Sabado, 21 de Março de 2015 - 11:47 (Colaboradores)

OS DEDOS SUJOS DA CIA PODEM ESTAR POR TRÁS DAS MUDANÇAS DE REGIMES NA AMÉRICA DO SUL

Atualmente, as operações para mudanças de regime em países que vão do Equador ao Brasil não são diferentes das tentativas – algumas com sucesso total! – feitas à Venezuela, Bolívia, Peru, Chile, Guatemala, Uruguai e na Argentina. São países com fortes tendências à resistir a já tão combalida política expansionista à América Latina.


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Sul do Amazonas/BRASIL – O ex-Agente da Central de Inteligência Americana [CIA], Philip Agee, explicava nos anos 60 e 70, que, ‘o governo estadunidense sempre investiu milhões de dólares em ações de mudanças de regimes no mundo e, especialmente, na América Latina’.

Atualmente, as operações para mudanças de regime em países que vão do Equador ao Brasil não são diferentes das tentativas – algumas com sucesso total! – feitas à Venezuela, Bolívia, Peru, Chile, Guatemala, Uruguai e na Argentina. São países com fortes tendências à resistir a já tão combalida política expansionista à América Latina.

Philip se considerou decepcionado com as práticas nojentas do seu Governo fazer espionagem. Á época, segundo diz em seu livro, ‘ações no Cone Sul do continente latino, países do Chifre da África e no Leste Europeu, em plena vigência da temida Guerra Fria, ‘mostraram às vísceras da Companhia através de financiamentos de grupos insurgentes em todo o mundo’.

De Fugêncio Batista [Cuba], Saddam Hussein [Iraque] a Bin Laden [Egito], ‘os dedos sujos das mãos da CIA sempre apontaram para o golpismo em desfavor de países considerados integrantes do bloco do mal’ – isso na visão dos governos estadunidenses.

Na América do Sul, Cuba foi à primeira vítima nos anos 60 depois da Revolução comandada por Fidel Castro e Che Guevara. A derrubada do regime pró-Estados Unidos uma verdadeira ‘caçada’ aos dois novos líderes do Continente. Não faltaram operações secretas, como a frustrada invasão da Baía dos Porcos, abortada pelas tropas de quarteirão ainda hoje ativas em toda a república cubana nacional.

Os males causados pelo bloqueio econômico imposto por todos os governos norte-americanos a Cuba já somam cerca de quatro décadas. Nesse período, apenas a voz de Fidel Castro ecoou nas Assembleias Gerais da Organização das Nações Unidas [ONU] em solo americano. 

Nas tantas guerras econômicas engendradas pelos governos John Kennedy e Jimmy Carter [Democratas], Ronald Reagan, do pai e filho George W. Bush [Republicanos], Cuba e os países não-alinhados, igualmente, não cederam às pressões. Tampouco, deixaram de conviver com as ameaças da CIA em fazer uso do suposto agente Laranja – esse mesmo método sujo foi usado na Guerra do Vietnã.

- Verdadeiramente, ‘o poder de mando sempre foi do país sede da entidade, que de nada tem de Nações Unidas’, se queixa o estudioso Inácio Sanchez Lozada, 65, que militou décadas na resistência ao Golpe Militar de 64, apoiado pela CIA, em solo brasileiro.  

- Unidas apenas aos Estados Unidos, já dizia o Comandante Nego Acácio, das Frentes 54 e 56, das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia [FARC-EP], semanas antes de ser assassinado, covardemente, por forças de segurança e do Exército colombiano momentos após dar entrevista a jornalistas brasileiros no Norte do Estado do Amazonas.

Sobre as operações secretas da CIA na América do Sul, até aos dias de hoje ninguém conseguiu explicar muito bem a participação da Rede GLOBO [Rádio, Jornal, Site e TV], em entrar em território de países considerados socialistas e, mediante veiculação de entrevistas tidas exclusivas, ‘combatentes’ dos movimentos guerrilheiros virem a serem capturados e assassinados em áreas onde ocorreram os contatos.

Dos extintos movimentos que tinham na luta armada a melhora para seus povos, no contraponto da segregação praticada pelos governos estadunidenses, o M-19 e as FARC-EP [Colômbia] e Sandero Luminoso, sob o comando do falecido Manuel Marulanda [COL] Abimael Guzmán [Peru] podem ter sido ‘espionados’ por agentes da CIA travestidos de repórteres da Rede GLOBO e outras emissoras que se aventuraram pela selva das Amazônicas, sobretudo, nas décadas de 70 a 2010.

ATUALIDADE – Da mesma forma, ninguém ainda explicou direitinho o que fazem emissoras brasileiras na Bolívia, Peru, Equador, Argentina e agora, massivamente, na Venezuela, atuando apenas na difusão de fatos considerados negativos para esses países.

Elas investem pesadamente e são acusadas de apenas noticiarem o lado negativo, como o desabastecimento, movimentos insurretos nas ruas, além de negarem que participariam, abertamente, de campanhas de desestabilização dos regimes desses países sob a égide da CIA somente depois que Hugo Chávez morreu.

- Noticiar apenas propaganda política a favor de crises em países não alinhados aos Estados Unidos e ao Reino Unido, essas ações da mídia em redes de tevês, eletrônica e impressas, tudo isso não passa de propaganda, atesta a ativista política e estudiosa de movimentos revolucionários na Sudamérica, Michelle Franco Nery, em trânsito por alguns países limítrofes com o Brasil.

Fonte: Xico Nery/NewsRondonia

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