores)

OS MOVIMENTOS DO FORA DILMA E SUA ARRISCADA LUTA POR INTERVENÇÃO MILITAR NO BRASIL

Figurinha carimbada e que adentra porteira à dentro na poderosa REDE GLOBO de Rádio, Jornal e Televisão, o ex-candidato derrotado à Presidência da República nas eleições de 2014, agora senador eleito por Minas Gerais, optou por assistir de camarote de hotel ‘o circo armado contra o Governo Dilma’.


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Porto Velho/RONDÔNIA - Não foi dessa vez que as esperanças da Direita foram renovadas para que figurinhas carimbadas retornem ao Palácio do Planalto, apesar dos olhos do mundo voltados para os ‘protestos’ do ‘Fora DILMA’ ocorridos em parte das capitais dos estados brasileiros.

A arriscada aposta de grupos opositores – que não votaram em Dilma Rousseff – foi à gota d’água para que, entre outras propostas nojentas vindas das ruas, ‘o saudosismo melasse o brilho das manifestações pacíficas’, atesta o publicitário e ativista colombiano Rubens Medina de León, 63, ouvido em São Paulo.

Segundo ele, as faixas exigindo uma pronta intervenção militar no país, outra vez, demonstraram o quanto ‘milicos e setores críticos do pós-Golpe de 64 estão ávidos para a volta do regime militar que tantos dissabores causaram a sociedade brasileira’.

Já o publicitário e gráfico Henrique Ferraz, 50, em meio às manifestações, tudo poderia acontecer, segundo ele, ‘menos a vontade de o Brasil voltar a ser governado por uma Junta Militar e a presença de arruaceiros e vagabundos cognominados de Carecas do Subúrbio’.

Além de conhecidos saudosistas desse naipe, setores reconhecidamente oposicionistas do chamado ‘Hay govierno, soy contra’ e com livre acesso à mídia corporativa, roubaram a cena das claques organizadas por opositores. O dia era do povo que se diz insatisfeitos, por exemplo, pelo ajuste na economia e o fim da corrupção no Brasil.

Figurinha carimbada e que adentra porteira à dentro na poderosa REDE GLOBO de Rádio, Jornal e Televisão, o ex-candidato derrotado à Presidência da República nas eleições de 2014, agora senador eleito por Minas Gerais, optou por assistir de camarote de hotel ‘o circo armado contra o Governo Dilma’.

Em vez de ir às ruas nas principais cidades mineiras, o tucano – que se diz líder da oposição no Congresso -, esperou o final dos protestos na ‘Cidade Maravilhosa’ para se manifestar de maneira confortável num dos mais luxuosos hotéis do país. Além do que, fazer ecoar o seu único jargão: ‘O povo está indignado com o governo do PT’.

Afora os slogans e faixas com dizeres continuístas, com efeitos especiais elaborados por supostas agências que atuaram nas campanhas de José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves – e outros tucanos nos estados -, ficaram latentes os ‘gritos com mensagens de desrespeito à presidenta Dilma e ao ex-presidente Lula’, alvos preferidos da Direita, do agronegócio empresarial e das construtoras consideradas ‘imexíveis’ - parafraseando-se o ex-ministro do Trabalho, Rogério Magri – hoje importante membro das hostes da Força Sindical.

De resto, de acordo com pré-análises atribuídas a registros das comunidades de informação e segurança baseados no Rio de Janeiro, São Paulo e no Cone Sul Latino Americano, tanto públicas quanto privadas, a que este site teve acesso, ‘ninguém ainda não explicou direitinho o baque que os opositores levaram com relação ao número de pessoas que saíram às ruas’.

Em São Paulo, o Instituto Data Folha negou que 1,5 milhões tomaram a tradicional Avenida Paulista até a Consolação, regiões da zona central da Capital paulistana. Segundo a medição do órgão, ‘ao menos, 450 mil foram aos protestos’. No contraponto, a polícia do governo tucano Alckmin, ‘estimou exatos 1,5 mi’.

Nas demais capitais, o ‘panelaço’ realizado à noite, também em parte do país – e à moda dos hermanos argentinos para protestar contra a caristia nos preços dos alimentos - pode ter ajudado a esfriar a onda de protestos  a favor e contra a derrubada do Governo. O fato, com imagens de celulares, ganhou as telinhas da tevê, de forma massiva, apenas na Rede GLOBO do clã dos Marinho.

De outro modo, os protestos do domingo 15 – esse número faz lembrar o PMDB de Michel Temer – serviram para exortar, mais uma vez, que, ‘não importa se membros do Executivo, Judiciário, Legislativo ou do empresariado nacional, envolvidos em corrupção, devem mofar na cadeia’.

A ‘indignação’ maior e aparente que se viu, ao menos, foi o que noticiaram emissoras de rádio, tevê e sites de noticias, respectivamente, teria ficado mesmo por conta dos envolvidos no escândalo da Petrobrás, na alta da inflação e do ajuste fiscal anunciado pelo Governo. Nem o Judiciário escapou das críticas dos manifestantes.

Historicamente, ‘o Brasil é um País em que o medo ainda persiste em meio à sociedade’. O brasileiro, depois do golpe militar de 64, ‘recuou dos movimentos de libertação que lutavam pelo bota fora de militares no Governo’. Atualmente, praticamente, deixaram de atuar na formação de novos quadros, diz o cientista político, Rubens De León.

Entre situacionistas e opositores, ‘nada de novo aconteceu, nem irá acontecer’, acreditam Ferraz e De León. Segundo eles, ‘uma intervenção militar – é o desejo do deputado Jair Bolsonaro [PP-RJ] e o impeachment de Dilma, como pretende a bancada tucana e a Direita Nacional- o ex-ministro do STF, Ayres Brito e outros juristas, disseram que ‘são ilegais e inconstitucionais’.

A presidente não cometeu crime algum, disse Ayres Brito.

Por conta, analistas amazônicos consultados, são unânimes em afirmar que, ‘os protestos pacíficos são de direito constitucional e são reservados aos cidadãos, não cabem para pedir intervenção militar em um País que não tem tradição beligerante, como o que foi montado pelos generais e coronéis do Golpe de 64’.

Esse tipo de atitude atribuída a movimentos opositores a qualquer coisa e governos democráticos, ‘não só ameaça dar início a um  gigantesco conflito armado com partidos e grupos econômicos financiando líderes neófitos, do tipo ‘Vem Pra Rua Vem’, ‘Movimento Brasil Livre’, ‘Revoltados ONLINE’, “Carecas do Subúrbio’ e às centrais sindicais [CUT x Força Sindical], como estas, mesmo divididas na defesa incontinenti de Dilma, Lula e do tucano mineiro, Aécio Neves, se digladiarem nas ruas.

Fonte: Xico Nery/NewsRondonia

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